6 de maio de 2018

SÉRIE - IRMANDADE DA ADAGA NEGRA - AMANTE CONSAGRADO - #06 - J. R. WARD

SÉRIE - IRMANDADE DA ADAGA NEGRA - AMANTE CONSAGRADO - LIVRO 06 - J. R. WARD

Nas sombras da noite de Caldwell, Nova York, desenvolve-se uma furiosa guerra entre os vampiros e os seus assassinos. Há uma Irmandade secreta, sem igual, formada por seis guerreiros vampiros, defensores de sua raça. E agora, um Irmão obediente deve escolher entre duas vidas...

Ferozmente leal à Irmandade da Adaga Negra, Phury se sacrificou pelo bem da raça, convertendo-se no macho responsável por manter a linhagem da Irmandade. Como o Primaz das Escolhidas, ele será o pai dos filhos e das filhas que assegurarão que sobrevivam as tradições da raça, e, que haja guerreiros para lutar contra os redutores. 

Como sua companheira, a Escolhida Cormia quer ganhar não só o corpo, mas também o coração de Phury para si... Ela vê o guerreiro emocionalmente deteriorado atrás de toda sua nobre responsabilidade. Mas enquanto a guerra com a Sociedade Redutora se torna mais severa, uma grande tragédia abate a mansão da Irmandade e Phury deve decidir entre o dever e o amor.


NOTA SOBRE O LIVRO:

Amante Consagrado é o sexto livro da saga da Irmandade da Adaga Negra e os personagens principais são Phury (o gêmeo de Zsadist) e Cormia, a Escolhida do reino da Virgem Escriba. 

Nos livros anteriores temos a Virgem Escriba de um lado e Ômega do outro. Pois bem, ambos são irmãos (que se detestam, claro), o que faz todo sentido já que o plano de Ômega é destruir os Irmãos especificamente, mas meu choque maior foi a revelação de que o Ômega teve um filho com uma vampira que morreu no parto.

A Virgem Escriba também teve seus filhos: Vishious, que foi revelado no livro anterior e Payne, a irmã gêmea de Vishious, que foi revelada neste livro como uma fêmea de temperamento forte.

Não sei se devido ao enfado que senti com Phury acabei deixando passar alguma informação, mas a revelação de que o filho de Ômega não era quem eu pensava, foi um alívio e também justificável, já que o desgraçado é realmente uma pessoa péssima e insuportável. 

Como dito, Phury é o protagonista nesta história, mas posso dizer que ele me decepcionou muito e profundamente, quase a ponto de me fazer desistir de ler este livro e dar um tempo na série, pois a sua confusão pessoal é irritante. 

Ele é fraco, confuso e indeciso. Esse negócio de ser um celibatário não teve uma justificativa convincente (para mim), ainda mais depois de tanto tempo. O vício nas drogas também é decepcionante. A coragem que ele teve ao salvar seu irmão e ter se colocado a disposição da Virgem Escriba para ser o Primaz, a princípio, me passaram a impressão de que ele era um homem mais maduro. Quero acreditar que a autora tenha usado Phury com esta personalidade mais especificamente para chamar a atenção sobre os diversos motivos que levam as pessoas a se envolverem com as drogas. 

John Mattew também tem me tirou um pouco do sério com algumas frescuras. Não é só insegurança da transição. É o maldito trauma por ter sido estuprado quando mais jovem, antes de saber que era um vampiro. Ele não quer falar sobre o assunto, não quer se tratar e enfrentar o problema, não se abre com ninguém e quer que tudo funcione? Concordo que o tema também é forte, mas para se curar a pessoa precisa querer também se livrar do que a perturba. Para defender John, Quinn acabou esfaqueando o maldito Lash e acabou se complicando, porém, a desgraça toda não pára por aí, pois os Redutores estão com a corda toda agora. Um ataque terrível acabou matando diversos vampiros. 

Bella está enfrentando uma gravides de risco, Zsadist está por um fio e Cormia se sentindo rejeitada. Phury foi afastado de suas funções na Irmandade depois de tanta merda que ele fez. Wrath descobriu a causa do ataque de Quinn e acabou resolvendo momentaneamente a situação de Quinn, mas isso desencadeou um grande grande poder aos malditos redutores.

De modo geral minha nota para este livro é de três estrelas...

4 de maio de 2018

SÉRIE - LA CASA DE PAPEL - NETFLIX


SÉRIE - LA CASA DE PAPEL (uma série Original Netflix)

Uma mistura de audácia, inteligência, estratégia, coragem e contratempos... 
Esta série realmente me pegou desprevenida e confesso que ela não havia entrado para minha lista de interesses, mas a coisa foi tomando uma proporção absurda, já que muitas pessoas ao meu redor estavam assistindo a série e comentando positivamente sobre ela, que me rendi e não me arrependi.

Logo de cara fiquei bem arredia com relação ao personagem Berlim, pois ele me parecia arrogante demais e até muito violento, mas ao longo dos capítulos fui observando nele uma seriedade e uma fidelidade ao plano muito fortes. Eu me atrevo até a dizer, que de todos os integrantes ele era o mais preparado, pois os outros estavam sempre titubeando e fazendo bobagens, principalmente a tal da Tókio, que se acha(va) muito esperta. 

O professor é sem sombra de dúvidas um personagem perfeito. Inteligente e audacioso. Ele investiu no plano de seu pai e fez a coisa toda funcionar, até os erros ele sabia como contornar. Eu aposto que cada expectador torceu do começo ao fim para que o assalto desse certo. A negociação dele com a investigadora Raquel, além de inteligente, tem muito sarcasmo e ele sabe exatamente como desestruturar a agente, mas, apesar de cada passo milimetricamente calculado, ele não contava que se apaixonaria por ela e esse talvez tenha sido seu único erro, pois abalou suas estratégias.

A série trás um pouco de cada personagem, mostra flashes de como o plano foi arquitetado, como os "assaltantes" foram treinados e a relação entre eles e alguns dos reféns. O assalto é sensacional, as artimanhas são fantásticas. A estratégia é perfeita. A cada cena uma ótima sacada!

Não perca essa... #maratona #recomendo #nota10

30 de março de 2018

LIVRO - NÃO ME ESQUEÇAS - BABI A. SETTE

NÃO ME ESQUEÇAS - BABI A. SETTE

Em um cenário de contos de fadas, Babi A. Sette convida o leitor a mergulhar em um mundo novo, repleto do encantamento que somente um amor de almas gêmeas pode realizar

Aos vinte e um anos, Lizzie deveria estar empenhada em fisgar um noivo e finalmente se casar. Entretanto, após uma decepção amorosa, o coração da jovem só palpita por sua grande paixão — os estudos sobre o povo e a cultura celtas. Esse interesse faz com que ela troque os concorridos salões de baile de Londres pelas estradas desertas e sinuosas das Highlands escocesas. 
Ali, ela conhecerá Gareth, o enigmático líder do clã que vive no local mais remoto e bucólico da Escócia. Envolto em uma aura de mistério, ele luta para manter suas tradições, seus segredos e, principalmente, seu povo em segurança.
Enquanto o austero Gareth tem a vida toda sob controle e resiste a mudanças, Lizzie está muito entusiasmada com suas explorações e descobertas. Porém a vida de ambos é alterada de maneira inexorável quando uma fatalidade transforma a tão sonhada aventura de Lizzie em pesadelo.
Vindos de mundos tão diferentes, mas unidos por uma atração irresistível, Lizzie e Gareth vivem uma paixão proibida e desafiadora, sem saber que finalmente poderão encontrar aquilo que só ousavam buscar em sonhos.


NOTA SOBRE O LIVRO:

Não me esqueças é o terceiro romance de época da escritora Babi A. Sette. Normalmente eu gosto de ler os livros dela logo que eles são lançados, mas eu precisava me preparar psicologicamente para viajar neste romance, pois as histórias da Babi são sempre intensas. Babi escreve com propriedade e dedicação. Para ela, escrever não é só sentar na frente do computador e criar uma história. Ela pesquisa, ela se dedica e se atualiza para levar ao seus leitores situações, lugares e personagens bem construídos.

