19 de janeiro de 2021

DESEJO. ATÉ ONDE ELE PODE TE LEVAR? - MÔNICA DE CASTRO

DESEJO. ATÉ ONDE ELE PODE TE LEVAR? - MÔNICA DE CASTRO

O que move o desejo? A paixão, a coragem, a força? A obsessão de uma mulher, que desafiou o seu próprio destino para viver um amor proibido. Uma história arrebatadora, que vai desafiar tabus e expor um amor atormentado, originado em vidas passadas.


NOTA SOBRE O LIVRO:

Trata-se de um romance espírita, escrito por Mônica de Castro.

A primeira parte do livro conta a história de Daniela e Daniel. 

Eles vieram, nesta encarnação, como irmãos gêmeos e você precisará ter a mente aberta para esta leitura. Primeiro por se tratar de um romance espírita, pois muitas pessoas não acreditam nisso. Segundo porque a relação dos dois é muito forte e até certo ponto destrutiva. Muitas pessoas acabam sendo envolvidas na história deles.

A segunda parte do livro fala mais dos ensinamentos. Quando Daniela chega a uma das colônias (nome dado ao lugar para onde os espíritos seguem após o desencarne), ela vai aprender a se curar das feridas de seu espírito, vai aprender mais sobre tudo que se passou até aprender a se perdoar. Não que seja fácil. Pelo relato que ela nos trás podemos observar que não há passe de mágica.

Não quero entrar demais em detalhes para não revelar o conteúdo, mas há muito ciúmes, muita obsessão, muita mentira e muito desafio para todos os envolvidos. 

Boa leitura

15 de janeiro de 2021

EM ÁGUAS SOMBRIAS - PAULA HAWKINS

 EM ÁGUAS SOMBRIAS - PAULA HAWKINS

Nos dias que antecederam sua morte, Nel ligou para a irmã. Jules não atendeu o telefone e simplesmente ignorou seu apelo por ajuda. Agora Nel está morta. Dizem que ela se suicidou. E Jules foi obrigada a voltar ao único lugar do qual achou que havia escapado para sempre para cuidar da filha adolescente que a irmã deixou para trás.
Mas Jules está com medo. Com um medo visceral. De seu passado há muito enterrado, da velha Casa do Moinho, de saber que Nel jamais teria se jogado para a morte. E, acima de tudo, ela está com medo do rio, e do trecho que todos chamam de Poço dos Afogamentos…
Com a mesma escrita frenética e a mesma noção precisa dos instintos humanos que cativaram milhões de leitores ao redor do mundo em seu explosivo livro de estreia, A garota no trem, Paula Hawkins nos presenteia com uma leitura vigorosa e que supera quaisquer expectativas, partindo das histórias que contamos sobre nosso passado e do poder que elas têm de destruir a vida que levamos no presente.



NOTA SOBRE O LIVRO:

Bem... o que dizer do livro?


A princípio eu detestei o livro, pois achei a história confusa e bagunçada! Somente lá pela página 100 mais ou menos que comecei pescar algumas coisas e ai comecei a gostar! Não estava entendendo certos relatos e isso estava me frustrando!

A narrativa oscila entre vários personagens e eu já não sabia quem era principal e quem era coadjuvante. Eu me senti perdida em vários momentos da leitura, desejando inclusive abandonar a história, mas a curiosidade foi maior! Ainda bem!

A história transcorre em uma cidade chamada Beckford e tudo gira em torno de um rio e o "Poço dos afogamentos". Beckford é um lugar misterioso e famoso porque algumas mulheres "morreram" afogadas naquele poço. A história também tem um "Q" de espiritualidade e misticismo (não no sentido religioso). 

Quando Nel Abbott morreu, elas já não se falavam há alguns anos. Nel até tentou alguns contatos, mas Jules não dava espaço para nenhuma reaproximação. Nunca tirei a razão de Jules por tudo que aconteceu e principalmente, nunca gostei de Nel e o fato de estar morta não me convenceu de que era uma boa pessoa. Ao contrário, sempre egoísta e egocêntrica. A filha de Nel, Lena Abbott, de 15 anos e pai "desconhecido" é tão egoísta e egocêntrica quanto a mãe, porém, com certa dose de rebeldia e prepotência.

A investigação em torno da morte de Nel Abbott traz à tona os acontecimentos que envolvem a morte de Katie Whitaker (também com 15 anos), amiga de Lena Abbott. A relação entre Louise e Nel ficou bem estremecida, afinal, Louise culpava Nel pela morte da filha. Josh (irmão de Katie) e Lena sabiam o motivo pelo qual Katie havia se suicidado, mas eles escondem o que sabem até não poderem mais.

Cada personagem tem seus próprios segredos e mistérios. Como diriam os sábios "quem não tem teto de vidro que atire a primeira pedra". A autora traz personagens repletos de problemas e que de uma forma ou de outra, estão ligados. Além dos que já citei, existem outros, mas falar sobre cada um individualmente me levaria a relevar muito mais do que o necessário!

A medida que a história vai avançando e algumas coisas começam a ser descobertas, a leitura vai ficando viciante e cativante, mas foi na última linha, da última página que meu queixo simplesmente caiu e que esse livro levou minha nota máxima...★★★★★ ESTRELAS! 

14 de janeiro de 2021

A GAROTA DO TREM - PAULA HAWKINS

A GAROTA DO TREM - PAULA HAWKINS

Todas as manhãs, Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas d'água, pontes e aconchegantes casas. 

Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes a quem chama de Jess e Jason, Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess na verdade Megan está desaparecida. 

Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos. 


NOTA SOBRE O LIVRO 

O livro é narrado em primeira pessoa pelas personagens Rachel, Megan e Anna. 

Rachel era a tal garota do trem. Uma mulher na casa dos 30 anos, emocionalmente devastada, com problemas de alcoolismo e com autoestima abaixo de zero. Perdeu completamente sua identidade e seu mundo quando descobriu que o marido, Tom, tinha outra mulher. Também em função da bebida, perdeu o emprego. 

Rachel vivia de seus pensamentos e suas divagações sobre um casal que ela via todos os dias pela janela do trem. É como se sua única fonte de vida fosse as viagens de ida e de volta neste trem e a vida deste casal, que em sua concepção, era perfeito e feliz. O nível de bebedeira de Rachel era tão intenso que ela acabava fazendo coisas das quais não se lembrava, então, todas as referencias que ela tinha sobre seus atos eram as coisas que Tom lhe contava e o que as pessoas ainda contam. 

Megan e Scott eram os moradores da casa que Rachel observava diariamente da janela do trem. Megan era uma mulher marcada pelos erros do passado e tão atormentada quanto Rachel, mas por outros motivos que somente ao longo da história iremos descobrir. Não era uma mulher feliz, não sabia exatamente o que queria e o que precisava para mudar sua vida. Sofria de insônia por conta desse pecado do passado além da tormenta pela morte do irmão. 

Anna demonstrava no começo de seus relatos ser uma mulher mais segura, esposa amada, mãe dedicada, mas a realidade não era bem essa. Quando se envolveu com Tom ela sabia que ele era casado e isso nunca foi um problema para sua vida. Ela conseguiu fazer com que Tom deixasse Rachel para ficar com ela, mas também, ao longo de seus relatos vamos percebendo que ela não era tão boa e tão feliz assim. 

