26 de fevereiro de 2021

TRILOGIA O INFERNO DE GABRIEL - O JULGAMENTO DE GABRIEL - #02 - SYLVAIN REYNARD

O JULGAMENTO DE GABRIEL - #02 - SYLVAIN REYNARD

Gabriel Emerson e Julia Mitchell se conheceram há muito tempo, quando ela ainda era adolescente, numa noite mágica e confusa. Mas, apesar de todo o sentimento que nasceu entre eles, no dia seguinte seus caminhos se separaram.

Anos depois eles se reencontraram quando Julia começou o mestrado na Universidade de Toronto. Gabriel era um professor enigmático, sedutor e muito arrogante que a atormentava e perseguia. No entanto, o que mais fazia Julia sofrer era ele não se lembrar dela.

Mas nem mesmo o insensível Gabriel é capaz de resistir à profunda conexão que existe entre eles e logo os dois embarcam numa tórrida paixão proibida. Com o fim do semestre e do curso ministrado por Gabriel, eles deixam de ser professor e aluna e enfim estão livres para viver seu amor. Ou pelo menos era o que pensavam.

Na apaixonante sequência de O inferno de Gabriel, Sylvain Reynard constrói uma bela história de amor, da qual os leitores jamais se esquecerão.


NOTA SOBRE O LIVRO:

A paixão platônica de Julia Mitchel se tornou realidade. Juntos, Julia e Gabriel estavam vivendo um amor arrebatador, mas antes de poderem viver um amor livre e sem amarras, o casal teria que enfrentar fortes batalhas. Contra pessoas e contra um sistema. O amor que Julia fazia Gabriel sentir era algo nunca imaginado por ele, nunca sentido de verdade.

O semestre havia terminado, mas ao contrário do que imaginaram, aproveitar alguns momentos juntos, sem pressão e sem medo não foi totalmente possível. Muitas turbulências!

Nem tudo foi ruim (para eles), nem tudo estava perdido. Eles mudaram, estavam diferentes. Seria o efeito do amor que sentiam e recebiam? Não sei! Aquele homem grosseiro e arredio mudou completamente e passou a se comportar como um sonho. Julia perdeu aquele ar de sonsa e se tornou uma moça mais forte e mais segura, porém, não menos chata. Ela tem uns momentos de teimosia que nos deixa loucos.

Quem já leu o primeiro livro se recordará de Christa, uma das alunas do Professor Emerson e que fazia (e faz) de tudo para chamar a atenção do ser desejado. Christa estava longe de saber o que era o amor. Christa só desejava ser o centro das atenções, desejava o corpo de Gabriel e odiava se sentir rejeitada. Pior agora que sabia que Gabriel e Julia estavam juntos. Ela não mediu esforços para separar o casal. Armou uma situação e fez uma denúncia que poderia destruir a vida de ambos.

O momento êxtase total, aquele que vibrei com a reação de Júlia foi quando ela enfrentou a Natalie. Natalie era aquela garota que se envolveu com o ex-namorado da Julia (e que era um idiota). Ela achou que ia assustar a moça, mas levou uma tremenda de uma rasteira.

Quem também resolveu dar o ar da graça foi Paulina, uma pessoa do passado de Gabriel e que tinha uma ligação muito forte com medos e traumas do rapaz. Ele precisou de forças para encarar aquele “algoz” do passado em seu presente.

Eu disse também no primeiro livro que muitas pessoas comparam essa história com 50 Tons de Cinza. Posso afirmar que não tem nada de 50 Tons por aqui. Como todo romance tem as cenas de amor entre os personagens, mas passa longe de ser o que vimos lá. Nesta trilogia temos um vocabulário mais sofisticado. Algumas pessoas não gostam, sabe-se lá os motivos, mas para mim é essencial. Embora muitas vezes procure usar aqui no blog um linguajar mais popular, fazendo até alguns trocadilhos, detesto livros com vocabulário chulo, palavrões e gírias. Um dos motivos pelos quais abandonei alguns ebook’s nacionais.

De um modo geral, apesar das partes em que a Julia irrita demais o leitor com suas manias e teorias, eu gostei e continuo gostando muito desta história. As partes que falam de oturos livros, outras obras, para quem não leu se torna chato, confesso que até pra mim, mas faz parte do cenário e ficou muito bem construído.

Eu recomendo!

25 de fevereiro de 2021

SEMPRE EXISTE UMA RAZÃO - ELISA MASSELLI

SEMPRE EXISTE UMA RAZÃO – ELISA MASSELLI

Maria Clara estava revoltada com a vida. Não entendia por que todos os seus relacionamentos terminavam assim que falasse em casamento ou em algo mais sério. Muito menos entendia por que havia sido abandonada ao nascer e nunca tivera o que mais desejava; uma família! Se conhecesse a história de Sofia, talvez compreendesse que, para tudo, "Sempre Existe uma Razão.”


NOTA SOBRE O LIVRO:

O espiritismo ensina que para tudo que acontece existe um motivo. Aqui nessa história os personagens entenderão que para evoluírem, será necessário passar por algumas coisas.

A personagem principal aqui é Maria Clara. Ela não entendia porque os seus relacionamentos não davam certo e ela não conseguia se casar. Seu objetivo era casar e ter uma família. Ela foi abandonada pela mãe na porta de um orfanato e isso lhe causava uma grande frustração, pois em sua concepção ela nunca havia tido uma família de fato. Era uma moça bonita, loura e olhos claros, trabalhava em um bom emprego, tinha um salário razoável, mas era fraca. Achava que ser feliz dependia de terceiros. Um marido, filhos, em fim! Quando a mãe a abandonou naquele orfanato ela era só um bebê. Sua adoção nunca aconteceu.

Sofia nasceu pobre, mas casou-se com um fazendeiro rico. Teve aulas de etiqueta, estudou, se tornou uma mulher de comportamento adequado para qualquer ambiente. Teve dois filhos. Ricardo e Mauricio. Ricardo era casado com Anita, mas não era muito querida pela sogra. Anita queria muito ter um filho, mas ainda não havia tido o desejo realizado. Tinham muito dinheiro, mas felicidade plena era pouca, afinal, esse dinheiro todo não havia sido capaz de “comprar” um filho. Tratamentos sem resultado. Já Maurício era casado com Stella, por quem Sofia nutria uma preferência e, claro, sabia jogar se fazendo de aliada da sogra.