Lizzie é uma das filhas do casal Kate e Artur, personagens principais de A Promessa da Rosa e claro que Lizzie, sendo filha de quem é, não seria uma personagem qualquer. Ela carrega bem a mistura de seus pais, uma moça de atitudes corajosas e que não se perde em vaidade ou futilidade. mesmo sendo uma jovem rica, de família de prestígio e bem criada, não é mimada. Ela é diferente... diferente no bom sentido e ela tem uma paixão pelo povo Celta e sua vida está totalmente ligada a esta cultura.

Gareth é o líder de um clã misterioso e quando seus destinos se cruzam, uma forte história de amor começa... recomeça... continua! São almas gêmeas! Ele tem seus medos, suas tormentas e suas responsabilidades diante de sua posição no clã, mas ele se renderá ao amor...

Isso é tudo o que eu posso dizer sobre esses dois personagens, pois qualquer coisa a mais que eu diga, revelará praticamente toda história, no entanto, o meu ponto de vista é que essa história superou todas as minhas expectativas. Normalmente quando a gente lê uma história que é meio que uma continuação de outra, uma ramificação, temos aquela sensação de que tudo vai se repetir, mas a autora acertou a mão nessa história.

Claro que eu gostei de Gareth logo de cara, mas eu me apaixonei por ele em uma das cenas intensas entre ele e Lizzie, quando ele mostra uma passagem secreta a ela (isso é tudo que posso dizer). Foi de todas, a cena mais marcante para mim.

Recomendo essa leitura com certeza!
Uma história que nos faz viajar por um lugar diferente e também nos faz pensar sobre a intensidade dos sentimentos, sobre a confiança nas pessoas a nossa volta, nos nossos medos e também sobre amores verdadeiros, reais e transcendentais...

Cinco estrelas.. 

E para quem ainda não sabe, em breve teremos o lançamento do livro Senhorita Aurora no formato físico, então, quem não teve a oportunidade de ler em e-book, poderá ler em breve!

26 de março de 2018

SÉRIE - O MECANISMO - Netflix

O MECANISMO - UMA SÉRIE ORIGINAL NETFLIX

Marco Ruffo (Selton Mello) é um delegado da Polícia Federal obcecado pelo caso que está investigando. Quando menos espera, ele e sua aprendiz, Verena Cardoni (Carol Abras), já estão mergulhados em uma das maiores investigações de desvio e lavagem de dinheiro da história do Brasil. A proporção é tamanha que o rumo das investigações muda completamente a vida de todos os envolvidos.

NOTA SOBRE A SÉRIE

"Mecanismo", uma série original da Netflix está causando o maior alvoroço nas redes sociais desde seu lançamento em 23/03/2018. Até a ex-Presidente Dilma se manifestou a respeito (e claro que ela não gostou nada da série).

José Padilha é bom em criar atritos, ou todo mundo se esquece das críticas que recebeu com seus dois outros temas, Tropa de Elite e Narcos? Os "denunciados" sempre esperneiam e tentam se justificar criticando, ameaçando, deturpando e esperneando. Padilha é mestre em fazer as pessoas pensarem e questionarem, mesmo que com certas doses de ficção e dramatização.

A história, inicialmente composta de 8 capítulos é b-a-s-e-a-d-a na Operação Lava Jato e situações e personagens foram alterados (como o JP mesmo afirma) para criar um efeito dramático onde uma verdadeira quadrilha, um bando de corruptos espalhados por diversos partidos e empresas (públicas e estatais) deixa Ali Babá e os 40 ladrões se sentindo como trombadinhas!

O Gerson Machado virou o delegado Marcos Rufo, Erika Marena virou delegada Verena, mas Lula virou Higino, Dilma virou Janete, Youssef virou Roberto Ibraim, Paulo Roberto Costa (o diretor da Petrobrás) virou João Pedro Rangel (Pepê), diretor da Petrobrasil, Sérgio Moro virou Paulo Rigo e Marcelo Odebrecht virou Ricardo Bretch, entre outros...

A série não está mostrando se os fatos são verídicos ou não, a série quer mostrar como funciona o MAIOR esquema de corrupção no Brasil e que as pessoas envolvidas não possuem limites. Alguns "telespectadores" acusaram a série de ser uma "propaganda política" contra o PT, mas não, a série é uma denúncia sobre os diversos partidos políticos, empresas, pessoas, advogados, etc, etc, etc envolvidos no esquema. 

Cancelaram a assinatura da Netflix como boicote? Sérá? Duvido, mas, cada um fala o que quer para defender seus ideais ou seus idealizadores e mal sabem que assim, com esses comentários patéticos estão atraindo cada vez mais a curiosidade de outras pessoas para conhecerem a série. Eu por exemplo recomendo e penso que todo brasileiro, independentemente de posição política ou ideologia, deveria assistir e tirar suas próprias conclusões.


Recentemente assisti outro filme com o mesmo tema que se chama "Polícia Federal - a Lei é para todos" e que foi uma das maiores bilheterias de 2017. Normalmente esses temas provocam mesmo verdadeiro alvoroço entre as pessoas e não digo pessoas como nós, abertas a conhecer a história e tirar suas próprias conclusões, mas sim, entre aqueles que são defensores dos que estão sendo "apontados". 

E você? 
Assista também e faça sua interpretação!
Lembre-se que estamos em ano de eleição e que alguma coisa pode ser absorvida para que possamos avaliar e julgar àqueles que colocaremos/recolocaremos no poder... até que ponto nosso "bolso" vai aguentar tanto roubo!?

12 de março de 2018

SÉRIE - IRMANDADE DA ADAGA NEGRA - AMANTE LIBERTO - #05 - J. R. WARD


SÉRIE - IRMANDADE DA ADAGA NEGRA - AMANTE LIBERTO - LIVRO 05 - J. R. WARD



Nas sombras da noite em Caldwell, Nova York, a guerra explode entre vampiros e seus assassinos. Há uma Irmandade secreta, sem igual, formada por seis guerreiros vampiros defensores de sua raça. Neste volume, o coração gelado de um predador será aquecido mesmo contra a sua vontade...

Destemido e brilhante, Vishous, filho de Bloodletter, possui uma maldição destrutiva e a capacidade assustadora de prever o futuro. Criado no campo de guerra de seu pai, ele sofreu maus tratos e abusos físicos e psicológicos. Membro da Irmandade, ele não se interessa por amor nem emoção, apenas pela batalha com a Sociedade Redutora. Mas quando uma lesão mortal faz com que fique sob os cuidados de uma cirurgiã humana, a Dra. Jane Whitcomb, ele é levado a revelar a dor que esconde e a experimentar o verdadeiro prazer de tê-la pela primeira vez... Até que o destino, que V. não escolheu, o leva para um futuro do qual Jane não faz parte.

NOTA SOBRE O LIVRO:

Amante Liberto é o 5º livro da série IAN e traz Vishious como o personagem principal. O desenrolar de sua história será ligada ao guerreiro Phury, irmão gêmeo de Zsadist, porém, seu coração cai literalmente nas mãos da Dra. Jane, que ainda criança perdeu sua irmã e anos depois, perdeu os pais em um acidente.

Vishious é filho de uma figura importante da história, mas ele, assim como outros guerreiros, carrega a sua maldição. Ele tem uma mão que além de brilhar pode ser mortífera e seu psicológico perturbado e transtornado faz dele um guerreiro perigoso e intimidador.

Eu gostei bastante de conhecer mais dele, de ver como ele estava melhorando, mas fiquei frustrada com algo que aconteceu com Jane. A Virgem Escriba também me deixou bem tentada a odiá-la. Ela tem seus bons momentos, mas sua arrogância acaba direcionando-a por caminhos desnecessários. Espero que as coisas que aconteceram aqui neste livro façam dela também uma "pessoa" melhor no próximo livro.

Dei nota 4 só porque não gostei de um detalhe, como eu disse, relacionado ao destino de Jane. Com relação a opção sexual de Vishious como mencionei no livro anterior, posso dizer que a atração que ele sentia por Butch se confirma, porém, agora, não creio que ele seja gay ou até mesmo bissexual, pois ele não dá demonstração de querer o mesmo sexo, foi mais um fato pontual com Butch e também uma associação ao seu passado.