Em uma das idas e vindas, Rachel presenciou pela janela do trem sua personagem abraçando carinhosamente um homem que não era seu personagem e isso a deixou totalmente transtornada, revoltada, decepcionada com o gesto da mulher, afinal, ela sabia que aquela dor da traição era descomunal. No entanto poucas horas depois aquela mulher que ela chamava de Jess, mas que na verdade era Megan, estava desaparecida.
"Eu me senti sozinha em minha angústia. E me tornei uma pessoa solitária, então comecei a beber um pouco, e depois um pouco mais, e fiquei mais solitária ainda porque ninguém gosta de ficar perto de gente bêbada. Eu sucumbia e bebia; bebia e sucumbia."(Rachel).
Scott era um homem enigmático. Estava transtornado com o desaparecimento da esposa, mas acabou se aproximando de Rachel, que estava determinada a ajudar descobrir o que foi que aconteceu com Megan naquela noite de sábado. Sua bebedeira estava impedindo de se recordar o que de fato aconteceu, já que o estado que ela chegou em casa era totalmente deplorável e ela sabia que esteve próximo do local onde tudo aconteceu. Decidida a descobrir o que aconteceu e a ajudar Scott, Rachel se jogou nessa história.

Tom era outro personagem misterioso. Ninguém sabia exatamente se o que ele estava vivendo com Anna era tão verdadeiro quanto ela pensava que seria. Um comportamento questionável e suspeito.

Os personagens estão todos ligados, mesmo que indiretamente, nessa trama que te prende do começo ao fim e na curiosidade de desvendar o que foi que aconteceu com Megan.

Vale muito a pena ler este livro, que inclusive inspirou o filme do mesmo título.

Boa leitura.

12 de janeiro de 2021

SÉRIE OS BRIDGERTONS - E VIVERAM FELIZES PARA SEMPRE - LIVRO 09 - JULIA QUINN

E VIVERAM FELIZES PARA SEMPRE - SÉRIE OS BRIDGERTONS - LIVRO 09 - JULIA QUINN

Alguns finais são apenas o começo...

Era uma vez uma família criada por uma autora de romances históricos...

Mas não era uma família comum. Oito irmãos e irmãs, seus maridos e esposas, filhos e filhas, sobrinhas e sobrinhos, além de uma irresistível matriarca. Esses são os Bridgertons: mais que uma família, uma força da natureza.

Ao longo de oito romances que foram sucesso de vendas, os leitores riram, choraram e se apaixonaram. Só que eles queriam mais. Então começaram a questionar a autora: O que aconteceu depois? Simon leu as cartas deixadas pelo pai? Francesca e Michael tiveram filhos? O que foi feito dos terríveis enteados de Eloise? Hyacinth finalmente encontrou os diamantes?

A última página de um livro realmente tem que ser o fim da história? Julia Quinn acha que não e, em E viveram felizes para sempre, oferece oito epílogos extras, todos sensuais, engraçados e reconfortantes, e responde aos anseios dos leitores trazendo, ainda, um drama inesperado, um final feliz para um personagem muito merecedor e um delicioso conto no qual ficamos conhecendo melhor ninguém menos que a sábia e espirituosa matriarca Violet Bridgerton.

Veja como tudo começou e descubra o que veio depois do fim desta série que encantou leitores no mundo inteiro.


NOTA SOBRE O LIVRO:

E você com certeza deve perguntar: "Que raios de livro nove é esse?"

Pois bem... podemos dizer que este é um plus, que a autora escreveu sobre esta família apaixonante, "Os Bridgertons". Como ela mesma diz na inicial do livro, a pedido de muitos leitores que ficaram imaginando como foi a vida depois do fim, aqui está... "E viveram felizes para sempre" é mais um pedacinho de cada um dos personagens mais queridos e o que veio depois. Não resta dúvidas de que a autora quis passar para seus leitores que ela se importa com o que cada um pensa ou sente sobre seu trabalho!

Um novo capítulo para cada um dos oito livros... 💗💗💗💗💗

1) O DUQUE E EU... 21 anos de casados... Daphne com 41 anos e Simon próximo dos 50... Ela continua sendo incrível e aprendeu bem como "levar" o marido. Um homem que além de lindo se tornou uma pessoa muito mais segura de si. A autora criou uma situação que levou Simon a querer saber o que diziam as cartas que seu falecido pai havia deixado, mas o melhor de tudo foi saber que nada teve importância para Simon, que não alterou nada em sua vida... nem antes e nem depois!

2) O VISCONDE QUE ME AMAVA... Kate e Anthony continuam com a tradição do jogo de Pall Mall, lembram? Mesmo após 15 anos de casados, os mesmos participantes do primeiro jogo continuam jogando, mas cada ano com o espirito esportista mais acirrado... O que fica evidente é que pouco importa ganhar quando na verdade o mais interessante é fazer o outro perder...

3) UM PERFEITO CAVALHEIRO...  O foco deste capítulo nem é tanto Benedict e Sophie, mas sim a Srta Posy, meia irmã de Sophie. Vocês se lembram que a garota era rejeitada pela mãe, que só tinha olhos e admiração pela outra filha, a tal de Rosamund? Pois bem, Posy acabou sendo "adotada" Violet Bridgerton e libertada das garras peçonhentas de Araminta (a madrasta de Sophie), mas já estava passando da hora de se casar, porém, como que em um conto de fadas, Sophie acaba encontrando um pretendente para sua meia irmã e salva a lavoura.

4) OS SEGREDOS DE COLIN BRIDGERTON... Fala sobre a preocupação de Penélope sobre a reação de Eloise Bridgerton sobre o segredo, afinal, quando ele foi revelado, Eloise fugido para ir ao encontro de Phillip. Bem, na verdade eu não gostei muito desse segundo epílogo porque é como se Eloise fosse o foco principal da vida do casal e também porque Hyacinth acabou sendo exatamente quem ela sempre foi: uma menina intrometida. Ela só foi capaz de me cativar quando chegou a vez da história dela.

5) PARA SIR. PHILIP COM AMOR... neste segundo epílogo alguns anos se passaram e agora o conto traz um pouco da história de Amanda Crane, a filha de Sr. Philip, que vem a ser a enteada de Eloise Bridgerton Crane. Nele a autora mesmo cita que se aventurou a escrever em primeira pessoa (narrado por Amanda), mas eu não sei se gostei. O tema em si foi muito interessante, mas eu gosto do formato em terceira pessoa. Ficou até subentendido que Julia pode vir a escrever uma história específica sobre Amanda e seu "felizes para sempre", mas eu prefero que não, de forma que não amarre mais os personagens envolvidos nessa série em mais nenhuma outra história.

