2 de junho de 2015

SÉRIE - OS BEDWYNS - LIGEIRAMENTE MALICIOSOS - #02 - MARY BALOGH

LIGEIRAMENTE MALICIOSOS - LIVRO 02 - SÉRIE OS BEDWYNS - MARY BALOGH


Após sofrer um acidente com a diligência em que viajava, Judith Law fica presa à beira da estrada no que parece ser o pior dia de sua vida. No entanto, sua sorte muda quando é resgatada por Ralf Bedard, um atraente cavaleiro de sorriso zombeteiro que se prontifica a levá-la até a estalagem mais próxima.



Filha de um rigoroso pastor, Judith vê no convite do Sr. Bedard a chance de experimentar uma aventura e se apresenta como Claire Campbell, uma atriz independente e confiante, a caminho de York para interpretar um novo papel. A atração entre o casal é instantânea e, num jogo de sedução e mentiras, a jovem dama se entrega a uma tórrida e inesquecível noite de amor.



Judith só não desconfia de que não é a única a usar uma identidade falsa. Ralf Bedard é ninguém menos do que lorde Rannulf Bedwyn, irmão do duque de Bewcastle, que partia para Grandmaison Park a fim de cortejar sua futura noiva: a Srta. Julianne Effingham, prima de Judith.

Quando os dois se reencontram e as máscaras caem, eles precisam tomar uma decisão: seguir com seus papéis de acordo com o que todos consideram socialmente aceitável ou se entregar a uma paixão avassaladora?

Neste segundo livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh nos conquista com mais um capítulo dessa família que, em meio ao deslumbramento da alta sociedade, busca sempre o amor verdadeiro.





NOTA SOBRE O LIVRO:



Conforme falei na nota do primeiro livro, a série Os Bedwyns será composta por seis (06) livros que estão sendo lançados pela Editora Arqueiro. A sequência dos livros serão: Ligeiramente Casados (nº 01)Ligeiramente Maliciosos (nº 02) Ligeiramente Escandalosos (nº 03). Os demais títulos ainda não foram anunciados pela Arqueiro. O duro é sempre a espera pela conclusão de todos os livros, então, enquanto os demais livros não saem, vamos apreciar mais um irmão Bedwyn.



QUEM SÃO OS IRMÃOS BEDWYN'S

Aidan, o lorde e oficial da cavalaria do primeiro livro
Rannulf, o lorde deste segundo livro
Freyja, a irmã geniosa do terceiro livro
Alleyne, o belo irmão mais jovem
Morgan, a irmã caçula
Wulfric, o irmão mais velho e duque Bewcastle

Judith Law tinha 22 anos e estava prestes a mudar completamente sua vida por conta de um irmão inconsequente que estava delapidando o patrimônio da família. Filha de pais rígidos, - o pai inclusive era um pastor - desde pequena ouvia que não era bela ou muito inteligente, que seus cabelos vermelhos eram uma aberração, assim como seu corpo cheio de curvas era um chamariz para o pecado. Com outras três irmãs, ela achou que morar com sua tia seria o melhor para todos para assim aliviar a situação financeira dos pais.


Rannulf Bedwyn, 28 anos e um solteiro convicto assim como todos o Bedwyn's, estava a caminho da propriedade de sua avó para conhecer mais uma das pretendentes que a idosa teimava em lhe empurrar. A Lady Sarah Beamish sonhava em vê-lo casado e lhe dando bisnetos - um sonho bem distante das intenções de Rannulf. Foi justamente nesta cavalgada em direção à casa de sua avó que Rannulf se deparou com um acidente onde uma diligência havia virado e várias pessoas estavam no meio da estrada. Sem poder fazer muita coisa, além de chamar socorro na cidade seguinte, Rannulf acabou convidando a bela moça de cabelos vermelhos para ir com ele até a próxima parada. Ao se apresentarem, ambos tiveram a ideia de fornecer nomes errados, afinal, Ralf "sabia" que o encontro seria passageiro e não queria se comprometer, enquanto Judith, que se se apresentou como Claire, queria apenas viver a experiência de algo diferente antes de seguir para a casa da tia e enfrentar tudo o que lhe aguardava... de ruim! Ela só não imaginou que aquela cavalgada ao lado de Ralf mudaria completamente sua vida. Devido as circunstâncias em que seus destinos foram cruzados e aliados ao fato de suas identidades forjadas, ambos acabaram dividindo o mesmo quarto naquela noite.