O marido de Sofia, Pedro Henrique era uma figura política influenciado pela mulher. Sofia não dava ponto sem nó, então, convenceu o marido a criar uma instituição, que levava o nome de Sofia, para cuidar de pessoas carentes. Organizava eventos, bazares, chás beneficentes, tudo visando angariar votos. Viúva, Sofia deu continuidade ao trabalho do marido visando que seu filho Ricardo ocupasse o lugar do pai na carreira pública. Era uma mãe grudentas e que achava que os filhos eram propriedades dela. Por diversas vezes deixou a nora em situação delicada.

A história de Maria Clara e Sofia possuía uma relação que nenhuma das duas imaginava. Maria Clara tinha muitos resgates para serem feitos, mas Sofia tinha muitas coisas para colher das plantações de sua caminhada. A começar por renegar a própria família -, por serem pobres.

Algumas pessoas podem pensar que “nossa, então quer dizer que os sofrimento que eu tenho nessa vida são punições de erros de vidas passadas?”. Eu não penso dessa forma. Eu penso que tudo o que fazemos aqui é porque temos o tal do livre arbítrio, ou seja, é como se fôssemos um agricultor. Não tem como plantar limão e colher morango. Penso que se é verdade que existe reencarnação e voltamos quantas vezes forem necessárias é para que a cada vida possamos aprender mais e não cometer os mesmos erros.

Uma história de resgates, de perdão, de aprendizagem e de caridade.

Eu recomendo

24 de fevereiro de 2021

DOM CASMURRO - MACHADO DE ASSIS

DOM CASMURRO - MACHADO DE ASSIS

Seria a bela Capitu, com seus "olhos de cigana oblíqua e dissimulada", uma adúltera? Teria fundamento o ciúme que corrói a alma de Bentinho? Com finura psicológica e incomparável maestria literária, o grande Machado de Assis mergulha na vida interior do protagonista-narrador, mostrando como a dúvida embaça as emoções e mistura real e imaginário, passado e presente. Uma obra-prima da literatura universal.


NOTA SOBRE O LIVRO:

Dom Casmurro foi publicado a primeira vez em 1899. A história mostra o olhar crítico do autor para com a sociedade da época, através de seus personagens, além do tema principal, que é o ciúmes. Algumas pessoas costumam dizer que os personagens principais da história são Capitu e Bentinho, mas eu digo que o personagem central é o ciúmes. É ele quem domina a história e a vida do narrador e mais, foi trabalhado com tanta sabedoria que mesmo depois de 122 anos de existência ainda causa discussão. Capitu traiu ou não trai Bentinho?

A história é narrada em primeira pessoa pelo Bentinho, quando estava próximo dos 60 anos. 

Casmurro: indivíduo fechado em si mesmo, sorumbático, teimoso, ensimesmado, obstinado.

O título de Dom Casmurro se dá porque certa vez um poeta tentou ler para Bentinho alguns versos de seu poema em um trem. Como Bentinho acabou cochilando, o rapaz sentindo-se irritado e constrangido, passou a chamá-lo desta forma. Bentinho chama essa narrativa de  sua história de "atar as duas pontas da vida". A trama começa por sua infância e o casarão da rua Matacavalos em que vivia com a família até seu final.

Bentinho era filho único. O pai, Pedro Albuquerque Santiago, havia falecido e ele viva apenas com sua mãe, dona Glória, mulher muito religiosa. Antes de Bentinho nascer, ela havia feito uma promessa que, se seu próximo filho fosse um menino, que ele seria padre. Isso aconteceu porque dona Glória perdeu o primeiro filho.

Certo dia Bentinho ouviu uma conversa entre José Dias e Dona Glória, em que a mãe relatava a intensão de enviar o filho ao convento. Nesta conversa com José Dias, Dona Glória ficou sabendo da amizade próxima que o filho tinha com Capitolina.

Bentinho ficou revoltado com José Dias, que o entregou para a mãe expondo sua proximidade com Capitu. Após ouvir o relato de Bentinho, Capitu começou a planejar um jeito de livrar Bentinho do seminário, mas, todos os esforços foram em vão. Bentinho foi enviado para o seminário mesmo contra vontade, porém, antes de partir, beijou Capitu prometendo voltar e se casar com ela.

Capitolina (Capitu) era só uma menina que foi se transformando em uma mulher inteligente, prática e de personalidade marcante. Ela se tornou dona do romance completamente. Sua personagem foi tão bem construída pelo autor, que ela consegue envolver o leitor na trama, seduzi-lo e fazê-lo gostar de sua sensualidade. Ela também era misteriosa e enigmática. 

José Dias não era um membro da família, era o chamado "agregado". Ele surgiu, um dia, quando o pai de Bentinho ainda era vivo, se dizendo médico homeopata, foi se encostando e ficando. Sabia como agradar a todos e se fazer necessário. Com o tempo foi ganhando certa autonomia sobre a família, como se realmente dela fizesse parte. Sabia jogar dos dois lados, ou seja, uma hora incentivava a mãe de Bentinho a enviar-lhe ao seminário e em outra hora se moldava às vontades de Bentinho, que queria fugir de lá. Eu diria que era um sujeito duas caras e que fazia a política da boa vizinhança para não ficar mal com ninguém e assim ter o que queria.

Dona Fortunata e Senhor Pádua eram os pais de Capitu e viam na possibilidade de relacionamento o passaporte para a mudança de vida, ou seja, naquela época já haviam pessoas interessadas em se darem bem com casamentos arranjados. O famoso golpe do baú. Capitu, diferente dos pais, amava Bentinho de verdade, tanto que esperou por ele enquanto esteve no convento. Nesse ponto eu não acredito que ela tenha sido interesseira.

No seminário Bentinho conheceu Ezequiel de Souza Escobar, com quem estreitou os laços de amizade. Em uma de suas visitas à família, Bentinho levou Escobar com ele e Capitu conheceu o amigo de Bentinho.

Foi durante o período que Bentinho esteve no seminário que Capitu acabou se aproximando de Dona Glória, que convivendo com a garota, passou a enxergá-la com outros olhos e fazer gosto pela relação com o filho. O problema era que ela não sabia como fazer para se livrar da promessa que havia feito. 

Obs: Que mania que certas pessoas tem de fazer promessas para os outros cumprirem. Por que ela não prometeu ficar um ano sem comer chocolate ou cinco anos sem tomar Coca-Cola? Não, ela tinha que prometer que o filho seria padre! (risos). Estou pensando seriamente em fazer uma promessa que alguém cumpra por mim.