Um outro inimigo... eu que pensava que os Redutores eram os únicos inimigos dos guerreiros fui surpreendida com um desfecho... apesar de não ter gostado nada do personagem, não suspeite dele! Não pensei que sua audácia chegaria a tanto como chegou.

18 de fevereiro de 2018

FILME - DIRTY DANCING (RITMO QUENTE)

FILME - DIRTY DANCING (RITMO QUENTE)

Frances Houseman passará o verão de 1963 no resort Kellermans com seus pais e com sua irmã, enquanto Johnny Castle, um rapaz com um passado bem diferente tem apenas a tarefa de entreter os hóspedes do resort com sua dança.


NOTA SOBRE O FILME: 

Este clássico do cinema estreou no Brasil em 25/09/1987. São 30 anos de sucesso e a trilha sonora, sensacional, mexe com o emocional de uma galera que viveu essa época e principalmente, uma galera que durante anos acompanhou as reprises de Sessão da Tarde!

Frances Houseman (Jennifer Grey), conhecida como Baby, vai passar as férias na Colônia de Férias Kellermans. Ela é uma jovem sem grandes ambições pessoais, ao contrário, é uma humanitária de nobre coração enquanto que sua irmã, Lisa Houseman (Jane Brucker) é extremamente fútil e vazia.

Um dia Baby descobre o alojamento dos funcionários e descobre uma forma de fiversão que ela jamais havia imaginado. Lá ela encontra Johnny Castle (Patrick Swayze), o instrutor de dança e dançarino do hotel. Johnny e Penny são parceiros de dança, mas Baby interpreta que há algo mais entre eles... É a segunda vez que ela o vê e está viível que ele mexe com ela, no entanto, Baby acaba sendo hostilizada - em várias situações - por ser rica.

Quando Penny (Cynthia Rhodes), parceira de dança de Johnny, fica grávida, é Baby quem encontra a garota em uma situação difícil e acaba ajudando-a a se livrar de uma enrascada. Penny só tem uma alternativa, que é o aborto, mas não tem o dinheiro e novamente é Baby quem resolve seu problema, mesmo sendo mais uma vez hostilizada. O médico que fará o aborto só poderá comparecer em um único dia e este dia é justamente a noite em que Penny e Johnny precisam se apresentar. Se ela faltar, perde o emprego, então, Baby é a única alternativa para substituí-la. Começam os ensaios e Baby e Johnny passam a conviver diariamente até a noite da apresentação. 

O aborto dá errado e Penny está passando mal, então, não há outra alternativa a não ser recorrer ao Dr. Jake Houseman (Jerry Orbach), pai de Baby, que socorre Penny, mas ele acaba interpretando que Johnny seja um irresponsável porque, supostamente, ele teria engravidado Penny e obrigado a garota abortar. Ele também fica decepcionado com a filha, que nunca havia mentido para ele. Ele nem imagina que o (ir)responsável seja Robbie (Max Cantor) e proíbe a filha de se misturar aos empregados, o que não resolve, pois já é tarde e eles estão envolvidos.

Johnny também acaba sendo acusado de ser o ladrão de carteiras do hotel, mas seu único álibi é Baby, que é inocentado, mas que continua sendo julgado apenas pelas aparências, por isso ele vai embora agora enquanto Baby amarga o restante dos dias sem o homem que ama, mas é na noite do encerramento que tudo acontece... Jack descobre que Robbie é o homem que engravidou Penny, Johnny volta, arrasta Baby para o palco e I'VE HAD THE TIME OF MY LIFE faz nossos corações palpitarem...


ONDE COMPRAR O DVD:

Há bastante tempo eu estava procurando o DVD para comprar e finalmente encontrei em um parceiro Submarino que foi extremamente atencioso e rápido com a entrega, por isso faço questão de recomendá-lo para que você também possa comprar o seu... São poucas unidades, então, não perca tempo, pois esse DVD é uma raridade!

Você pode comprar aqui, no Submarino ou diretamente pelo site do parceiro FAMDVD. Clique aqui e conheça outros títulos do site.

6 de fevereiro de 2018

SÉRIE - IRMANDADE DA ADAGA NEGRA - AMANTE REVELADO - #04 - J. R. WARD

SÉRIE - IRMANDADE DA ADAGA NEGRA - AMANTE REVELADO - #04 - J. R. WARD


Butch O’Neal é um lutador por natureza. Ex-policial da divisão de homicídios, durão, ele é o único humano que já foi admitido no círculo da Irmandade da Adaga Negra e deseja mergulhar ainda mais fundo no mundo dos vampiros, na guerra contra os redutores. Não tem nada a perder. Seu coração pertence a uma vampira, uma beldade aristocrática inatingível para ele. Se não pode ter Marissa, então, pelo menos, quer lutar lado a lado com os Irmãos.

O destino o amaldiçoa realizando precisamente o seu desejo. Quando Butch se sacrifica para salvar um vampiro dos assassinos, cai vítima da força mais sinistra dessa guerra. Deixado para morrer, é encontrado por um milagre, e a Irmandade recorre a Marissa para trazê-lo de volta. Mas mesmo o seu amor pode não ser suficiente para salvá-lo...

NOTA SOBRE O LIVRO:

Amante Revelado é o quarto livro da série #IAN (Irmandade da Adaga Negra) e os personagens principais são Butch, o policial humano adotado pela Irmandade, e Marissa, a vampira aristocrática que foi abandonada pelo Rei. 

No terceiro livro Vishous acabou alimentando Bucth com seu sangue e algo aconteceu. Uma ligação entre eles. Aliás, uma ligação estranha que várias vezes me peguei pensando que Vishious tem ou tenha tido alguma atração por Butch. Algo mais do que só amizade! 

Em uma noite que Butch acaba tentando salvar um jovem vampiro das garras dos redutores, ele acaba sendo capturado, torturado e abandonado pelos mesmos redutores e Ômega acaba fazendo algo com Butch que pode ser crucial e decisivo para sua definição pessoal. Graças ao sangue de Vishious que Butch ingeriu, ele pode ser localizado e resgatado. Após ser levado para a clinica de Havers, irmão de Marissa, e permanecer em longos dias de observação e "purificação", Marissa e Butch começam a se entender, mas são flagrados por Havers e mais um drama começa na vida da donzela. 

Os dois são estranhos... quando parecem que vão se entender, sempre um ou outro acaba tendo um surto que faz com que se afastem de novo. Os dois são auto-piedosos e se julgam incapazes de serem felizes, um sempre acha que não merece o outro ou que o outro é muito para si. Isso acaba sendo cansativo e irritante, pois ao mesmo tempo que são fortes e corajosos, são fracos e inseguros. É só esse mimimi dos dois que me faz ficar indecisa quanto a ter gostado ou não do livro e também uma das causas de eu ter demorado tanto para terminar a leitura. 

A parte boa é que Butch é justamente uma revelação na história e essa revelação está totalmente ligada ao seu passado. Ligada principalmente ao abandono da mãe e o ódio do pai. Os irmãos apenas o abandonaram por ignorância, mas faz todo sentido o seu passado com a definição do seu presente. 

Poderia ter levado 5 estrelas se o romance com Marissa e Butch tivesse sido mais maduro, por isso leva nota 3. 

17 de janeiro de 2018

SÉRIE - THE TUDORS - TEMPORADA COMPLETA (DE 1 A 4)


A série The Tudors é composta de 4 temporadas e ela conta a história da família Tudor da Inglaterra. Esta é a QUINTA vez que eu assisto a série toda, até porque, da primeira vez, muitas coisas ficaram confusas na minha mente e nas vezes seguintes algumas coisas foram clareando. Aproveitei agora para rever e estudar um pouco mais sobre esta importante parte da história da Inglaterra. Para compor todas as explicações abaixo, além de rever toda série, contei também com a ajuda essencial da Wikipédia, de forma a deixar tudo o mais claro e nítido para quem se interessar de ler sobre o tema e futuramente assistir também. A história inicia sua narrativa a partir de 1519 e esta publicação contém spoiler do início ao fim!