6) O CONDE ENFEITIÇADO... Traz o desfecho final de Francesca e Michel. No livro deles ficou sem conclusão se eles haviam tido um filho ou não. Quando primeiro marido morreu, ela estava grávida, porém, perdeu o bebê. Os anos de casamento com Michel não haviam trazido um filho ao casal e Francesca não falava com ninguém sobre sua infertilidade, mas no fundo isso a incomodava demais e só o marido e e a mãe eram capazes de captar tanta frustração. Quando eles vieram da Escócia para o batizado de Isabela (uma das sobrinhas), houve a primeira conversa entre mãe e filha e talvez este tenha sido o momento mais especial da história de Francesca, pois depois disso ela passou a ser uma nova mulher. A forma como ela transmite sua dor nos faz abraçá-la com maior carinho.

7) UM BEIJO INESQUECÍVEL... lembram que eu disse que Hyacinth era bem intrometida? Isabela - sua filha - é exatamente igual Hyacinth quando era mais nova. Voluntariosa, intrometida, inteligente e muito, muito astuta. Lembram-se que na história Hyacinth era louca para encontrar as joias da avó de Gareth? Vocês se lembram que Isabela contava com uns 5 nos de idade mais ou menos quando encontrou as joias e voltou a escondê-las levando todos os leitores ao delírio e ao desespero? Então... passaram-se anos e anos e Hyacinth não desistiu, porém, não sem a "ajuda" da filha!

8) A CAMINHO DO ALTAR... No meu ponto de vista foi o mais dramático de todos os epílogos. Gregory e Lucy tiveram nove filhos. Eles conseguiram superar a marca do aumento do clã dos Bridgertons e eles também conseguiram ser bem carinhosos com os membros da família dando aos seus filhos nomes de irmãos e afins... O sufoco também não passou batido e creio que tenha sido mais um ponto de amadurecimento em Gregory.

E para finalizar, a cereja do bolo é realmente Violet Bridgerton. A mãe mais apaixonante de qualquer história. Aliás, diga-se de passagem, em questão de maternidade, Violet dá de 10 a 0 em qualquer mãe, de qualquer livro, pois esta realmente soube amar cada um de seus filhos, valorizar cada uma de suas virtudes e trabalhar cada um de seus defeitos. De forma bem especial a autora traz o amor entre Edmund e Violet, mas acima de tudo, o grande ensinamento que Violet nos dá... apesar de toda dor, de toda dificuldade, ela nunca deixou de ser feliz...





11 de janeiro de 2021

SÉRIE OS BRIDGERTONS - A CAMINHO DO ALTAR - LIVRO 08 - JULIA QUINN

A CAMINHO DO ALTAR - SÉRIE OS BRIDGERTONS - LIVRO 08 - JULIA QUINN

Ao contrário da maioria de seus amigos, Gregory Bridgerton sempre acreditou no amor. Não podia ser diferente: seus pais se adoravam e seus sete irmãos se casaram apaixonados. Por isso, o jovem tem certeza de que também encontrará a mulher que foi feita para ele e que a reconhecerá assim que a vir. E é exatamente isso que acontece.

O problema é que Hermione Watson está encantada por outro homem e não lhe dá a menor atenção. Para sorte de Gregory, porém, Lucinda Abernathy considera o pretendente da melhor amiga um péssimo partido e se oferece para ajudar o romântico Bridgerton a conquistá-la.

Mas tudo começa a mudar quando quem se apaixona por ele é Lucy, que já foi prometida pelo tio a um homem que mal conhece. Agora, será que Gregory perceberá a tempo que ela, com seu humor inteligente e seu sorriso luminoso, é a mulher ideal para ele?

A caminho do altar, oitavo livro da série Os Bridgertons, é uma história sobre encontros, desencontros e esperança no amor. De forma leve e revigorante, Julia Quinn nos mostra que tudo o que imaginamos sobre paixão à primeira vista é verdade – só precisamos saber onde buscá-la.


NOTA SOBRE O LIVRO:

Finalmente chegamos ao final da série "Os Bridgertons" com o oitavo livro que conta a história de amor - por sinal bem tumultuada - de Gregory Bridgerton. O pirralho do início da série agora com 26 anos é o último solteiro dos Bridgertons (para total desespero ou alívio da mamãe Bridgerton, Lady Violet).

Gregory parece ser um rapaz sem rumo certo. Apesar de querer muito se apaixonar, não está bem certo de que seja isso realmente que ele queira. Não até chegar a casa de seu irmão Anthony e colocar os olhos em Hermonie Watson.

Hermonie era uma moça, no meu ponto de vista, sem graça e sem talento algum, mas era tida como a mulher mais linda da atualidade, tanto que todos os solteiros estavam dispostos a conquistar seu coração. Lucy, sua melhor amiga, sentia-se apagada e ofuscada pela beleza da amiga, afinal, os homens nunca se aproximavam dela com interesse nela e sim em Hermonie e isso meio que parece não irritá-la.

Lucy era inteligente, bem humorada, tinha uma postura digna, mas não era uma pessoa habituada a se impor ou a exigir que sua vontade fosse respeitada. Tanto era verdade que seu tio Robert lhe arranjou um casamento com um conde que ela nunca viu. Ela não acreditava no amor avassalador, então, estava conformada com o destino de se casar em breve com o tal desconhecido. Além disso, sua personalidade demonstrava que ela se doasse a ponto do desagrado para o bem e a felicidade das pessoas que a cercavam.

Tudo aconteceu durante os dias que Kate e Anthony receberam seu convidados. Hermonie estava apaixonada pelo secretário de seu pai e Lucy sabia que a família da moça jamais aceitaria o casamento da filha com o empregado. Então, em nome da amizade, Lucy estava disposta a ajudar Gregory a conquistar a amiga.

Para piorar a situação de Lucy, ela se viu presa ao compromisso assumido pelo tio para preservar o nome e a imagem da sua família. Sua atitude e decisão colocaram em risco o título de conde de seu irmão Richard e toda a reputação de sua família e foi nessa parte que a história realmente se tornou interessante, pois até então tudo estava muito lento, moroso e cansativo na leitura a ponto de quase desistir de prosseguir e arruinar a série.

A autora também trouxe a tona um tema bem polêmico, ainda mais para aqueles tempos onde o futuro marido de Lucy estava diretamente ligado. Ele não era um homem mau, ao contrário, aparentava ser uma excelente pessoa, bem diferente do seu pai, Davenport. Esse sim é uma figura nojenta e intragável.

A história ganhou 3 estrelas diante do desenrolar da trama que envolveu Lucy - que nem sabia que estava atrelada àquela sujeira - e pela forma como finalmente Gregory amadureceu. Ele se mostrou integro (como todos os Bridgertons), corajoso e apaixonado (novamente como todos os Bridgertons).

9 de janeiro de 2021

SÉRIE OS BRIDGERTONS - UM BEIJO INESQUECÍVEL - LIVRO 07 - JULIA QUINN

UM BEIJO INESQUECÍVEL - SÉRIE OS BRIDGERTONS - LIVRO 07 - JULIA QUINN

Toda a alta sociedade concorda que não existe ninguém parecido com Hyacinth Bridgerton. Cruelmente inteligente e inesperadamente franca, ela já está em sua quarta temporada na vida social da elite, mas não consegue se impressionar com nenhum pretendente. 