Então, Escobar malandramente descobriu um jeito de modificar a promessa de Dona Glória, livrando a cara de Bentinho, que abandonou o seminário e foi estudar Direito no Largo São Francisco (São Paulo/SP), tonando-se advogado.

OBS:
Para quem não conhece, a Universidade de Direito do Largo São Francisco tem mais de 190 anos de existência e já formou diversas personalidades. Não só no curso de Direito, mas em outras áreas, como a literatura por exemplo. Está localizada no Largo São Francisco no centro da cidade de São Paulo. Sua arquitetura é fantástica e muito imponente. Ela é parte da história cultural de São Paulo e foi palco de importantes movimentos sociais e políticos.

Finalmente Bentinho se casou com Capitu e Escobar se casou com Sancha, que era amiga de Capitu dos tempos de escola. Os dois casais eram bem unidos. Logo Escobar e Sancha tiveram uma filha, mas Bentinho e Capitu não tiveram a mesma facilidade de imediato. Somente alguns anos depois foi que Bentinho e Capitu tiveram o primeiro filho. Originalidade à parte, a filha de Escobar e Sancha foi batizada com o nome de Capitolina enquanto que o filho de Bentinho e Capitu foi batizado de Ezequiel.

Foi quando Bentinho passou a ver as semelhanças que o filho tinha com o amigo Escobar (Ezequiel) que ele começou a desconfiar da fidelidade da esposa.

Infelizmente Escobar acabou morrendo afogado em um dos passeios que fizera à praia. 

Em um momento de fúria e desatino, Bentinho tenta matar o filho, mas Capitu entra na sala surpreendendo-o e em tempo de ouvir o marido dizer ao garoto que não era seu pai. Capitu lamentou. Segundo ela, o ciúme foi despertado pela casualidade da semelhança entre o amigo falecido e o filho.

Após inúmeras discussões, o casal acabou se separando. Para encobrir a nova condição, arranjaram uma viagem para a Europa. Algum tempo depois Bentinho retornou sozinho e Capitu acabou morrendo na Europa. Ezequiel tentou reatar a relação com o pai, mas seu objetivo não teve sucesso, pois Bentinho não superava a semelhança do filho com o amigo e o sabor da traição.

Durante uma pesquisa arqueológica que Ezequiel fazia em Jerusalém, acabou contraindo a febre tifoide e morreu. Triste e amargurado, Bentinho construiu uma casa na rua Matacavalos que era a reprodução de sua casa de infância. Sozinho, sem ninguém e infeliz, desdenhou dizendo que restava apenas escrever uma nova história, então, sobre os subúrbios.

Impossível falar deste livro sem revelar spooler, até porque, todo mundo sabe o que aconteceu, mas esta é uma obra que permite isso. Necessita dessa revelação para poder falar dela com dignidade.


Bentinho sempre foi apaixonado por Capitu, mas o ciúmes falou mais alto que tudo. Em nenhum momento ela assume um envolvimento com Escobar então, não sabemos até que ponto era verdade. Ela poderia ser dissimulada ao ponto de negar até a morte ou seria esta traição realmente fruto da imaginação e do ciúmes de Bentinho?

Machado foi mestre e conseguiu seu intento, que era provocar no leitor além de unir temas como classes sociais e suas diferenças, amor, traição, ciúmes e solidão.

Eu recomendo esta leitura, releitura quantas vezes por possível.


NOTA SOBRE O AUTOR:

Conhecido como Machado de Assis, Joaquim Maria Machado de Assis foi e continua sendo um dos maiores nomes dentro da literatura brasileira. Eu digo que seria o maior. Nasceu em 21/06/1939 e faleceu em 29/09/1908, no Rio de Janeiro, deixando uma obra impecável e que eu creio ser muito difícil de ser superada algum dia. Quando fiz faculdade de Letras na FMU-SP tive o prazer de ter aula com o melhor professor de Literatura Brasileira (Prof. Ricardo Miyake) e garanto que não conheço outro alguém com mais conhecimento sobre Machado de Assis do que ele. Foi então que Dom Casmurro passou a ser minha obra favorita.

Sendo assim, esta não seria uma postagem tão simples. Falar de Machado de Assis e Dom Casmurro é uma responsabilidade muito grande.

Clique aqui e tenha acesso às obras de Machado de Assis diretamente pelo Portal do Mec. Segundo o Mec "O projeto de edição das obras de Machado de Assis em formato digital foi pensado, primeiramente como parte das atividades que marcam a vida e obras do autor, além de responder à necessidade de ampliar o acesso a sua obra, aos estudantes dos diferentes níveis e ao público leitor em geral." (Este parágrafo foi retirado na íntegra do Portal do Mec).


Nota de Rodapé: A minha edição do livro tem esta capa, publicada em 1975. Sim, a edição é um pouco mais velha que eu, mas foi uma "herança" recebida. Apego 100%

Boa leitura!

23 de fevereiro de 2021

MELANCIA - MARIAN KEYES

MELÂNCIA - MARIAN KEYES

Com 29 anos, uma filha recém-nascida e um marido que acabou de confessar um caso com a vizinha, Claire Walsh se resume a um coração partido e um corpo inteiramente redondo, aparentando uma melancia. Não tendo nada melhor em vista, ela volta a morar com sua excêntrica família.


NOTA SOBRE O LIVRO:

Este foi o primeiro e único livro lido desta autora. Alguns outros títulos até fazem parte de uma lista interminável de leituras desejadas, mas sinceramente ainda não consigo dizer se gostei ou não do livro. Leitura de 2009, estou trazendo somente agora para o blog, pois nessa fase de arrumação, notei que não havia comentado nada sobre ele.

Claire é a personagem principal desta história e estava passando por uma fase meio conturbada. Ela acabou de ter uma filha e no dia seguinte ao nascimento de Kate – a bebê -, o marido de Claire foi embora para viver com a amante. Sem rumo certo na vida, Claire abandonou a Inglaterra e voltou para a casa dos pais na Irlanda com uma filha nos braços.

Sua família não era nada convencional, mas todos tiveram que se adaptar ao constante mau-humor de Claire, choros, alcoolismo, desleixo com a própria aparência, choradeira e a negligência nos cuidados com a filha. Sua crise era grande e ela sofria demais com tudo.

Claire foi tentando se recuperar da traição e começou a se ambientar em um novo mundo sem o marido, mas não foi fácil. Ela foi passando por várias etapas como um jogo de vídeo game. Da tristeza ao ódio mortal até que se cansou dela mesma e tentou de verdade se erguer. Foi neste momento que surgiu Adam, um universitário mais novo por quem ela se interessou, sendo recíproco, claro.