Henrique VIII, (28 de junho de 1491 – 28 de janeiro de 1547). Ele também foi Lorde e depois Rei da Irlanda. Henrique VIII foi o segundo monarca inglês da Casa de Tudor, sucedendo a seu pai, Henrique VII. Viril e sedutor rei da Inglaterra (de 1509 até sua morte) parecia ter tudo, no entanto, ele era incomodado por tumultos religiosos no seu próprio reino, bem como lutas políticas e constantes mudanças nas fidelidades com outros países, dentre eles, França e Espanha. O que mais pesava em sua mente era o seu fracasso, até então, de produzir um herdeiro masculino com a sua esposa, a rainha Catarina de AragãoEla foi a primeira esposa e rainha consorte de Henrique VIII, uma vez que foi casada com o irmão mais velho dele, Artur, mas que morreu jurando nunca tê-lo conhecido na intimidade, uma vez que logo após o casamento, Artur adoeceu, vindo a falecer. Dos filhos que teve com Henrique VIII, que ou morriam ao nascer ou morriam na infância, a única criança sobrevivente foi a Princesa Mary. Henrique VIII preferiu, em função dos fatos, acreditar que Catarina de Aragão mentiu quanto ao juramento feito e que, por consequência, o seu casamento com ela foi incestuoso e ilegal. Catarina de Aragão era muito solitária na corte, o seu único amigo era o Embaixador Mendonza da Espanha, visto que o Cardeal Wolsey (com quem a rainha não tinha uma boa relação) receava os espiões. No entanto, ela sempre cumpriu o seu dever como rainha da Inglaterra admiravelmente, além de ser amada pelo povo e por membros da corte inglesa. Ela foi banida da corte e enviada para Lancaster House, sem qualquer contato com o rei ou com a sua filha Mary, mas nunca desistiu de seu amor pelo rei e de pedir à Deus por sua sorte.

Enquanto ficava cada vez mais impaciente com a incapacidade de Catarina de Aragão gerar o herdeiro homem que tanto desejava, Henrique VIII acabou tendo um "caso" com Elizabeth Blount, com quem teve um filho bastardo, Henry Fitzroy, que faleceu ainda criança. Na história real este filho faleceu aos 17 anos de idade. Posteriormente também ele teve um caso com Maria Bolena, incitado obviamente por Thomas Bolena, mas o encanto de Henrique VIII pela moça (também de fama nada gloriosa) logo se perdeu, assim como com tantas outras mulheres. Como nova opção, Thomas Bolena traçou um plano juntamente com Thomas Howard, o cunhado, para que Ana Bolena, uma jovem carismática da comitiva da rainha, fosse a próxima na cama de Henrique VIII. Ana Bolena resistiu as tentativas de sedução e se recusou a se tornar uma amante como a irmã, pregando que havia guardado sua virgindade para seu marido. Claro que toda essa resistência não passou de um jogo bem articulado pela mulher, afinal, de virgem ela não tinha nada, principalmente pelos rumores de seu caso com Thomas Wyatt.

Foi nesse contexto, dentro da primeira temporada, que Henrique VIII considerou divorciar-se de Catarina de Aragão de alguma forma e se casar Ana Bolena. Henrique VIII enviou seu secretário até o Papa Clemente VII, para que este apelasse em seu nome na esperança de ter seu casamento com Catarina de Aragão anulado, porém, a missão falhou. Quando se tornou claro que o Papa Clemente VII não aprovaria o divórcio de Henrique VIII e Catarina de Aragão e, posteriormente, o casamento deste com Ana Bolena, iniciou-se a ruptura religiosa entre a Inglaterra e a Igreja Católica Romana, resultando na criação da Igreja Anglicana. O Cardeal Wolsey tinha grandes interesses em "agradar" o rei e este foi um grande conspirador, um grande interesseiro, afinal, ele almejava o trono de Papa. A primeira temporada girou em torno deste conflito entre o desejo do rei de desposar Catarina de Aragão e se casar com Ana Bolena e a objeção de Roma. Inclusive, Ana Bolena era vista, até mesmo pelo Papa, como "a grande prostituta".

Na segunda temporada Henrique VIII e Ana Bolena se casaram secretamente, mas ela logo engravidou e por isso houve um segundo casamento em Londres. Catarina de Aragão foi despejada de seus títulos de rainha, tornando-se "princesa viúva" como esposa de Artur. Ana Bolena foi coroada rainha consorte. Houve um período de consolidação após o casamento na forma de uma série de estatutos do Parlamento da Reforma que procuravam encontrar soluções para convencer o povo da legitimidade deste casamento, onde expunham e lidavam com opositores.

Pausa para um comentário sarcástico: Os romances do rei é a forma mais clara de nepotismo, afinal, todos as pessoas próximas de suas mulheres recebiam títulos e "cargos" nobres. Um verdadeiro cabide de emprego e formação de um bando de puxa saco.

O casamento com Ana Bolena, a Marquesa de Pembroke, assim intitulada pelo rei, chegou ao ponto da insatisfação. Primeiro porque Henrique VIII nunca foi um homem fiel e mesmo declarando seu amor por Ana Bolena, mantinha seus casos extra-conjugais, que para a época, era considerado normal, claro, ainda mais sendo o rei, que tudo podia e se esperava e, por consequência, Ana Bolena não lidava bem com a infidelidade do marido. Segundo pela insatisfação de Henrique VIII porque Ana Bolena não deu à luz a um menino e sim, a Elizabeth. A segunda gravidez de Ana Bolena foi marcada por um aborto espontâneo. Todo encanto que Ana Bolena despertou em Henrique VIII no início já não tinha o mesmo efeito. Apesar de a família Bolena ainda possuir posições importantes no Conselho Privado, Ana Bolena adquiriu muitos inimigos e dentre eles estava Charles Brandon, 1.º Duque de Suffolk e amigo pessoal do rei. Era geral a falta de reconhecimento de Ana Bolena como rainha da Inglaterra e a luta do rei por este reconhecimento foi árduo, porém, mal sucedido.

Em maio de 1536 chegou ao rei Henrique VIII a carta de despedida de Catarina de Aragão e o anúncio de que ela havia morrido. Enquanto Ana Bolena sorria com a notícia e vibrava por finalmente "ser a rainha", Eustace Chapuys, embaixador da Espanha na corte inglesa, levantava a questão de uma autópsia, pois desconfiava da morte de Catarina de Aragão. Ana Bolena estava grávida novamente e sabia das consequências que teria que enfrentar se não conseguisse dar à luz a um menino, mas um novo aborto foi inevitável logo após flagrar o marido aos beijos com Jane Seymour, uma de suas dama de companhia, trazida pelo rei, claro, já com "grandes" intenções para com a moça. A queda de Ana Bolena ocorreu pouco depois de ela ter se recuperado deste seu último aborto. Henrique VIII deu ouvidos aos rumores, de que ele fora seduzido por bruxaria e, concluiu, que esta era a razão dele não ter tido um filho homem com a esposa, como era seu desejo absoluto. Sua decepção se tornou maior ainda quando o médico da época lhe disse que o bebê, de cerca de quatro meses que fora abortado, era um menino e que apresentava deformidades. Isso aumentou ainda mais a crença de Henrique VIII de que para ter um herdeiro ele precisava casar-se novamente e que Ana Bolena já não lhe servia mais. Ele entendeu tais consequências como "castigo".

A candidata ele já tinha, que era Jane Seymour, mas quem deu a cartada que destruiria Ana Bolena foi ninguém mais apropriado do que Charles Brandon. Na hora certa ele apresentou ao rei os rumores de que a rainha recebia homens em seus aposentos durante a noite e que flertava com eles e que dentre estes homens estava seu irmão, George Bolena. Com isso, estes homens, incluindo George Bolena, foram presos pelas acusações de adultério e por terem tido relações sexuais com a rainha. Ana Bolena também foi presa, acusada de adultério e incesto. Apesar das evidências serem pouco convincentes e evidentes, os acusados foram condenados e sentenciados à morte. George Bolena e os outros homens foram executados, assim como Ana Bolena. Bem, de todos os erros e pecados de Ana Bolena, no desenrolar da história fica até evidente a sua inocência quanto as traições carnais, mas, já era tarde demais. George Bolena, casado e extremamente indelicado com a esposa, não manteve mesmo nenhum caso incestuoso com a irmã, mas mantinha relações sexuais com o músico Mark Smeaton, mesmo apesar de ser também um homem mulherengo e que teve muitos benefícios com o casamento da irmã. George Bolena era bissexual. Um dia depois da execução de Ana Bolena, Henrique VIII ficou noivo de Jane Seymour e eles se casaram dez dias depois.