Num recital, Hyacinth conhece o belo e atraente Gareth St. Clair, neto de sua amiga Lady Danbury. Para sua surpresa, apesar da fama de libertino, ele é capaz de manter uma conversa adequada com ela e, às vezes, até deixá-la sem fala e com um frio na barriga.

Porém Hyacinth resiste à sedução do famoso conquistador. Para ela, cada palavra pronunciada por Gareth é um desafio que deve ser respondido à altura. Por isso, quando ele aparece na casa de Lady Danbury com um misterioso diário da avó italiana, ela resolve traduzir o texto, que pode conter segredos decisivos para o futuro dele.

Nessa tarefa, primeiro os dois se veem debatendo traduções, depois trocando confidências, até, por fim, quebrarem as regras sociais. E, ao passar o tempo juntos, eles vão descobrir que as respostas que buscam se encontram um no outro... e que não há nada de tão simples e de tão complicado quanto um beijo.


NOTA SOBRE O LIVRO:

Um beijo inesquecível é o sétimo (penúltimo) livro da série da família Bridgerton. De forma resumida, tudo o que é dito na sinopse é a mais pura verdade e qualquer coisa que seja dito além revelará toda a história.

Novamente a autora Julia Quinn correspondeu as expectativas de ansiedade e pressa por essa leitura, mas eu acho que ela pecou um pouco sim. A história é legal, a leitura flui bem, não há grandes e muitos momentos de conflitos e torturas, mas a forma exata como terminou a história não me agradou muito. Eu esperava outro tipo de finalização.

Hyacinth conseguiu me conquistar em seu momento, pois em suas aparições nas demais histórias eu não conseguia sentir apreço por ela. Talvez porque naquela "época" ela ainda fosse muito criança. Ela é a oitava filha de Violet, que continua dando um show de maternidade e inteligência.

Das características de Hyacinth fica claro que ela é a mais audaciosa e mais corajosa das mulheres desta família. Talvez pela infância que tenha tido, ela se tornou muito mais forte e muito mais inteligente. Não é uma garotinha "afetada" e cheia de "mimimi" graças à Deus e até bem moderninha para "sua época".

Gareth tem sua fama de conquistador, libertino e de jamais se envolver com uma dama com a qual poderia vir a se casar. Neto de Lady Danbury (aquela senhorinha desaforada que todos nós desconfiamos que poderia ser a tal da colunista fofoqueira) tem uma relação conturbada com o pai, o barão. Os dois vivem em pé de guerra.

O destino acaba unindo mais Gareth e Hyacinth quando ele recebe o diário de sua avó paterna (a mãe do barão, já falecida) pelas mãos de sua cunhada. O bendito diário estava todo em italiano e Gareth não fazia a menor ideia do que estava escrito ali. Sua alternativa era contar com a tradução de Hyacinth. Neste diário tem duas coisas que a garota vai descobrir e que estão relacionadas ao futuro de Gareth.

6 de janeiro de 2021

SÉRIE OS BRIDGERTONS - O CONDE ENFEITIÇADO - LIVRO 06 - JULIA QUINN

O CONDE ENFEITIÇADO - SÉRIE OS BRIDGERTONS - LIVRO 06 - JULIA QUINN

Toda vida tem um divisor de águas, um momento súbito, empolgante e extraordinário que muda a pessoa para sempre. Para Michael Stirling, esse instante ocorreu na primeira vez em que pôs os olhos em Francesca Bridgerton.

Depois de anos colecionando conquistas amorosas sem nunca entregar seu coração, o libertino mais famoso de Londres enfim se apaixonou. Infelizmente, conheceu a mulher de seus sonhos no jantar de ensaio do casamento dela. Em 36 horas, Francesca se tornaria esposa do primo dele.

Mas isso foi no passado. Quatro anos depois, Francesca está livre, embora só pense em Michael como amigo e confidente. E ele não ousa falar com ela sobre seus sentimentos – a culpa por amar a viúva de John, praticamente um irmão para ele, não permite.

Em um encontro inesperado, porém, Francesca começa a ver Michael de outro modo. Quando ela cai nos braços dele, a paixão e o desejo provam ser mais fortes do que a culpa. Agora o ex-devasso precisa convencê-la de que nenhum homem além dele a fará mais feliz.

No sexto livro da série Os Bridgertons, Julia Quinn mostra, em sua já consagrada escrita cheia de delicadezas, que a vida sempre nos reserva um final feliz. Basta que estejamos atentos para enxergá-lo.


NOTA SOBRE O LIVRO: 

O sexto livro da série "Os Bridgertons" conta a história de Francesca Bridgerton, John Stirling e Michael Stirling. Não trata de nenhum triângulo amoroso, o que claro, para 1820, seria um verdadeiro escândalo, mas vamos aos fatos:

Michael e John eram primos-irmãos, pois o pai de Michael e o pai de John eram irmãos gêmeos. Como o pai de John nasceu sete minutos antes do pai de Michael, a fortuna coube toda a John, inclusive o título de Conde de Kilmartin. 
Quando o pai de Michael morreu, ele foi acolhido pelo tio mostrando o quanto a família Stirling era bem unida. Cresceram juntos e eram inseparáveis. O problema era que Michael se apaixonou por Francesca antes dela se casar com John.

Michael já havia se envolvido com muitas mulheres, mas nunca, em hipótese alguma desejou se casar, ainda mais depois de conhecer Francesca. Acabaram desenvolvendo uma amizade muito intensa, tanto que Francesca sempre se mostrou preocupada em arranjar uma esposa para Michael, o que claro, nunca aconteceu. A ligação de ambos sempre foi muito intensa e estavam sempre juntos, entretanto, a questão do casamento e de herdeiros sempre coube em maior responsabilidade para John. Michael nem pensava nisso.
"Passara a conhecer Francesca dolorosamente bem nos últimos dois anos e sabia que ela não revirava os olhos. Quando queria ser sarcástica, irônica ou maliciosa, era seu tom de voz que indicava isso, e ela formava um peculiar bico com os lábios. Não precisava revirar os olhos"
Nos dois anos de convivência com Francesca, tudo o que Michael podia desfrutar era de sua companhia e nada mais. Ele tinha consciência plena de que não poderia cortejar jamais a mulher do primo. Nem um beijo, nem um toque, nada que a deixasse mais próxima e mais íntima. Não sei dizer ao certo se John nunca percebeu a paixão do primo por sua esposa ou se era realmente um tolo. Por mais que Michael disfarçasse todos os seus sentimentos, será que nunca passou pela cabeça de ninguém tal sentimento?

John morreu deixando Francesca e Michael devastados. De acordo com as regras de sucessão, Michael acabou herdando o título de Conde que era de seu primo. Por não ter uma esposa, Francesca continuava sendo a Condessa de Kilmartin, mas, a relação de ambos ficou estremecida logo que John faleceu. Francesca não entendia o motivo de Michael simplesmente se afastar, mas a realidade era que ele não conseguia se manter próximo da mulher amada, ainda mais naquela situação toda, pois de alguma forma ele se sentia extremamente culpado. 
Sentia-se um usurpador, afinal, agora era responsável por tudo o que era do primo. Com a relação estremecida, coube a cada um seguir seu destino, mas, quando tem que ser, não tem jeito, então, eis que vem a segunda parte do livro, quatro anos depois, com o reencontro de Francesca e Michael.