Clarie fez tanto drama que o que era para ser triste acabou sendo uma comédia, então, é normal que em alguns momentos da leitura a gente se pegue dando umas risadas, mas eu esperava um pouco mais da história.

18 de fevereiro de 2021

GRETA - MÔNICA DE CASTRO

GRETA - MÔNICA DE CASTRO

Um momento de distração da babá, um acidente, uma criança morre. Os pais, inconformados, expulsam a babá. Os fatos se espalham, e ela, esmagada pela culpa, não consegue mais emprego.

Então a babá amorosa se transforma em GRETA, uma mulher sensual que tenta sobreviver como pode.

A mãe do menino não consegue lidar com a dor da perda; afunda na depressão afastando-se do marido, que procura conforto fora do lar.

Por que uma criança saudável, alegre, morre de repente? Como vencer a dor da perda e continuar vivendo? O que fazer quando a motivação vai embora e tudo parece perdido?

Só a sabedoria da Vida tem todas essas respostas. Apesar das dificuldades das pessoas envolvidas pelo materialismo do mundo, ela vai conduzindo os fatos, arrancando os véus do desconhecido, revelando o que acontece depois da morte.

Quem parecia morto continua vivo em outra dimensão. O "nunca mais" é abolido. O que parecia injusto, tem uma razão justa.


NOTA SOBRE O LIVRO:

Um cenário forte e muito delicado, pois quando envolve criança, a coisa aperta.

Tudo começa em uma mansão em que moravam o casal e um filho prestes a completar 5 anos. Por um descuido da babá, o menino, Tiago, acaba sofrendo um acidente e morre afogado na piscina da casa. Não bastasse a dor da culpa, a babá não conseguia mais emprego, então, acabou sendo acolhida na “Esfinge de Ouro”, um prostíbulo famoso e luxuoso da década de 70, então, eis que surge “Greta”.

Greta não foi forçada a trabalhar como prostituta no lugar, até porque um dos donos se apaixonou por ela e queria tê-la para si de todas as formas. Como ela não correspondia aos sentimentos do homem, sua opção foi trabalhar para o “sexo” e sair da faxina, pois assim poderia conquistar independência e gerar mais lucro para os donos que a acolheram. Uma forma de agradecimento pelo que tinham feito. Fácil? Claro que não, Greta despertou a ira de Soraya assim que chegou ao prostíbulo. Primeiro porque Soraya não achava justo que a novata não utilizasse o corpo para sustentar a casa e depois, porque Greta passou a ser a atração do lugar.

Seu sucesso também acaba atraindo Mauro, um cliente e advogado sem escrúpulos, grosseiro, horroroso em todos os sentidos e que tinha um comportamento bem duvidoso. Mauro se apaixonou por Greta, mas ela não correspondia a ele. Greta estava envolvida com outra pessoa, outro cliente. Um alguém ligado ao seu passado.

Até aqui estamos falando sobre a parte da história. O que vem a seguir é o que fala a espiritualidade, os motivos pelos quais aquelas pessoas foram unidas e por qual motivo o menino teve que desencarnar tão cedo, de forma tão trágica. Claro que essa parte é a mais difícil de aceitar, mas faz parte da história, então não tem como negar, não é mesmo? Como não quero seguir pelo caminho de religião, prefiro deixar por conta de cada um tirar suas conclusões.

Eu particularmente gostei muito da história, gosto muito deste gênero literário e espero que vocês também gostem. Se alguém escolher ler esse livro depois de ter esta nota, deixe nos comentários. Isso ajuda muito a escolher o que trazer para vocês.

Boa leitura.

14 de fevereiro de 2021

TRILOGIA O INFERNO DE GABRIEL - O INFERNO DE GABRIEL - #01 - SYLVAIN REYNARD

O INFERNO DE GABRIEL - #01 - SYLVAIN REYNARD

A salvação de um homem. O despertar da sexualidade de uma mulher. 

Enigmático e sedutor, Gabriel Emerson é um renomado especialista em Dante. Durante o dia assume a fachada de um rigoroso professor universitário, mas à noite se entrega a uma desinibida vida de prazeres sem limites. 

O que ninguém sabe é que tanto sua máscara de frieza quanto sua extrema sensualidade na verdade escondem uma alma atormentada pelas feridas do passado. Gabriel se tortura pelos erros que cometeu e acredita que para ele não há mais nenhuma esperança ou chance de se redimir dos pecados.

Julia Mitchell é uma jovem doce e inocente que luta para superar os traumas de uma infância difícil, marcada pela negligência dos pais. Quando vai fazer mestrado na Universidade de Toronto, ela sabe que reencontrará alguém importante – um homem que viu apenas uma vez, mas que nunca conseguiu esquecer. 

Assim que põe os olhos em Julia, Gabriel é tomado por uma estranha sensação de familiaridade, embora não saiba dizer por quê. A inexplicável e profunda conexão que existe entre eles deixa o professor numa situação delicada, que colocará sua carreira em risco e o obrigará a enfrentar os fantasmas dos quais sempre tentou fugir. 

Primeiro livro de uma trilogia, O inferno de Gabriel explora com brilhantismo a sensualidade de uma paixão proibida. É a história envolvente de dois amantes lutando para superar seus infernos pessoais e enfim viver a redenção que só o verdadeiro amor torna possível.


NOTAS SOBRE A TRILOGIA

Esta é a terceira vez que leio esta trilogia.

Gabriel O. Emerson era professor na Universidade de Toronto. Rigoroso, chato, prepotente, arrogante, grosseiro e preconceituoso. Um dos mais conceituados profissionais, especialista em Dante Alighieri e domo de uma fortuna inimaginável.

Julia Mitchel era aluna bolsista na universidade. Dona de uma pobreza absurda, dessas de chegar a passar fome e frio. Personalidade humilde, fraca, submissa. Por trás disso tudo um passado do qual gostaria de não lembrar e se livrar. Seu objetivo de estudo é justamente se especializar em Dante. Assim sendo, Gabriel passa a ser seu orientador.

Não gosto quando dizem que este livro é outro 50 tons de cinza simplesmente porque não concordo. Apesar do molde onde o homem é extremamente rico e a mulher é extremamente submissa, um não tem nada haver com o outro. São contextos diferentes, problemas diferentes e uma relação diferente.

Com todos os problemas que Gabriel enfrentou nos últimos anos, que serão revelados ao longo da história, os dois personagens possuem uma ligação justamente com o passado.