O início da terceira temporada, destaca o endurecimento da perseguição religiosa, denominada "Peregrinação da Graça". O Duque de Suffolk, meu adorado e idolatrado Charles Brandon ficou mais evidente, uma vez que ele foi designado pelo rei como o "caçador dos rebeldes". Ele era contra aquela "chacina" que o rei ordenou, ainda mais porque ele sabia que por trás de tudo aquilo havia um homem inescrupuloso, chamado Thomas Cromwell, que instigava e incendiava o desejo do rei. Algo que também me surpreendeu de forma positiva, já no primeiro capítulo da terceira temporada, foi o "amadurecimento" de Jane Seymour. Aquela menininha sem graça da segunda temporada, com ares de cinderela e virgem inocente desapareceu e voltou uma mulher bem mais segura e firme ao falar e se comportar diante do rei, de suas damas de companhia e das demais pessoas da corte, inclusive com relação ao seu empenho em aproximar Henrique de suas filhas. Ela perdeu aquele ar ingênio da segunda temporada e isso me fez gostar mais dela. O rei não escondia sua ansiedade para que a esposa engravidasse logo e, já que estou falando em "amadurecimento", notei que o único que só envelheceu e não amadureceu foi o próprio rei, afinal, ele não perdeu a mania de "traçar" as damas de companhia de suas esposas... Não escapava uma e sempre tinha uma dama caridosa para esquentar a sua cama. Embora não haja comprovação histórica, no seriado, Henrique VIII teve um caso com mais uma dama de companhia, a Lady Ursula Misseldon, que não era nenhuma flor que se cheirasse. Poucos meses depois Jane Seymour deu à luz a um filho, o Príncipe Edward, mas o parto foi difícil e ela morreu dias depois. A euforia que acompanhou o nascimento de Edward se transformou em luto, porém, ele continuou afogando as mágoas durante um tempo com Lady Ursula Misseldon. Seu lado cruel e "mimado" continuava sendo forte e suas crises políticas e religiosas também. Podemos dizer que era o tipo "inconstante". Isso desagradava imensamente o amigo Charles Brandon, que mesmo não concordando com aquilo tudo, sabia que precisava cumprir com suas responsabilidades e atender aos desejos de seu rei.

Apesar da separação com a igreja Católica, todos os ritos e tradições que o rei e sua corte seguiam,  conforme sua vontade, claro, eram exatamente iguais aos da Igreja Católica, com o diferencial de que com a criação da Igreja Anglicana, a igreja da Inglaterra como o rei dizia, ele era o poder supremo. E por que essa semelhança? Simplesmente porque o rei nunca deixou de ser católico, mas algo que ele não aceitava e nunca aceitaria, era que ou o Papa ou Lutero fossem superiores a ele. É a lei do faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço. Hipocrisia é ver como ele falava em Deus e como pedia a Deus em suas orações, mas em suas ações não tinha um pingo de compaixão, como por exemplo, ao castigar as pessoas com requintes de tortura e depois matá-las. Neste caso em específico, estou me referindo a pessoas inocentes, como aconteceu no Norte da Inglaterra, quando milhares de pessoas foram assassinadas, dentre elas, mulheres e crianças, simplesmente porque elas não aceitavam a destruição das abadias e a usurpação de seus tesouros. Foram considerados traidores do rei. Foi nesta fase que a ferida que o rei tinha na coxa começou a infernizar sua vida, pois com isso, ele já não conseguia mais andar direito, além do mau cheiro, que ninguém, claro, tinha coragem de comentar. Além disso, a juventude também se foi e agora também contava com outro fator, que era o ganho de peso e todos os ônus do tempo em sua rotina. Ele estava viúvo e Thomas Cromwell insistia que ele tinha que se casar de novo. Medidas foram tomadas para encontrar uma nova esposa para o rei, que, pela insistência de Thomas Cromwell e da corte, foram focadas no continente europeu. 

Além da insistência de Thomas Cromwell, Henrique VIII desejava se casar novamente para garantir a sucessão do trono, porém, Thomas Cromwell, nomeado Conde de Essex, "sugeriu" Ana de Cleves, irmã do Duque de Cleves, que era visto como um importante aliado em caso de um ataque católico à Inglaterra, já que o duque estava dividido entre o luteranismo e o catolicismo, mas, o homem não era nada bobo e não aceitou as imposições e caprichos do rei com muita facilidade, virando o jogo ao seu favor também. Hans Holbein, o artista que retratava as pessoas na época dentro da corte inglesa, foi enviado até Cleves, na Alemanha, a fim de pintar um retrato de Ana para o rei. A exigência do rei sobre este retrato era para se garantir de que a moça não fosse feia, uma vez que ninguém a conhecia fisicamente, muito menos ele. Claro que Thomas Cromwell, com seu imenso interesse de que ela fosse a escolhida, deu aquele leve "conselho" ao artista para que favorecesse a beleza da moça. Depois de considerar a pintura de Hans Holbein e ouvir boas descrições dadas por cortesões, Henrique VIII concordou em se casar com Ana de Cleves, porém, ele logo passou a querer anular o casamento, uma vez que ele não sentia o menor tesão (isso mesmo) pela atual rainha. Para "aliviar o humor" do rei, o amigo Charles Brandon sugere a Sir Fracys Bryan que providencie alguma distração ao rei, então, como não poderia deixar de ser, Francys encontra Catherine Howard para ser a distração do rei. Ele anuncia a Charles Brandon e a Edward Seymour (agora unidos no propósito de destruir Thomas Cromwell) seu "achado" sob a justificativa da moça ser parente (distante) de Thomas Howard e também por não possuir um passado "inteiramente convencional", como ele mesmo disse. Uma jovem de apenas 17 anos, "apropriada" para o rei, segundo Charles Brandon em sua total e deliciosa ironia. Exatamente, a srta Catherine Howard não era nenhum exemplo de virtude, ao contrário, para seus míseros 17 anos era bem devassa.

Os protegidos de Thomas Cromwell e religiosos reformistas foram queimados como hereges, enquanto este caiu em desgraça. Com uma ajudinha de Charles Brandon e Edward Seymourele foi acusado de traição, venda de licenças de exportação, concessão de passaportes e formação de comissões sem permissão. Além disso ele também foi acusado tanto pelo fracasso no casamento com Ana de Cleves quanto no fracasso da política externa que isso acarretou, tendo como punição sua prisão e decapitação. Para piorar a situação de Thomas Cromwell, seu executor estava bêbado, com a ajudinha de Francys. A maldade foi como um troco que ele recebeu pela forma como agiu com outros sentenciados. Além do interesse do rei em anular o casamento devido ao fato deste não ter nenhum desejo físico pela esposa, havia um novo motivo, que era o seu interesse pela ninfeta Catherine Howard, então, Ana de Cleves não fez objeções quanto à anulação do casamento e confirmou que de fato este nunca havia sido consumado. O casamento foi dissolvido e Ana de Cleves recebeu o título de "A Amada Irmã do Rei", duas residências e uma generosa pensão. 


No meu ponto de vista, houve tanta preocupação do rei quanto a beleza de Ana de Cleves que parecia que ela era o próprio dragão da torre. Já Catherine Howard não tinha nada de bonita e de "digna" do trono! Definitivamente naquela época até o rei já se deixava seduzir pelas "periguetes" enquanto Ana de Cleves foi apenas uma mulher rejeitada e humilhada. Para mim, a Ana de Cleves era muito mais bonita do que a Catherine Howard e de caráter irrefutável. Henrique VIII alegou até que ao tocar os seios da esposa, sabia que ela não era mais virgem e por isso não conseguia sentir prazer por ela. Jesus, quanto absurdo. A diferença de idade entre Henrique VIIICatherine Howard beira os vinte anos no mínimo e o comportamento da garota era algo bizarro, já que ela não passava de uma garota boba e sem graça, sem maldade evidente, mas o tipo "bobinha" embora devassa. O que era para ser apenas uma distração ao rei, se tornou algo sério e mais uma vez Henrique VIII se casaria.