Michael continuava tão apaixonado por Francesca quanto no passado, mas agora Janet e Hellen (as mães de John e de Michael) estão de volta a Casa Kilmartin em Londres para a próxima temporada e estavam dispostas a encontrar uma esposa para Michael.

Eu não vejo Michael como um libertino ou como um devasso, ao contrário, eu vejo um homem que se enganava com outras mulheres já que aquela que ele amava era (até então) totalmente inatingível! Michael era quente como o inferno e Francesca não resistiria muito tempo, claro, e ao que tudo indica, de boba e santa ela não tinha nada. Digamos que ela jogava duro quando o assunto era "prazeres". O fato é que Michael não toleraria uma vida clandestina por muito tempo.

5 de janeiro de 2021

SÉRIE OS BRIDGERTONS - PARA SIR. PHILLIP, COM AMOR - LIVRO 05 - JULIA QUINN

PARA SIR. PHILLIP, COM AMOR - SÉRIE OS BRIDGERTONS - LIVRO 05 - JULIA QUINN

Eloise Bridgerton é uma jovem simpática e extrovertida, cuja forma preferida de comunicação sempre foram as cartas, nas quais sua personalidade se torna ainda mais cativante. Quando uma prima distante morre, ela decide escrever para o viúvo e oferecer as condolências. 

Ao ser surpreendido por um gesto tão amável vindo de uma desconhecida, Sir Phillip resolve retribuir a atenção e responder. Assim, os dois começam uma instigante troca de correspondências. Ele logo descobre que Eloise, além de uma solteirona que nunca encontrou o par perfeito, é uma confidente de rara inteligência. E ela fica sabendo que Sir Phillip é um cavalheiro honrado que quer encontrar uma esposa para ajudá-lo na criação de seus dois filhos órfãos. 

Após alguns meses, uma das cartas traz uma proposta peculiar: o que Eloise acharia de passar uma temporada com Sir Phillip para os dois se conhecerem melhor e, caso se deem bem, pensarem em se casar? 

Ela aceita o convite, mas em pouco tempo eles se dão conta de que, ao vivo, não são bem como imaginaram. Ela é voluntariosa e não para de falar, e ele é temperamental e rude, com um comportamento bem diferente dos homens da alta sociedade londrina. Apesar disso, nos raros momentos em que Eloise fecha a boca, Phillip só pensa em beijá-la. E cada vez que ele sorri, o resto do mundo desaparece e ela só quer se jogar em seus braços. 

Agora os dois precisam descobrir se, mesmo com todas as suas imperfeições, foram feitos um para o outro.


NOTA SOBRE O LIVRO:

O quinto livro da série "Os Bridgertons" conta a história de Eloise Bridgerton e Sir Phillip Crane.

Eloise, 28 anos, continua solteira, por pura opção, já que os pretendentes que surgiram não correspondiam a nenhuma de suas expectativas. Seu hábito era escrever cartas e foi assim que ela passou a se corresponder com Phillip.

Phillip, 30 anos, ficou viúvo com um casal de filhos gêmeos para criar. Oliver e Amanda eram duas pestinhas e o pai não tinha o menor jeito para lidar com eles. Phillip era um homem do campo, que sempre viveu na área rural e por isso não era considerado um homem de fino trato. A esposa morreu após oito anos de casados, mas Phillip nunca a amou verdadeiramente.

Há relatos breves sobre o relacionamento de Marina e Phillip e de como foi o falecimento de Marina.
"E seu olhar dizia que ele não ligava muito para o fato de seus modos não estarem de acordo com o que era esperado pela sociedade. (...) Já com Sir Phillip era diferente. Eloise podia apostar que nunca lhe passara pela cabeça se estava ou não sentado de maneira apropriada, e com certeza jamais se preocupara em garantir que as pessoas soubessem que ele não se importava."
Quando Phillip propôs casamento à Eloise, não era sua intenção se apaixonar, mas sim, ter uma mulher para cuidar de sua casa e de seus filhos. Antes do primeiro encontro, ambos possuíam ideias completamente diferentes de como eram fisicamente, afinal, conheciam-se apenas por cartas. O que me fez gostar de Eloise foi a coragem com que ela seguiu ao encontro de Phillip, que me encantou desde o prólogo, com seu jeito matuto e verdadeiro, maduro e digno.

A primeira dificuldade que Eloise encontrou foi a estupefação de Phillip, que ficou perdido e sem saber como agir diante da moça, que de cara o encantou com tamanha beleza. Ele não estava preparado para tal imagem. A segunda dificuldade foi lidar com os gêmeos. Os pestinhas não dariam trégua, mas Eloise, que tem um número incontável de sobrinhos e 7 irmãos, tinha seus meios para lidar com eles.

Realmente as crianças não eram fáceis, mas Eloise não alimentou em Phillip a punição. Ao contrário, ela queria que ele deixasse as crianças em suas mãos para que ela resolvesse as questões ao seu modo, mas Phillip não via desta forma. Um dos conflitos de Phillip estava ligando a uma questão que ele mesmo levanta:
"Talvez fosse necessário ter tido um bom pai para saber ser um."
Phillip sentia que a proposta de casamento que fez a Eloise não era mais do que apenas a necessidade de dar uma mãe aos seus filhos, mas sim, o fato de estar descobrindo o quanto ele desejava Eloise. Phillip precisava suprir a necessidade de atenção e amor para seus filhos aprendendo demonstrar afeto, demonstrar sentimentos, ser um pai mais presente. Creio que seja exatamente por isso que os gêmeos eram tão rebeldes: Por pura necessidade de chamar atenção do pai, já que eles compreenderam com "facilidade" a partida da mãe.

Eloise tinha planos com Penelope de ficarem "solteironas", mas ela não contava com a hipótese de que sua melhor amiga se casaria, ainda mais que esse casamento fosse com seu irmão, Colin. Diante dessa nova perspectiva, Eloise passou a pensar mais em si, o que em alguns momentos faz com que ela se sentisse até egoísta. Ao contrário de Penelope que nunca havia recebido uma proposta de casamento, Eloise havia recusado algumas, e isso, porque ela não queria simplesmente se casar, ela queria um "algo mais". Seu pretendente a marido deveria ser alguém que correspondesse às suas mais íntimas expectativas, então, quando ela conheceu Phillip, todas essas questões voltam à tona e mais, ela começou a se questionar se o homem era aquele que ela sempre quis. Sua maior preocupação, claro, era se darem bem (e Phillip prova a ela de forma bem interessante que se darão muito bem) e também o amor. Eles estavam se descobrindo então, não havia de fato, um amor avassalador entre eles, mas sim, sentimentos que estavam aflorando de ambos os lados.

A convivência os levou ao amadurecimento e ao reconhecimento de como deveriam construir a relação, sem contar, que Phillip se mostrava um homem viril e sexy. Um homem apaixonado e sedutor. Um homem que desejava ardentemente sua mulher e que aprendeu com ela como se tornar um pai mais presente e mais amável com seus filhos. Eloise também desempenhou muito bem seu papel de mulher, de mãe, de companheira e de amiga, pois a homenagem final da história foi realmente muito bonita.