Gabriel carrega uma bagagem de arrogância e grosseria fora de série. É alguém difícil de amar, porém, isso muda completamente de figura quando ele se dá conta da necessidade que tem de Julia em sua vida. Mesmo sendo um homem completamente perturbado pelo seu passado, ele se vê perdidamente apaixonado por Julia e não tem como se afastar.

Não é uma leitura muito fácil, onde o autor fala muito de literatura, escultura, música e pintura. Algo diferente do que estamos habituados a ver/ler.

Um romance que se torna proibido porque segundo as regras da universidade, alunos e professores não podem se relacionar. A infração implica em severas punições. Depois de anos de separação, dores, sofrimentos, apagões, como eles vão superar os medos e problemas atuais, até porque, não é só contra os problemas pessoais que eles terão que lutar, mas também contra pessoas dispostas a destruí-los.

6 de fevereiro de 2021

O AMOR É PARA OS FORTES - MARCELO CEZAR

O AMOR É PARA OS FORTES - MARCELO CEZAR

O amor é para os fortes, nos ensina que não existe a relação perfeita, mas sim, a relação possível. 

Edgar é um jovem romântico, apaixonado por sua esposa Denise, que não o ama e está emocionalmente envolvida com Leandro, um bem sucedido executivo carioca, casado com Letícia, que só se relaciona com Denise em busca da intimidade que não existe mais em seu casamento.

Por meio de uma história envolvente, passada nos tempos atuais, o romance retrata as ilusões afetivas na busca de uma relação perfeita, e mostra que é na relação possível que a alma vive as experiências mais sublimes, decifra os mistérios do coração e entende que o amor é destinado tão somente aos fortes de espírito.


NOTA SOBRE O LIVRO:

Comprei este livro em 2014, mas só agora ele me escolheu para ser lido.

História forte...

Em "O AMOR É PARA OS FORTES" vamos conhecer os personagens centrais, que são: Denise, Edgar, Leandro, Letícia, Marina e Jofre.

Tudo começa com uma relação que tem o prazo de validade vencido. O casamento de Edgar e Denise. Enquanto ele era um homem "romântico" e "apaixonado", porém muito fraco e submisso. Denise era complemente oposta. Fria, calculista, manipuladora, egoísta, interesseira e extremamente grosseira. Ela trabalhava em uma rede de lojas que estava ligada a empresa em que Leandro trabalhava. Marina era sua assistente e Jofre era o irmão "sumido" do Marina.

Desde o falecimento do sogro que a relação de Leandro e Letícia vinha esfriando. Ele amava a esposa, mas a rejeição fazia com que ele procurasse em outra mulher apenas o sexo. Ele deixava claro que a família dele estava acima de qualquer coisa e que jamais deixaria a esposa para ficar com mulher nenhuma, muito menos Denise. Sendo Denise quem ela era, capaz que ela aceitaria ser rejeitada e passada para trás. Letícia também amava o marido, mas algo a impedia de se entregar a ele, então, apenas eram mantidas as aparências. Letícia estava sendo influenciada pelo espirito do pai falecido, que nunca aprovou o genro.

Denise acabou conhecendo Jofre, o rapaz que ela nem sonhava que fosse irmão de sua assistente, Marina. Ambos perderam o contato há muito tempo e Marina não tinha a menor saudade do irmão problemático.

Denise era intragável e aprontou poucas e boas. Teve o que mereceu, mas eu achei que merecia muito mais. Achei que se tivesse esticado um pouco mais, o autor teria dado um final mais digno a ela. Digno de punição por tudo que ela fez. Achei que apesar dos pesares, o pagamento foi pouco. Marina acabou sendo recompensada, mas esse spoiller eu vou ter que dar. O par que arrumaram para ela, ao meu ponto de vista, não tinha nada haver com ela. Ela merecia outra pessoa mais condizente com o perfil dela. Senti que de repente o autor deu uma acelerada para o final e ficaram algumas brechas.

De um modo geral dou 4 estrelas.

Se alguém já leu, deixe seus comentários!

27 de janeiro de 2021

MEDO DE AMAR - MARCELO CEZAR

 

MEDO DE AMAR - MARCELO CEZAR

A trama se passa em São Paulo, no início da década de 1970, quando o país vivia em plena ditadura militar e pretende mostrar que todos estão à procura da felicidade e da realização dos anseios da alma, mas muitos ainda não compreenderam que tudo isso depende do modo como se investe o poder de crer no bem...


NOTA SOBRE O LIVRO: 

Este é um romance espírita. 
Gosto muito da forma como o autor escreve e como ele amarra as situações. Muito embora ele passe o ensinamento que cada um colhe o que planta e apesar do final que teve Maria Lúcia, achei que ela não pagou pelos seus erros, assim como Henrique, o seu parceiro de maldades, intrigas, ambições e egoísmos.

Também achei Marinês, a irmã de Maria Lucia muito cordata. Ou esse povo não tem sangue nas veias ou eu ainda preciso aprender muito na minha vida, porque tudo que passaram e aguentaram, eu não aguentaria.

Maria Lucia era uma garota de família pobre e obviamente, interesseira, ambiciosa e egoísta. Pouco se importava com as pessoas, com o sentimento delas e não tinha respeito por ninguém. A relação com a mãe e a irmã era péssima e somente o pai a protegia. Tanto fez que conseguiu se casar com um homem rico e de família importante.

Henrique era seu parceiro (e nem de amigo podemos chamar), homossexual e que tinha os mesmos propósitos que Maria Lucia. Apenas se dar bem. Não tinha afeto por ninguém. Tudo em sua vida vazia se resumia em se dar bem ou se vingar das pessoas. Envolvido com gente barra pesada aprontou poucas e boas. 

Vários personagens se cruzam e a história se passa na década de 1970 durante o período da ditatura militar e chega até meados de 1996. 

O único spoiller que vou dar é que passados alguns anos, um dos personagens da história está relacionado ao acidente aéreo que ocorreu no ano de 1996 no bairro do Jabaquara, em São Paulo. Lembram do avião da TAM que caiu sobre 8 casas pouco tempo após decolar do aeroporto de Congonhas em que vitimou cerca de 99 pessoas? Este mesmo!

Como eu sempre digo, para quem não acredita em vidas passadas, reencarnação, espiritismo, leia o livro de mente aberta, de forma a viajar pela história. Alguma mensagem você irá tirar daqui. Eu sinceramente ainda estou meio anestesiada pelo término da leitura, mas no meu ponto de vista, o livro merece 5 estrelas.