Inicia-se a quarta e última temporada da série e Henrique VIII se casou com a jovem Catherine Howard, que também era prima e dama de companhia de Ana Bolena, para desagrado de muitos e dentre eles estavam Charles Brandon, Lady Mary e Edward SeymourO rei ficou absolutamente encantado com sua nova rainha, dando-lhe as terras de Thomas Cromwell e várias jóias. O rei parecia se divertir com a "inocência" da esposa. Era como se isso fosse uma massagem em seu ego ou algum tipo de afrodisíaco. Ouso a dizer que uma auto-afirmação de sua virilidade. O que não o tornava menos ridículo e presunçoso. Os anos passaram e o rei continuou com o "rei na barriga", sendo muitas vezes até motivo de piada para os reis dos países vizinhos.  

Paralelamente ao casamento com Catherine Howard, temos a aparição de Ana de Cleves junto a corte e esta se mostra uma excelente e gentil dama. Creio que em algum momento, embora não confessado pelo rei, este tenha se arrependido de não ter levado o casamento com Ana de Cleves adiante, afinal, sua superioridade, simpatia e boa aceitação da corte e do povo, incluindo suas filhas, é altamente visível. Sem contar seu charme e elegância. Apesar da paixão que o rei lhe tinha, e que o fazia se comportar como um adolescente deslumbrado e completamente ridículo, e dos presentes luxuosos com que a cobria, Catherine Howard tomou como amante Thomas Culpepper, um dos guardas da corte e que também era um verdadeiro canalha. O filho do Duque de Norfolk, conhecido como Conde de Surrey voltou para a corte, no entanto, demonstrava claramente suas objeções quanto a Edward Seymour (que claro, não valia nada também, obviamente) e os dois viviam em um pé de guerra disfarçado, no entanto, assim como Edward Seymour, sua esposa também não valia nada. O homem sabia de todos os relacionamentos sexuais da esposa e ainda usava isso como algo a seu favor. Ela já havia ido para a cama de Francys Bryan e do próprio cunhado Thomas Seymour, com quem veio a ter um filho, se oferecido ao Conde de Surrey, agora também membro da "Ordem da Liga" do rei. A preocupação do casal estava direcionada para Catherine Howard, afinal, o rei havia declarado sua intenção de passar para a atual rainha as terras que pertenciam a Jane Seymour


Concomitantemente, Lady Rochford, a viúva de George Bolena, dama de companhia e cúmplice da rainha Catherine Howard em seus encontros clandestinos com Thomas Culpepper, espiava os dois pelos buracos da fechadura, mas depois terminava suas noites nos braços do ordinário. Minha raiva por ele não é pelo fato de ter se envolvido com a rainha, que sempre deu demonstrações de que era uma garota fútil e sem caráter, mas sim, pelo que ele fez a uma pobre mulher e ao seu marido dias antes de iniciar seu caso sexual com a rainha.

O embaixador Eustace Chapuys que permanece fiel à Lady Mary, confidencia a ela que há pessoas importantes no reino de que torcem pela sua sucessão ao trono, uma vez que Lady Jane não foi formalmente coroada rainha, diferentemente de Catarina Aragão, e isso causava controvérsias sobre o Príncipe Edward assumir o trono do rei em sua ausência. Ao saber que a gravidez da esposa foi um alarme falso, Henrique VIII obviamente ficou irritadíssimo, pois mais uma vez a sua oportunidade de gerar um herdeiro foi por água abaixo. Então, depois da decepção de saber que Catherine Howard não lhe daria um filho, novamente o rei vai atrás de Ana de Cleves, em sua casa na Inglaterra, para consolar-se e oferece-se para que ela o receba em sua cama naquela noite. Enquanto isso, lá na corte, Catherine Howard delicia-se nos braços de Thomas Culpepper. O que dá para perceber na personalidade da rainha é que ela, apesar de ser devassa e traidora, ela não era uma mulher maldosa que tramasse contra o rei. Na verdade ela havia se apaixonado pelo guarda e viva com ele os desejos sexuais que não tinha mais com o rei. Ela foi muito inocente e ingênua de achar que sua relação com o guarda jamais seria descoberta só porque sua dama de companhia lhe "ajudava" com os encontros. Enquanto rainha, Catherine Howard teve que chamar à corte alguns dos seus antigos amigos, dentre eles, Joan Palmer como dama de companhia e Francis Dereham, como seu secretário, que havia sido seu amante em Norfolk. O problema foi ele beber demais e falar demais. Henrique VIII recusou-se a acreditar nas evidências, mas quando as cartas de Thomas CulpepperCatherine Howard apareceram, ele mandou colocá-la sob prisão na Abadia de Middlesex. Catherine Howard perdeu o título de rainha e foi repudiada enquanto que Thomas Culpepper e Francis Dereham foram executados. Catherine Howard foi julgada por adultério, o que em uma rainha era equivalente a traição e considerada culpada e executada na Torre de Londres. Lady Rochford também recebeu sua sentença e mesmo tendo enlouquecido na prisão, o rei exigiu que fosse estabelecida uma lei que ela pudesse ser condenada mesmo assim, por traição. 


Catherine Parr surge no capítulo 6 da quarta temporada como uma mulher zelosa e prestativa para com um marido doente, no entanto, ela aguarda apenas que o marido morra para que finalmente possa se casar com Thomas Seymour, seu amante.

Henrique VIII moveu-se para eliminar a potencial ameaça da Escócia sob o jovem Jaime V. Isso continuaria a reforma na Escócia, que ainda era católica. A Escócia foi derrotada na Batalha de Solway Moss e Jaime V morreu logo depois. Visando interesses, o Rei Henrique sugere o casamento entre seu filho Edward e a a Princesa Maria da Escócia, então herdeira do trono.

O primeiro contato de Catherine Parr com o rei foi durante as festas de Natal, quando sua intenção era se apresentar ao rei e solicitar que este retirasse a suspeita de traição para com seu marido, o Sr. Latimer. Quem intermediou este contato foi o próprio amante de Catherine, Thomas Seymour. Henrique tinha conhecimento sobre a doença de Latimer e percebeu o interesse de Thomas para com Catherine, no entanto, ele não deixou de lhe fazer a corte, mesmo ela ainda sendo casada e muito menos exitou mandar Thomas para bem longe em uma ação. Com o falecimento de Latimer, o rei não perdeu tempo e pediu a mão de Catherine em casamento.

Novamente a Inglaterra aliou-se à Espanha contra a França. A oferta de Carlos V, o Imperador da Espanha para com Henrique VIII foi muito interessante e encheu os olhos do rei de expectativas e planos. A caça aos hereges continuava e desta vez, quem estava na mira era Edward Seymour. O bispo que comandou aquela inspeção sabia quem exatamente ele queria. O rei estava mais brando quanto as imposições, mas vez ou outra algum interesseiro o fazia lembrar de que "o rei era o chefe da igreja" e as crueldades eram retomadas. 


Apesar do sucesso na Escócia, Henrique VIII hesitou em atacar a França, irritando Carlos V da Espanha. Ele finalmente seguiu em frente em junho de 1544 com um ataque em dois frontes. Uma força liderada por Tomás Howard, o Conde de Surrey, cercou, sem sucesso, Montreuil. A outra sob o comando de Charles Brandon cercou Bolonha-sobre-o-Mar. 


Até aqui estamos falando em dados históricos, porém, na série há um enfeite. Durante o ataque da Inglaterra à muralha da França, soldados franceses escaparam pelo portão sul e entraram em luta com as forças inglesas. Nesta luta, Charles Brandon feriu um dos soldados franceses e eis que dentre os demais soldados estava uma mulher, a filha do soldado ferido, para espanto geral de todos, mas principalmente de Charles Brandon. Então ela foi levada para o acampamento inglês onde foi mantida como prisioneira. Seu nome era Brigitte Rousselot, uma morena francesa que balançou o coração entristecido de Charles Brandon. A primeira vista, embora a atração aparentasse ser mútua, o que ficou entre eles foi o efeito daquela guerra, onde cada um defendia seus interesses, mas esta mulher simplesmente o deixou sem palavras ao se referir ao rei Henrique como o "Nero Inglês". Na ausência do rei, enquanto ele estava na guerra, quem ficou em seu lugar, como regente, foi a sua atual esposa, a rainha Catherine Parr, protestante, entretanto, o Bispo Gardner, um sujeito inescrupuloso, falso e ardiloso estava aflito para conseguir colocar a rainha em maus lençóis com o rei. Naquela época, todos que pensavam diferentemente do que cada um acreditava era considerado heresia. Os católicos consideravam os protestantes e os evangélicos como hereges bem como o contrário e assim por diante. Podemos comparar com o que vivemos hoje, onde, quem é evangélico pensa que somente a religião dele é que salva ou leva a Deus ou, quem não acredita no espiritismo e que considera isso coisa do Diabo. Desde que o mundo é mundo sempre existiu e sempre vai existir as discussões políticas e religiosas. A realidade é que se cada um acreditasse em sua própria fé e fizesse sua parte respeitando o próximo e colocando-se em seus respectivos lugares, sem julgar e condenar, certamente viveríamos de formas melhores.