4 de janeiro de 2021

SÉRIE OS BRIDGERTONS - OS SEGREDOS DE COLIN BRIDGERTON - LIVRO 04 - JULIA QUINN

OS SEGREDOS DE COLIN BRIDGERTON - SÉRIE OS BRIDGERTONS - LIVRO 04 - JULIA QUINN

Há muitos anos Penelope Featherington frequenta a casa dos Bridgertons. E há muitos anos alimenta uma paixão secreta por Colin, irmão de sua melhor amiga e um dos solteiros mais encantadores e arredios de Londres.
Quando ele retorna de uma de suas longas viagens ao exterior, Penelope descobre seu maior segredo por acaso e chega à conclusão de que tudo o que pensava sobre seu objeto de desejo talvez não seja verdade.
Ele, por sua vez, também tem uma surpresa: Penelope se transformou, de uma jovem sem graça ignorada por toda a alta sociedade, numa mulher dona de um senso de humor afiado e de uma beleza incomum.
Ao deparar com tamanha mudança, Colin, que sempre a enxergara apenas como uma divertida companhia ocasional, começa a querer passar cada vez mais tempo a seu lado. Quando os dois trocam o primeiro beijo, ele não entende como nunca pôde ver o que sempre esteve bem à sua frente.
No entanto, quando fica sabendo que ela guarda um segredo ainda maior que o seu, precisa decidir se Penelope é sua maior ameaça ou a promessa de um final feliz.


NOTA SOBRE O LIVRO:

Em "Os segredos de Colin Bridgerton" temos a narrativa sobre o relacionamento entre Penelope Featherington e Colin Bridgerton. Aliás, as irmãs Featherington são aquelas que durante os três primeiros livros são sempre citadas como as solteiras mais improváveis para um casamento, principalmente para os irmãos Bridgertons. Creio que o principal motivo das irmãs Featherington não serem vista com olhares desejosos pelo sexo masculino deva-se ao gosto nada refinado da mãe delas, a Sra. Portia Featherington.

A maior surpresa até agora nessa série foi saber que finalmente Penelope se envolveria com Colin. Sempre foi o sonho de Portia Featherington ter uma das filhas casadas com um Bridgerton, mas no entanto, esta não cogitava que a escolhida seria Penelope, já que ela era considerada "solteirona", para os seus 28 anos. Colin é aquele tipo de personagem fascinante por suas características descoladas, descontraídas, simpáticas e bem humoradas, mas sempre fugiu de "casamento", mesmo aos 33 anos. Posso dizer que ele é completamente o oposto de Anthony e muito diferente de Benedict. Dez anos se passaram até que chegasse o momento da história de Colin Bridgerton ser narrada.

Lady Whistledown continua sem papas na língua, até que resolve se "aposentar" e deixa a sociedade completamente curiosa para descobrir sua verdadeira identidade.

Muita coisa gira em torno da possibilidade desta descoberta, mas Colin estava desconfiado de alguém e paralelamente a isso tem uma avalanche de sentimentos que tomava conta dele com relação à Penelope. Sentimentos que durante todos esses anos ele nunca havia sequer cogitado. Penelope por sua vez estava muito bem amadurecida e se mostrava uma moça sensata e amável. Ela não era o tipo de mulher que se tornava amarga e cruel porque ficou "solteirona", mas guardava um grande segredo. Segredo que abalou um pouco as estruturas de Colin, mas que de certa forma o ajudou a entender de uma vez por toda o quanto a amava. Amava tanto que foi impossível aguardar a noite de núpcias.

O livro estava um pouco maçante para mim ou eu que não estava em um bom momento, mas depois deslanchou e simplesmente me encantei por Colin. A forma como ele "descobriu" o que era o amor e passou a enxergar Penelope como ela realmente era faz você se encantar e descobrir que ele era um Bridgerton muito doce. Cada homem Bridgerton tinha sua forma bem peculiar de descobrir o que realmente sentia e mais uma vez eu digo como é difícil escolher um preferido.

" Levo os meus votos matrimoniais muito a sério - replicou ele, com a voz serena de uma forma quase assustadora. - E  creio que prometi honrá-la e protegê-la."
Estou realmente muito satisfeita com a qualidade de escrita da autora, com a forma como ela conduz cada história e como ela consegue cruzar os personagens de forma natural, com diálogos bem encaixados. É notável que ela não força situações que exijam conversas banais. Essas riquezas de cenários, vocabulários, situações, problemas e soluções são pontos que prendem o leitor na história e faz com que tenhamos vontade de ler os outros. 

3 de janeiro de 2021

SÉRIE OS BRIDGERTONS - UM PERFEITO CAVALHEIRO - LIVRO 03 - JULIA QUINN

UM PERFEITO CAVALHEIRO - SÉRIE OS BRIDGERTONS - LIVRO 03 - JULIA QUINN

Sophie sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas esse é um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu. Uma noite, ela consegue entrar às escondidas no baile de máscaras de Lady Bridgerton. Lá, conhece o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e se sente parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles. Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia-noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte, enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres. O destino faz com que os dois só se reencontrem dois anos depois e Benedict a salva das garras de um bêbado violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada. No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o que para Sophie é inconcebível. Agora os dois precisarão lutar contra o que sentem um pelo outro ou reconsiderar as próprias crenças para terem a chance de viver um amor de conto de fadas. 


NOTA SOBRE O LIVRO 

Está ficando cada vez mais difícil escolher qual dos livros lidos foi o melhor até agora.

Em "Um perfeito cavalheiro" teremos praticamente uma releitura de Cinderela, afinal, Sophie Beckett sofre tanto quanto ela nas mãos da madrasta inescrupulosa...

Então...
Sophie Beckett é a filha bastarda do conde de Penwood, mas ninguém ousa dizer isso em voz alta. A menina fora deixada nas escadarias da mansão de Richard Gunningworth aos três anos de idade e desde então fora "adotada" pelo conde como sua pupila. Anos depois o conde se casou com Araminta Reiling, agora condessa, que já possuía duas filhas. Rosamund e Posy, mas das duas meninas, Rosamund é a que mais se parece com a mãe no quesito maldade.

Quando o conde faleceu, em seu testamento deixou uma renda anual a esposa e um dote generoso às suas filhas. Para Araminta, a quantia era ridícula, então, apenas para arrecadar mais, acabou acatando a exigência do conde para cuidar de sua "pupila" até que esta completasse 20 anos. Como não tiveram filhos, o título do conde foi passado a um parente mais próximo de Richard e com isso, as chances de Araminta foram reduzidas. Seu objetivo era casar uma das filhas na nova temporada de Londres, afinal, em breve o novo conde poderia requerer a Casa Penwood e Araminta e suas filhas seriam despejadas.