Boa leitura

19 de janeiro de 2021

DESEJO. ATÉ ONDE ELE PODE TE LEVAR? - MÔNICA DE CASTRO

DESEJO. ATÉ ONDE ELE PODE TE LEVAR? - MÔNICA DE CASTRO

O que move o desejo? A paixão, a coragem, a força? A obsessão de uma mulher, que desafiou o seu próprio destino para viver um amor proibido. Uma história arrebatadora, que vai desafiar tabus e expor um amor atormentado, originado em vidas passadas.


NOTA SOBRE O LIVRO:

Trata-se de um romance espírita, escrito por Mônica de Castro.

A primeira parte do livro conta a história de Daniela e Daniel. 

Eles vieram, nesta encarnação, como irmãos gêmeos e você precisará ter a mente aberta para esta leitura. Primeiro por se tratar de um romance espírita, pois muitas pessoas não acreditam nisso. Segundo porque a relação dos dois é muito forte e até certo ponto destrutiva. Muitas pessoas acabam sendo envolvidas na história deles.

A segunda parte do livro fala mais dos ensinamentos. Quando Daniela chega a uma das colônias (nome dado ao lugar para onde os espíritos seguem após o desencarne), ela vai aprender a se curar das feridas de seu espírito, vai aprender mais sobre tudo que se passou até aprender a se perdoar. Não que seja fácil. Pelo relato que ela nos trás podemos observar que não há passe de mágica.

Não quero entrar demais em detalhes para não revelar o conteúdo, mas há muito ciúmes, muita obsessão, muita mentira e muito desafio para todos os envolvidos. 

Boa leitura

12 de dezembro de 2020

LEMBRANÇAS QUE O VENTO TRAZ - #03 - MÔNICA DE CASTRO

LEMBRANÇAS QUE O VENTO TRAZ - #03 - MÔNICA DE CASTRO

Este é o final da trilogia que se iniciou com o livro Sentindo na Própria Pele, passando por Com o Amor não se Brinca até chegar a este, Lembranças que o Vento Traz, que encerra a história da família Sales de Albuquerque e da escrava Tonha, que a ela se ligou por laços de amor e ódio do passado.

A vida nos ensina muitas coisas. Tudo aquilo que nosso coração teima em não enxergar a vida coloca diante de nós, para que possamos empreender uma auto-reflexão e modificar atitudes que não condizem mias com a nossa necessidade de evolução.

Assim é com Clarissa. Desde sua saída do então próspero Vale do Paraíba, até a ida para a distante e isolada Cabo Frio, a vida tentando mostrar-lhe a necessidade de desapego do orgulho como forma de facilitar o seu crescimento espiritual.

Mas se desapegar nem sempre é tão fácil, por causa das Lembranças que o Vento Traz.


NOTA SOBRE O LIVRO:

Chegou ao fim a história da família Albuquerque. Sem medo de errar, afirmo que esta é uma história que daria uma excelente série na Netflix, porque a trama que envolve essa família, as gerações, o período entre a escravidão e a abolição da escravatura, o ódio e o rancor que cerca alguns personagens, as provações pelas quais outros precisam passar, o cenário onde tudo ocorreu é simplesmente fantástico.

A sequência dos livros é:

1) Sentindo na própria pele
2) Com o amor não se brinca
3) Lembranças que o vento traz

Nesta fase a escrava Tonha já desencarnou, mas segue como um tipo de protetora de Clarissa, que era a neta de Rodolfo (o gêmeo mau), filha de Fortunato e Flora e irmã de Luciano e Valentina.

A família Albuquerque, rica outrora, encontrava-se em uma situação financeira muito séria, à beira da falência, devido a pragas nas plantações da família. Como alternativa para saldar as dívidas, Fortunato deu a mão da filha Clarice em casamento com Abílio, um joalheiro rico, porém, bem mais velho que Clarissa, que contava com apenas 19 anos enquanto Abílio contava com 40.

Clarissa entra em desespero ao saber que foi literalmente vendida, mas a única pessoa que não se compadeceu de sua agonia foi a irmã Valentina. Outra geração, mas os mesmos sentimentos de raiva, inveja e antipatia. Foi em um sonho que Tonha, a protetora, aconselhou Clarissa a aceitar seu destino e aos poucos, a moça soube das ligações que tiveram em outra vida e entendeu porque precisaram voltar todos juntos outra vez.

Abílio era viúvo e com dois filhos. Um homem grosseiro e misterioso. A esposa, Leonor havia se suicidado e a casa onde moravam estava um caos, pois não haviam empregados e apenas a pequena Angelina, filha de Abílio.

A leitura flui facilmente e é bem cativante. Também há um mistério envolvendo Leonor. Não consigo dizer qual dos três gostei mais, pois encaro como sendo uma história única e muito bem arquitetada. Vale muito a pena ler.

Eu recomendo

9 de novembro de 2020

SENTINDO NA PRÓPRIA PELE - #01 - MÔNICA DE CASTRO

SENTINDO NA PRÓPRIA PELE - #01 - MÔNICA DE CASTRO

Através das histórias da escrava Tonha, veremos que o preconceito e o julgar o próximo trazem a nós situações semelhantes, pois só sentindo na própria pele saberemos verdadeiramente respeitar a todos.

"Nada substitui a experiência.

Entretanto, quando apressamo-nos em julgar as atitudes alheias segundo nossos próprios padrões, acreditamos estar de posse da verdade. Quanta ilusão! Como saber o que vai no íntimo dos outros? Como avaliar emoções que nunca sentimos?

A vaidade faz crer que sabemos a melhor solução para o problema dos outros. A sabedoria da vida tenta mostrar-nos o relativismo do julgamento, trabalhando a inteligência de várias formas, mas se resistirmos, apegados aos próprios conceitos, ela coloca em nossa vida uma situação igual à que criticamos, para que, sentindo na própria pele, possamos compreender esse relativismo e aprender a respeitar os outros como a nós mesmos."


NOTA SOBRE O LIVRO:

Não estranhe o fato deste livro ser postado com data posterior ao livro 02 desta trilogia, pois como eu disse na nota do segundo, não sabia que se tratava de uma trilogia, não me atentei a este fato, então, agora, até alguns fatos se justificam.