Enquanto isso, mesmo à frente da guerra, o rei continuava sofrendo com a úlcera em sua coxa, que estava sempre infeccionada e sempre arrancando gemidos de dor. Uma epidemia se alastrou no acampamento inglês e alguns soldados morreram, reduzindo a tropa inglesa em mais de dois mil homens. Outros morreram devido a uma explosão que finalmente destruiu a muralha da França permitindo assim que Henrique reconquistasse, as terras da Bolonha. Era hora de voltar para casa!

Na madrugada que antecedeu a vitória da Inglaterra, Brigitte Rousselot não resistiu e mesmo tendo fugido, retornou ao acampamento. Ambos se entregaram ao desejo e começava ali mais uma história de amor, um amor proibido, afinal Charles Brandon ainda era casado com Catherine, mesmo embora a relação deles já não fosse mais de marido e mulher. Ele tentou de todas as formas, mas a mulher o repelia e com isso, abriu espaço para que ele deixasse seu coração renascer.

Se eu já não fosse apaixonada por este homem, eu diria que me apaixonei por ele agora mesmo. Ele é lindo e perfeito de todas as formas, mas, ele não precisa ser um romântico assumido. Ao contrário, a sinceridade em seu sorriso, em seu olhar e simplesmente dizer que "amo você, só isso" fez valer cada segundo de guerra e marcou o início de uma próxima, pois estava na hora de chegar em casa... e de ficar juntos!

Brigitte Rousselot ficou ao lado de Charles Brandon até o último dia de sua vida e se amaram verdadeiramente. Como ele mesmo disse "Eu estava morto, mas agora eu estou vivo". Não quero julgar demais a atitude de Catherine, pois cada um tem o seu momento e a sua opinião, mas eu defendo Charles, pois ele sempre foi honesto com ela, sempre demonstrou que todas as suas ações dependiam da vontade do rei, então, mesmo contra seus princípios ele tinha que agir e ponto. Era isso ou ser considerado um traidor, ser decapitado ou enforcado. Quem sabe até esquartejado ou queimado vivo em uma fogueira. Às vezes Catherine se referia a Charles como "meu doce Charles". Até mesmo Margaret Tudor se referia a ele em alguns momentos como "doce Charles" e realmente, Charles era um homem intenso, um homem ardente, um homem apaixonado, ao seu modo, ao seu tempo, mas era e me despedir dele foi doloroso.

Com os dois reinos sem dinheiro, ambos assinaram o Tratado de Ardres e Henrique VIII garantiu a posse de Bolonha por oito anos, quando então teria que devolver Bolonha para a França pelo preço de dois milhões de coroas. A Inglaterra precisava do dinheiro, pois estava novamente falida. Enquanto isso, o Bispo Gardner continuava em sua incansável luta de adquirir confissões e provas de que a Rainha Catherine Parr fosse uma herege, já que ela era Protestante e Sir Eduward Seymour continuava agindo de acordo com seus interesses, inclusive porque ele também fazia parte dos que eram Protestantes. Além disso, ele tanto fez que o Conde de Surrey finalmente caiu no desagrado do rei, foi acusado de traição e diversas outras ofensas (mesmo que sem provas) e fora condenado à morte. O que o conde desejava era impedir que Eduward Seymour (Lord Hertford), colocasse suas mãos no poder, já que o rei estava tão debilitado e que não viveria até o filho atingir a maturidade necessária para assumir o reino por  sua conta, sem necessitar da interferência de seu tio e tutor. Ainda assim, o Bispo Gardner teve uma imensa surpresa!

A consciência do rei lhe cobrou seus atos e suas ex-mulheres retornaram para lhe cobrar uma postura digna.

Henrique VIII morreu em 28 de janeiro de 1547, seu único filho legítimo tornou-se o rei Eduardo VI aos nove anos, mas morrei seis anos depois (aos 15 anos). Houve uma tentativa de evitar que a filha mais velha do rei, a Princesa Mary, se tornasse rainha devido às suas crenças católicas, mas ela foi coroada em 1553 e seu reino foi curto e turbulento. Ela queimou muitos mártires protestantes e ficou conhecida como "Maria, a sanguinária". Sia meia irmã, Elizabeth, a sucedeu em 1558, que conhecida como a rainha virgem, governou a Inglaterra por quarenta e quatro anos e seu reinado foi chamado de "a era dourada". Com Henrique VIII e Elizabeth I, a dinastia Tudor teve ois dois principais monarcas da história da Inglaterra. (fonte extraída diretamente da série).

CHARLES BRANDON, SUA HISTÓRIA E SUAS MULHERES...


Charles Brandon, Duque de Suffolk (1484 a 1545) era o terceiro filho do Sir William Brandon, sendo ele o 1º Duque de Suffolk. Seu pai foi um apoiante do rei Henrique VII da Inglaterra e morreu nas mãos de Ricardo III na batalha de Bosworth Field. Charles Brandon foi educado na corte do rei Henrique VII e tornou-se o melhor amigo do futuro rei Henrique VIII.

Durante a primeira temporada, Charles Brandon foi caracterizado por um "playboy". Ele era inclusive odiado pelo Duque de Buckingham, que queixava-se que a coroa da Inglaterra deveria ser sua e não de Henrique VIII, mas como Charles Brandon era amigo direto e pessoal de Henrique, acabou entrando para o time dos inimigos do duque. Para piorar os sentimentos do duque, Charles Brandon acabou sendo flagrado pelo homem transando com sua filha, Ana Buckingham, que não se mostrou nenhum pouco constrangida ou ofendida. Mais tarde Ana tornou-se mulher de William Compton, amigo de Charles Brandon, e morreu vítima da epidemia que se alastrou pela Inglaterra juntamente com o marido. 


Henrique VIII ficou furioso quando soube que ele se casou secretamente com sua irmã, a Princesa Margaret Tudor, que tinha ficado viúva após o seu curto reinado como Rainha de Portugal. Era o fim da aliança política.


Por interesses, claro, como era o hábito, Margaret Tudor estava noiva do Rei de Portugal, que implorou ao seu irmão, o rei Henrique VIII, para reconsiderar a sua partida. Ele recusou e ela ficou ainda mais irritada por ele ter escolhido Charles Brandon para acompanhá-la até Portugal e apresentá-la ao seu futuro marido. Margaret pressionou Henrique para que ele concordasse que, caso o seu marido morresse, ela poderia se casar com quem ela quisesse; Henrique pareceu assentir, mas não confirmou exatamente. O problema foi que durante a longa viagem marítima até Portugal, ela acabou se envolvendo sexualmente com Charles Brandon e claro, caiu de amores pelo Don Juan Inglês. Margaret casou-se com o velho rei português, que viveu apenas alguns dias até que ela o asfixiasse com uma almofada durante o sono.  Com a fúria de Henrique pela "traição" do amigo e da irmã, ambos são expulsos da corte. Foi o Duque de Norfolk que prometeu intervir em nome de Charles Brandon em troca da ajuda de Brandon para arruinar o seu rival político, o Cardeal Wolsey. O relacionamento de Margaret com Brandon foi infeliz, com ela argumentando que ele só a "amou por uma hora", pois ele continuava a ter casos com outras mulheres. Com o regresso de Brandon à Corte, Margaret exibiu uma aversão óbvia para com Ana Bolena e os seus aliados. Margaret adoeceu de tuberculose e morreu após ver Charles transando com outra mulher. Henrique ficou furioso mais uma vez por Brandon não ter prestado a devida atenção à sua esposa, enquanto Brandon mostrava remorsos ao enterrar MargaretCharles Brandon não amava Margaret, ao contrário, o casamento aconteceu no calor da emoção.