Lady Bridgerton (Violet) promoveu um baile de máscaras ao qual participaria toda sociedade londrina, inclusive Araminta e suas filhas, mas Sophie, claro, não foi autorizada pela madrasta a comparecer em tal baile, mas, como em Cinderela, os empregados acabam ajudando na transformação de Sophie para que ela pudesse ter seu primeiro baile. Tudo saiu conforme o planejado, exceto pelo encontro com Benedict Bridgerton, a quem ela só conhecia através dos relatos da coluna da fofoqueira mór que ainda não sabemos quem é. O rapaz ficou, lógico, encantado pela moça, mas no momento indicado ela somiu de suas vistas deixando-o completamente sem informações, afinal, nem ao menos sabia seu nome. Logo após o baile Araminta joga Sophie na rua da amargura e esta jogada a própria sorte precisa recomeçar sua pobre vida.

Quem acabou salvando Sophie de um terrível destino foi Benedict, mas este, por sua vez, como um perfeito cavalheiro, apenas salvou a moça sem reconhecê-la. Também pudera, pois mais magra, com os cabelos diferentes e aqueles trajes de mucama, ficava realmente difícil de identificá-la. A convivência deixou Benedict interessado em Sophie, mas sua primeira atitude foi querer tê-la como sua amante, o que claro, Sophie recusou.

Na Casa BridgertonSophie foi apresentada a Violet, que imediatamente demonstrou ter simpatizado com a moça. Lady Violet Bridgerton, que se mostra sempre muito inteligente, refinada e educada. Está longe de ser uma mãe ruim. Ao contrário, apesar dos exageros e do certo drama que faz para ver os filhos casados, ela era uma excelente mulher.

As revelações são incríveis e o desfecho sensacional... Como eu disse no início, está cada vez mais difícil escolher qual a melhor história de todas até agora. Cada Bridgerton é extremamente fascinante e os casais que se formam são envolventes demais. Quanto a autora, posso dizer que realmente me tornei fã e que sua forma de escrever é maravilhosa. Não tem como não gostar.

2 de janeiro de 2021

SÉRIE OS BRIDGERTONS - O VISCONDE QUE ME AMAVA - LIVRO 02 - JULIA QUINN

O VISCONDE QUE ME AMAVA - SÉRIE OS BRIDGERTONS - LIVRO 02 - JULIA QUINN

A temporada de bailes e festas de 1814 acaba de começar em Londres. Como de costume, as mães ambiciosas já estão ávidas por encontrar um marido adequado para suas filhas. Ao que tudo indica, o solteiro mais cobiçado do ano será Anthony Bridgerton, um visconde charmoso, elegante e muito rico que, contrariando as probabilidades, resolve dar um basta na rotina de libertino e arranjar uma noiva.

Logo ele decide que Edwina Sheffield, a debutante mais linda da estação, é a candidata ideal. Mas, para levá-la ao altar, primeiro terá que convencer Kate, a irmã mais velha da jovem, de que merece se casar com ela.

Não será uma tarefa fácil, porque Kate não acredita que ex-libertinos possam se transformar em bons maridos e não deixará Edwina cair nas garras dele. 

Enquanto faz de tudo para afastá-lo da irmã, Kate descobre que o visconde devasso é também um homem honesto e gentil. Ao mesmo tempo, Anthony começa a sonhar com ela, apesar de achá-la a criatura mais intrometida e irritante que já pisou nos salões de Londres. Aos poucos, os dois percebem que essa centelha de desejo pode ser mais do que uma simples atração.


NOTA SOBRE O LIVRO:


"O visconde que me amava" é o segundo desta série.

Em "O visconde que me amava" passamos brevemente pela união de Edmund Bridgerton e Violet Ledger e em como culminou a morte do nobre visconde. É difícil de deduzir nas aparições de Anthony Bridgerton no primeiro livro que ele teria alguma tormenta em sua vida, mas a realidade é que há. Ele se sentia o espelho do pai, com quem era muito próximo. Não só por ser o filho primogênito, mas também porque para os Bridgertons a família vinha em primeiro lugar sempre e o relacionamento de uns com os outros era sempre de muito amor e zelo.

Kate Sheffield (prestes a completar 21 anos) e Edwina Sheffield (17 anos) eram meias-irmãs, sendo que Edwina era a filha de Mary Sheffield e Katy era a enteada. O pai das meninas já era falecido, mas mesmo enquanto era vivo, a família Sheffield não possuía uma boa situação financeira, tanto é verdade que Mary precisou de cinco anos de economias para poder se instalar em Londres durante a temporada de 1814 com o intuito de "encaminhar" as duas moças para algum casamento bem feito.

Naquela tarde as garotas estavam, como tantas outras pessoas da sociedade, devorando as informações nada discretas de Lady Whistledown a respeito do visconde Anthony Bridgerton

Diante de tantos rumores a respeito da libertinagem de Anthony e diante da expectativa de Edwina conquistar um pretendente, o alerta de Kate era de que ela deveria se manter afastada do visconde.

Enquanto isso, Anthony Bridgerton (28 anos) anunciava aos irmãos Benedict e Colin de que havia chegado a hora de se casar. Apesar da decisão tomada, Anthony não estava disposto a se casar com qualquer uma. Sua pretendente deveria ter pelo menos alguns requisitos básicos como certa beleza, já que ele precisaria se deitar com ela e também ser provida de inteligência, afinal, embora ele não pretendesse usufruir de tal predicado, ele sabia que a esposa seria responsável pela criação de seus filhos. Não queria que os mesmos fossem considerados "estúpidos" então, a escolhida acabou sendo Edwina Sheffield. Ele também não fazia questão alguma de um dote, então, ela seria realmente a pessoa certa.
"- Ótimo - retrucou Anthony, apoiando o copo de uísque na mesa com um baque surdo. - Então vou me casar com ela."
Edwina era considerada um primor em beleza e inteligência e isso certamente fez com que sua presença atraísse alguns tantos de pretendentes, enquanto sua irmã Kate era considerada apenas a irmã mais velha da moça. Kate não era considerada o tipo de mulher perfeita para atrair a atenção masculina, mas ela era tida em alta conta pela irmã mais nova, que tinha em mente se casar apenas com um homem que a irmã aprovasse. 

O primeiro contato de Anthony e Kate foi bem interessante, já que ambos são diretos e não negam uma boa alfinetada ao "oponente". Sim, Anthony enxergou em  Kate uma barreira a ser vencida para então poder se casar com Edwina. Para Kate, uma vez libertino, sempre libertino, então, ela estava determinada a fazer de tudo para manter sua irmã afastada de Anthony.

Em resumo: Anthony decidiu que havia chegado a hora de se casar, mas ele não havia se decidido sobre deixar de lado seu lado libertino. Em sua cabeça, ele teria uma esposa, filhos, mas não necessariamente precisaria abandonar suas amantes, uma vez que isso só aconteceria se ele se apaixonasse por sua esposa. 