A sequência dos livros é:

1) Sentindo na própria pele
2) Com o amor não se brinca
3) Lembranças que o vento traz

A personagem central aqui é Tonha, a escrava que foi vendida pelo chefe da aldeia africana em que vivia e trazida ao Brasil no Navio Negreiro. No Brasil ela foi ser escrava de Licurgo, que presenteou a filha Aline (fruto de seu primeiro casamento) com Tonha para fazer-lhe companhia. Foi graças a amizade que Aline e Tonha estreitaram que os escravos passaram a ser defendidos por Aline.

Licurgo (que era viúvo) anunciou o casamento com Palmira, mãe de Camila e Cirilo e tia de Inácio e Constância. Aline e Cirilo se apaixonaram enquanto que Constância nutria um amor platônico (para não ser dizer psicopata) por Inácio. Inácio, jovem médico se apaixonou pela escrava Tonha.

Inconformada com a rejeição, Constância se une a dois empregados da fazenda para se vingar de Tonha e as coisas desandam.

Se nos dias atuais conhecemos tantas histórias de preconceito, imagine naquela época. Principalmente envolvendo uma escrava.

Uma leitura cativante e que te deixa de queixo caído com o desenrolar da trama.

Eu recomendo, porém, se puder, leia na ordem para não se perder em alguns pontos como eu me perdi, por ter lido fora de ordem.

17 de outubro de 2020

NINGUÉM É DE NINGUÉM – ZÍBIA GASPARETTO

NINGUÉM É DE NINGUÉM – ZÍBIA GASPARETTO

Há quem pense que sentir ciúme é provar que se ama ardentemente. Até descobrir que ele transforma sua vida amorosa em dolorosa tragédia que termina em amarga separação. Se fizermos as contas, perceberemos que sofremos mais com as pessoas que amamos do que com aquelas que nos odeiam. O que você chama de amor não será apenas paixão? Você vive se inferiorizando por não conseguir atingir os seus vaidosos ideais e sempre escolhe alguém que terá a terrível tarefa de fazê-lo sentir-se melhor. Tortura essa pessoa para que ela lhe dê uma exaustiva atenção, a mesma que você se nega. Luta para ser o dono absoluto do outro, como se o fato de gostar lhe desse esse direito. Está história o fará refletir sobre o falso e o verdadeiro amor e perceber que a vida afetiva é um constante exercício de autodomínio. No final descobriremos que só possuímos a nós mesmos, pois ninguém é de ninguém.


NOTA SOBRE O LIVRO:

O título do livro poderia resumir tudo. Ninguém é de ninguém.

Roberto e Gabriela eram casados, mas ele sempre se sentiu inferior à mulher, sempre inseguro e sempre se julgando menos que ela, simplesmente porque a mulher estudou mais que ele, era uma mulher decidida, inteligente, bonita, que sabia o que queria da vida e assumiu o sustento da casa quando ele levou um golpe do sócio. Gabriela ainda foi promovida e passou a ter um salário maior do que o que já tinha. Com isso, a insegurança de Roberto falou mais alto do que tudo e ele passou a imaginar coisas que não existiam, dentre elas, que a esposa tinha um caso com o chefe.

Roberto negligenciou a própria vida, por fraqueza e passou a infernizar a vida de Gabriela. Em contrapartida, a mãe de Roberto, ao invés de enxergar que o filho estava obcecado, alimentava ainda mais as fantasias dele, sempre tratando ele como um pobre coitado.

Quem aguenta viver com alguém assim? Não tem amor que resista tanta pressão, tanta desconfiança, tanta cobrança, tanto ciúmes, tanta perseguição e uma pessoa de mente tacanha. Gabriela estava esgotada de tudo que vivia com o marido.

Roberto chegou a recorrer a processos de magia negra com a intenção de fazer com que Gabriela fosse submissa a ele, que fosse a mulher que ele pudesse dominar e assim, na sua imaginação, sentir-se mais homem.

Paralelamente à história de Roberto e Gabriela, temos Renato (o chefe de Gabriela) e sua esposa Gioconda. Nesta relação o inferno é ao contrário. Gioconda era uma mulher mimada, fútil, vazia, cheia de vontades, que não trabalha e que se faz de doente para chamar a atenção. O que mantém o casamento é o lado paternal de Renato. Por seus filhos ele exige de si cada vez mais paciência para lidar com a esposa.

São dois casamentos arruinados.

Essa e o tipo de história que você ama ou odeia e simplesmente pelo tipo de relação que estes casais viveram e por todas as consequências finais de cada um.

O principal desse tipo de romance nem é a história em si, mas sim a mensagem que há por trás dos exemplos de vida, dos personagens e seus comportamentos, sabendo que tudo que praticamos influencia diretamente em nossa vida e na vida das pessoas que nos cercam.

É revoltante o comportamento de Roberto e Gioconda? Claro que sim. E quantos deles não existem espalhados por aí? Haja visto o número de assassinatos, que agora, simplesmente são classificados como feminicídio. Este livro foi lançado no ano de 2000 e 20 anos depois continua sendo muito atual e, infelizmente, continuará sendo, porque sempre haverá diversos Robertos esparramados pelo mundo. Esse tipo de psicopatia não está estampado na testa e muitos só se revelam depois de algum tempo, quando até para se livrar deles virou uma missão quase impossível.

Leia, reflita!

Eu recomendo

26 de abril de 2020

CUPOM VALIDO

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26 de março de 2020

SE ABRINDO PRA VIDA - ZÍBIA GASPARETTO

SE ABRINDO PRA VIDA - ZÍBIA GASPARETTO

O livro Se Abrindo Para a Vida narra a vida de Jacira, uma mulher que, entristecida e anulada de suas próprias vontades, descobre no amor próprio a chave para a superação. Uma história que nos levará a acreditar que quando nos abrimos para a vida descobrimos que a felicidade é o destino de todos.


NOTA SOBRE O LIVRO:

Aqui, a personagem central do livro é a Jacira. Ela tem 38 anos e é considerada solteirona e está totalmente descontente com a vida que leva. Vive em função dos pais e encontra-se muito esgotada com a rotina de seus dias. Os pais estão naquela zona de conforto por terem uma filha que zela por eles, mais por obrigação do que por prazer. Acaba sendo mais uma empregada do que uma filha. Jacira trabalha em uma oficina e o salário é insuficiente. Enfrenta dias exaustivos e quando chega em casa ainda tem que exercer a segunda jornada de trabalho.

Quem aguenta viver assim por muito tempo? Tudo na vida tem limite, tudo cansa e quando você faz, faz, faz e não enxerga retorno, bate uma grande revolta. Com Jacira este sentimento de "limite" não era diferente. Ela estava descontente.