NOTA: Na verdade, Henrique VIII tinha duas irmãs: Margaret Tudor e Mary Tudor. Quem foi casada com Charles Brandon de verdade foi a irmã Mary Tudor, com quem teve dois ou três filhos, se não me engano, mas, na série, eles acabaram fazendo a junção das duas irmãs e criando uma personagem única. A história de asfixia aconteceu apenas na série e não na vida real.

Após a destituição do Cardeal Wolsey como Chanceler, Charles Brandon foi nomeado para a presidência do Conselho Privado de Henrique VIII, mas após a sua promoção, ele mostrou pouco interesse no trabalho do governo, e acabou por deixar essa responsabilidade para o Duque de Norfolk, com quem, em conjunto, presidia o Conselho. Aquele playboy da primeira temporada simplesmente se transformou em um cortesão maduro depois de se casar com Catherine Willoughby, já na segunda temporada. Ele odiava a nova rainha Ana Bolena e, estava sempre trocando farpas com seu outrora aliado Thomas Bolena. Sempre próximo ao rei, um leal súdito, cumpria com todas as determinações de Henrique VIII, mesmo que não concordasse com os mandos e desmandos de seu rei.




Aos 17 anos de idade Catherine Willoughby casou-se com Charles Brandon e com a sua afiada sagacidade, ela motivou Charles Brandon em "manter a sua bonita cabeça", com relação ao marido e seus sentimentos para com Ana Bolena. Como parte do protocolo, ela concordou com a decisão do rei receber em sua casa a comitiva francesa por alguns dias, mas junto a comitiva estava uma francesa que não perdeu tempo em atacar Charles Brandon, que por sua vez, não resistiu e acabou se envolvendo rapidamente com a mulher. Catherine Willoughby perdoou Brandon, dizendo que ele era o único que a fez chorar. Na 3.ª temporada, o seu casamento sofreu com o seu desprezo pela vontade de Brandon não se impor às ordens impiedosas do Rei. Catherine Willoughby chegou a engravidar durante a terceira temporada, mas isso não a satisfez, pois foi justamente quando Charles teve que matar os rebeldes a mando do rei. Em seguida ela perdeu a criança e se afastou completamente da corte. Em todas as ocasiões que Charles estava presente, ele sempre aparecia sozinho. Charles Brandon foi um líder relutante, mais eficiente das forças do rei, enviadas para reprimir brutalmente uma revolta católica. Thomas Cromwell tornou-se seu inimigo e Charles trabalhou incansavelmente até sua queda e morte. Foi justamente na terceira temporada que o casamento com sua amada Catherine Willoughby simplesmente desandou. Após saber qual era a missão do marido, Catherine Willoughby ficou horrorizada com as coisas que o marido teria que fazer e não concordava com ele. Ela passou então a rejeitá-lo, mas ele, apaixonado como era, verdadeiramente, tentou de todas as formas recuperar o amor e o respeito da esposa. Um excelente pai. Seu filho que aparece mesmo na segunda temporada não teve uma explicação muito direta (ou eu que não prestei atenção por motivos óbvios de encantamento e fascinação com a imagem na tela), mas o fato é que o garoto Edward Brandon não era filho de Catherine Willoughby.



Na quarta temporada eles já estavam separados, tanto que ela teve raras aparições. Seu nome era sempre mencionado, mas ela já não era vista. Na concepção de Charles Brandon ele deveria ser fiel ao seu rei e obedecer suas ordens, cumprir suas vontades, mas a esposa Catherine  Willoughby, não concordava com isso, por isso que dedicou ao marido seu completo desprezo. Charles Brandon teve muitos momentos em que ficava claro suas jogadas muito bem arquitetadas, mas na minha visão, suas articulações nunca foram em prol de prejudicar o rei. Ao contrário, ficava claro que quando alguém a quem ele havia se aliado fizesse algo que o desagradasse e demostrasse "traição" para com o rei, ele incansavelmente trabalhava até a destruição desta pessoa. Ele ganhou destaque na quarta temporada durante a guerra da tomada da Bolonha com a França e sem sombra de dúvidas é o meu personagem favorito, até mais que o rei, que muitas vezes me irritou com seu temperamento explosivo, egocêntrico e cruel. 




Durante a batalha de retomada da Bolonha, Charles Brandon acabou Brigitte Rousselot e se apaixonando por ela. Ele não se divorciou de Catherine  Willoughby, mas assumiu Brigitte Rousselot como sua amante oficial e eles viveram juntos até a morte de Charles. As melhores cenas de amor da série são as cenas de Charles Brandon, pois o rei possui sempre aquela relação selvagem com suas mulheres e amantes, sempre muito fogoso e carnal, bem diferente de Charles, que a partir da segunda temporada se tornou um homem quente, sensual e muito romântico e carinhoso. A forma como ele tratava tanto Catherine quanto Brigitte era encantadora.


Pelos relatos históricos que pesquisei, não encontrei nenhuma referência aos relacionamentos de Charles com Catherine ou com Brigitte, mas na série, isso foi bem evidenciado. A cena do enterro de Charles foi muito emocionante, principalmente com o fato de Catherine ter aparecido para o cerimonial. Como ela era a esposa legítima, era dela o direito de permanecer ao lado de Charles. Nem preciso dizer que chorei horrores com a despedida de Charles!


AQUI ESTÃO AS ENTREVISTAS COM O ATOR HENRY CAVILL 

Entrevista com Henry Cavill sobre a primeira temporada!
Entrevista com Henry Cavill sobre a segunda temporada!
Entrevista com Henry Cavill sobre a terceira temporada!
Entrevista com Henry Cavill sobre a quarta temporada!








INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES SOBRE A SÉRIE:

A primeira temporada cobre os acontecimentos entre 1518 e 1530 do reinado de Henrique VIII de Inglaterra, num total de dez episódios, cada um representando um ano.

A segunda temporada cobre os acontecimentos entre 1531 e 1536, durante o reinado de Henrique VIII, num total de dez episódios.

A terceira temporada cobre os acontecimentos entre 1536 e 1540, durante o reinado de Henrique VIII, num total de oito episódios. 

A quarta temporada cobre os acontecimentos entre 1540 e os últimos dias do reinado de Henrique VIII, num total de dez episódios.


ATENÇÃO: Lembrando que para a adaptação do seriado, muitas coisas foram modificadas, outras omitidas e muitas acrescentadas, principalmente quanto a personagens e situações.

Ficha Técnica de Henrique VIII

Nascido em 28/06/1491 e falecido em 28/01/1547, Henrique VIII foi o rei da Inglaterra, França e Irlanda por 38 anos. Faleceu aos 56. Teve seis casamentos e apenas 3 filhos: Mary, Elizabeth e Edward.

Suas esposas foram:

Catarina de Aragão (1509 a 1533)
Ana Bolena (1533 a 1536)
Jane Seymour (1536 a 1537)
Ana de Cleves (1540)
Catherine Howard (1540 a 1541)
Catarina Parr (1543 a 1547)

Coincidências ou não, o rei colecionou mulheres com nomes repetidos, assim como em todo reino, muitos personagens possuem o mesmo nome. Pelo que percebi, além de Catarina e Ana, nem o nome Maria, que é tão comum, foi tão repetido como Thomas. Até mesmo Edward teve vários personagens repetidos.

Para quem gosta de história, esta é uma série fantástica, muito bem escrita e muito bem montada. Claro que como eu disse, houveram diversos enfeites na história, afinal, uma boa dose de romance e emoção sempre faz sucesso, além de personagens lindos, bem vestidos. A elegância toma conta do início ao fim da série.

Vale a pena dedicar horas e dias assistindo a série. 

Outro detalhe, esta série é vendida em temporadas separadas ou em um lindo box. Eu recomendo o box, que sai por um preço excelente. O meu box eu comprei no site do Submarino. E ainda tem um link promocional do site com um brinde (tempo limitado)

Espero que tenham gostado desta publicação bem extensa e cheia de spoilers.