Lady Violet Bridgerton só parece ser uma pessoa "desligada". No final das contas ela era muito astuta e observadora. Ela percebeu o interesse do filho nas senhoritas Sheffiled

Durante uma cena de um tal jogo da época, Anthony e Kate competem de verdade e chega a ser engraçado, porque não medem esforços para se confrontarem. Eles são iguais em tudo: no temperamento difícil, na competitividade, nos gostos pelo campo e nas mínimas coisas. As pessoas já estão percebendo a atração entre eles, que permanecem ignorantes, ou melhor, teimosos e com o humor completamente ácido.
"Ela tinha uma beleza diferente. Os lábios eram mais cheios, menos elegantes, mas infinitamente mais beijáveis. Os  cílios... Como ele não percebera antes como eram compridos? Quando ela piscava, pareciam descansar em suas bochechas como um tapete. E quando a pele se tingia de tons rosados do desejo, ela brilhava. Anthony sabia que estava imaginando coisas, mas quando olhava para o rosto de Kate, não podia deixar de pensar na aurora, o exato momento em que o sol aparecia no horizonte e coloria o céu com sua paleta em tons de pêssego e cor-de-rosa."
E em meio a tantas coisas, casar-se com Kate se tornou inevitável, porém, para Anthony o único empecilho seria o "amor". Sim, ele estava determinado a não amar a esposa devido a fatores de sua história, que ai sim, você vai ter que ler para saber.

1 de janeiro de 2021

SÉRIE OS BRIDGERTONS - O DUQUE E EU - LIVRO 01 - JULIA QUINN

O DUQUE E EU - SÉRIE OS BRIDGERTONS - LIVRO 01 - JULIA QUINN

Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo.

Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta.
Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.


NOTA SOBRE O LIVRO:

"O duque e eu" é o primeiro de uma série de oito livros e todos publicados.


SEQUÊNCIA DAS PUBLICAÇÕES:

1) O duque e eu
2) O visconde que me amava
3) Um perfeito cavalheiro
4) Os segredos de Colin Bridgerton
5) Para sir Phillip com amor
6) O conde enfeitiçado
7) Um beijo inesquecível
8) A caminho do altar

Como disse Lady Whistledown (uma colunista bem venenosa e fofoqueira), "os Bridgertons são, de longe, a família mais fértil da alta sociedade". 

Anthony, Benedict, Colin, Daphne, Eloise, Francesca, Gregory e Hyacinth são os oito filhos da viscondessa Violet Ledger e do falecido visconde Edmund Bridgerton

Lady Whistledown ironiza quanto a escolha dos nomes e ainda dá a entender que os filhos do casal são desprovidos de elegância, quando na verdade, ao longo da história, não é bem isso que notamos. 

Obviamente tal comentário deixa a viscondessa fula da vida, ainda mais porque é sua intenção conseguir um marido para a filha Daphne Bridgerton, durante a atual temporada. Lady Whistledown não pega leve com ninguém

Embora quisesse se casar, Daphne Bridgerton não queria qualquer um.



Simon Arthur Henry Fitzranulph Basset, o conde de Clyvedon era o único filho vivo do duque de Hastings e estava de volta a Londres. Passou de conde de Clyvedon a duque de Hasting, sucedendo o lugar de seu pai. Teve uma infância difícil relacionado ao afeto que o pai nunca lhe dedicou e não estava nada interessado em casamento.
"Tinham sido esses olhos, mais do que qualquer coisa, que haviam lhe conferido sua reputação de homem importante e influente. Quando encarava alguém com firmeza e determinação, a pessoa se sentia desconfortável se fosse homem e estremecida se fosse mulher."
Para Simon, aquela festa na casa de Lady Danbury era apenas uma formalidade a qual devia cumprir, no entanto, ele não contava que conheceria Daphne e que por ela se encantaria. As mães da temporada também estavam apostando no duque.
"Como Simon não falava quando as palavras não eram necessárias, as pessoas o julgavam arrogante, exatamente como um futuro duque deveria ser."
Daphne Bridgerton não era uma moça como as outras. Sua particularidade estava nas doses de ironia e sarcasmo que vez ou outra transmitia, além de ter um belo soco e de ser bem inteligente. Simon enxergou nela tudo o que os outros homens nunca enxergaram. 

Simon estava fascinado por Daphne e a recíproca era verdadeira. 

A inocência dela acaba sendo engraçada e ela interpreta bem o papel de protagonista por não ser uma menina irritante. 

"Você tem o sorriso mais lindo que eu já vi."
"No que diz respeito a você, meus padrões de beleza são os únicos que importam a partir de agora."
Em resumo, o casal mais apaixonado de Londres termina de forma apaixonante e exatamente como o esperado. Não escondo de ninguém o quanto adoro as histórias com finais felizes e, certamente essa história entrou para o ranking das mais adoradas também!

15 de dezembro de 2020

INTENSO - SYLVIA DAY

 

INTENSO - SYLVIA DAY

Anos atrás, Amélia sofreu um duro golpe do destino que passou a descrever como a pior tragédia de sua vida. Passam-se vários anos, mas a ferida nunca foi curada. Agora ela está prestes a aceitar um casamento perfeito, mesmo sem amor, mas que parece ser sua melhor opção. O que não esperava é que um desconhecido surgiria e seria capaz de provocá-la de modo tão especial, e proporcionaria um prazer inexplicável, paixão que jamais pensou viver novamente. Para evitar uma vida de frustrações, procura dar uma nova oportunidade a si mesma... Porém, essa química sexual tem um segredo, e tudo pode ficar ainda melhor e mais delicioso a cada momento.

NOTA SOBRE O LIVRO:

Bem. A primeira pergunta é: Gostei do livro? Sim! Gostei, mas não amei. Gosto desta linha de livros de época, mas confesso que o início do livro eu achei meio confuso. As partes em que o personagem está tendo apenas um sonho acabou em alguns momentos se misturando com a história em si e achei que isso atrapalhou um pouco, mas a história é boa.

Pretendo escrever sem revelar a história de um modo geral, mas o que posso adiantar é que tem amor, sexo, revelações e traições.

Amélia era apaixonada pelo cavalariço cigano e pobre Colin Mitchel. Por ser pobre é claro que ele não se julgava à altura de Amélia. Por seis anos ele foi dado como morto após salvar Amélia de uma situação de risco.

Durante os anos em que Colin esteve "ausente", Amélia sentia-se no dever de se casar com o Conde Ware. Ambos tinham uma relação de amizade sincera, mas Amélia não o amava como amou Colin.

Até que surge na história um homem mascarado que faz com que Amélia sinta-se extremamente atraída e fascinada. Tal fascínio faz com que Amélia vá atrás do mascarado que se apresentou a ela na ocasião do baile de máscaras como Montoya. Nos dois primeiros encontros Montoya não permite que Amélia veja seu rosto e em sua inocência ela julga que seja por alguma deformidade em seu rosto, mas ela já está apaixonada.

Acontece que Montoya nada mais é do que Colin, que retornou da França para Londres. No entanto esse retorno acabou sendo perturbado, pois Colin fora acusado na França de cometer um assassinato do qual é inocente. O verdadeiro assassino está atrás dele, pois precisa comprovar ser inocente e jogar sua condenação sobre Colin. 

Com isso, Colin precisa tanto reconquistar o amor de Amélia quando esta descobre que ele está vivo quanto provar sua inocência. No entanto, dentre as pessoas do círculo de Colin, o então Montoya, há um traidor.

Amélia terá que se decidir entre seguir sua vida com Colin ou com o Conde Ware.

Trata-se de uma boa história contata em 233 páginas. Também há cenas de sexo intenso onde Amélia se fará mulher e poderá por em prática todas as suas curiosidades.