Há quem diga que a gente atrai aquilo que a gente deseja. Jacira desejava tanto mudar que acabou atraindo para sua vida uma amizade - que ela nunca teve - que iniciou no trabalho. Desta amizade surgiu uma luz no fim do túnel, uma oportunidade de mudança. Junto ao desejo de mudança, à coragem e esta amizade, Jacira passou a empreender em um negócio próprio.

nada foi tão simples, nada foi tão fácil. Jacira enfrentou obstáculos, desmotivação e críticas dentro da própria casa, mas ela não desistiu.

A mensagem principal deste livro, o ensinamento que ele nos dá é que nunca devemos desistir de nossos objetivos, nunca devemos baixar a cabeça quando alguém disser que não somos capazes ou apontar apenas os problemas. Nunca é fácil, mas se acomodar não é o caminho para ser feliz. Nunca devemos deixar as energias ruins ao nosso entorno invadir a nossa vida.

Tem pessoas que são muito pessimistas. Que vê problema em tudo e que tem tanto medo que acaba destruindo sonhos, desmotivando e arrastando o outro para o fundo do poço.

Eu adorei esse livro e recomendo.

19 de março de 2020

VENCENDO O PASSADO - ZÍBIA GASPARETTO

VENCENDO O PASSADO - ZÍBIA GASPARETTO

A inteligência da vida vai mostrar-lhe qual atitude sua está ocasionando seus desafios. Se você aceitar e promover sua melhora interior, então vencerá e o passado passará. A liberdade o tornará mais lúcido e mais feliz. Neste livro, os protagonistas enfrentam esse desafio com sucesso. Mas você terá ainda de enfrentar os seus.

NOTA SOBRE O LIVRO:

Dentre tantos autores que eu gosto, a Zíbia Gasparetto é uma delas.

Sempre com histórias envolventes e interessantes.

Com este livro não foi diferente.

A história se passa na cidade de Bebedouro, interior de São Paulo. Augusto Cezar Monteiro, um homem importante que trata os filhos, Carolina e Adalberto, com extremo rigor e totalmente dentro do que ele julga certo ou errado. Os filhos não possuem suas opiniões ou gostos respeitados. Ernestina, a esposa, não concorda com o marido, mas não se opõem a ele. O que o marido determina é lei. Totalmente submissa e sem voz ativa, perdeu também o respeito dos filhos.

Não me canso de dizer: Leia estes livros, se você não acredita, com a mente aberta. Encare como uma ficção. Assim como existem livros que falam de vampiros, bruxas, gnomos, zumbis, também tem os que falam sobre os espíritos. Tudo é válido e serve de experiência, cultura. Digo isso, porque no relato da história, há uma explicação espiritual para que essas pessoas tenham sido "colocadas" como membros de uma mesma família. Aliás, em todos os livros sempre há uma explicação do porque as pessoas estão "juntas" de alguma forma na vida atual em que se passa a história.

A diferença entre Carolina e Adalberto era que enquanto ela não aceitava a imposição dos pais, sendo sempre punida, seu irmão Adalberto fingia aceitar todas as ordens do pai, sem questionar, mas fazendo sempre o que queria e como queria.

Tudo começa mudar quando o avô de Carolina fica muito doente e morre, forçando a família a seguir para a Capital. A família regressa para Bebedouro algum tempo depois, mas Augusto Cezar decide deixar a filha para fazer companhia para a avó e para a tia. Assim, Carolina conhece Sérgio.

Sérgio tem uma relação com o passado de Carolina, mas acabam tendo que separar por um período dada a reaparição de Augusto Cezar. Nada foi capaz de convencê-lo, por isso, ele levou Carolina embora novamente. O casal foi separado fisicamente, mas o amor não foi vencido, ao contrário.

Carolina foi capaz de promover muitas coisas boas para aquela família, sendo o ponto chave de tudo, mas claro, com muita luta e muito sacrifício.

3 de março de 2020

A VIDA SABE O QUE FAZ - ZÍBIA GASPARETTO

A VIDA SABE O QUE FAZ - ZÍBIA GASPARETTO

Isabel já pretendia se casar com Gilberto quando foi surpreendida: Carlos, seu ex-noivo, que foi lutar na Itália e dado como morto, voltou depois de cinco anos, cheio de amor cobrando o compromisso. Mas Isabel não quis. Carlos sofreu e se revoltou, contudo não desistiu. Inconformado com a nova realidade, utilizou a raiva para recuperar todos os anos que a guerra havia roubado de sua juventude. No decorrer desta história apaixonante, passada entre Brasil e Itália, logo após a segunda guerra mundial, descobrimos que, dependendo das atitudes de cada um tudo pode mudar, mas sempre, em todos os casos, a sabedoria da vida prevalece, sempre nos trazendo o melhor.


NOTA SOBRE O LIVRO:

Carlos e Isabel eram jovens apaixonados, faziam planos para o futuro.

Era tempo de guerra. A Segunda Guerra Mundial e não tendo escapatória, ao ser convocado para servir seu país, Carlos seguiu com seu dever a ser cumprido.

Os anos foram se passando e a medida que a guerra foi chegando ao fim, alguns soldados receberam permissão para regressar a seus países de origem. Outros, por ainda não terem regressado, simplesmente enviavam cartas aos familiares e mulheres dando notícias sobre uma possível volta. Carlos nem regressava e nem escrevia, por isso, com o passar dos anos foi dado como morto.

Isabel sofria com a falta de notícias e também com a possível morte de Carlos. Seu único apoio era a mãe e a amiga, que davam todo apoio para que ela saísse daquela tristeza. Foi quando ela conheceu Gilberto. Jovem, médico recém formado, atraente, mas já bem sucedido.

Com muito custo, Isabel se recuperou e passou a seguir sua vida. Conformada com a morte de Carlos, Isabel decidiu seguir em frente e tentar ser feliz. Como não poderia deixar de ser, Carlos retornou para surpresa de todos, principalmente de Isabel.

Carlos sentia-se traído, humilhado e pensava que para recuperar o amor de Isabel teria que enriquecer.

Muitas coisas aconteceram e Isabel precisou fazer sua escolha.

Leia, se tiver vontade, de mente aberta, independente de ser um romance com base espiritual e mensagens religiosa. Tenho certeza que se fizer desta forma, você vai gostar muito do livro, como eu gostei. Por mais que eu tenha uma certa crença sobre reencarnação, espiritismo, deixo sempre de lado a parte religiosa para absorver a história.

Assim vale muito mais a pena,