"A intenção dele fora de jogar Claire Campbell na cama assim que chegassem ao quarto, para que pudessem aplacar parte do desejo que os consumia. mas o momento não parecia certo. Ele podia ser um homem com um apetite sexual saudável, mas não era dominado por duas paixões. Afinal, sexo era, além de uma função fisiológica, uma arte."


Apesar de Judith ser virgem, ela foi muito corajosa de viver aquele momento, que imaginava ser o primeiro e último em sua vida. Para Ralf ela havia sido perfeita e seu comportamento simples o fascinou, assim como sua beleza e suas curvas.  Aliás, para uma virgem que se julgava sem atrativos, Claire se saiu realmente muito bem, foi sedutora e também se entregou ao momento, mas chegou a hora de partir e para isso, ela buscou coragem e mais uma vez para não fraquejar. Havia a imensa vontade de ambos de ficarem mais tempos juntos, mas ela sabia que o prazo havia vencido.


Ambos chegaram ao seu destino. Judith finalmente chegou à casa de sua tia Louise
Effinghan, casada com um baronete, o Sr. George Effinghan e, a recepção não foi nada calorosa. Nem por parte de sua tia e muito menos por parte de sua prima, Juliane Effinghan. Rannulf teve que enfrentar o desejo da avó em cortejar a escolhida de sua avó e para esquentar a história, a moça era ninguém mais, ninguém menos que a Srta Juliane Effinghan.

É notório que as pessoas falavam dos cabelos de Judith e de suas curvas como se isso fosse uma aberração, mas no fundo, tudo isso não passava de desculpa para esconder a beleza da moça. Para Louise, deixar a sobrinha feia e desajeitada era um artifício para que ela não chamasse mais atenção do que sua filha, que embora também fosse uma moça bonita, de apenas 18 anos, não se comparava à Judith, principalmente porque era uma garota mimada, fútil, deslumbrada e infantil. A garota não se cabia de ansiedade em chamar a atenção de Rannulf e tinha uma necessidade absurda de afirmação para com sua beleza e que pensava apenas em arranjar um marido rico e de bom sobrenome.  



A tia de Judith tinha o dom de ser extremamente desagradável, chata e maldosa. Tratava Judith como uma empregada, sempre humilhando e diminuindo a garota. Para amenizar a penitência de Judith, havia a avó, que aliviava seu sofrimento com todo carinho que tinha pela neta, no entanto, tenho a nítida impressão de que a senhora, embora tivesse ciência de todas as maldades da filha Louise e da neta Juliane, se fazia de desentendida para simplesmente não bater de frente com a filha, até o momento em que a senhora Gertrudes Law precisou ser mais firme com a filha revelando assim partes de seu passado.

Para completar o inferno na vida de Judith, quem apareceu na casa dos Effinghan foi Horace, o enteado de Louise, um sujeito sem escrúpulos, sem respeito e sem caráter, que passou a cercar Judith com o súbito interesse de seduzi-la e também Branwell Law, o irmão de Judith, que era um sujeito irresponsável que queria gozar de vida boa sem ter condições financeiras para tanto e que tampouco pensava em seguir alguma carreira na vida. Era por causa dele que Judith havia chegado àquela situação deplorável e humilhante, mas neste sentido eu fiquei com bronca dela, porque ao invés de falar umas verdades ao irmão, ficou escondendo a verdade do motivo pelo qual ela estava na casa do tia. Não resta dúvidas no leitor de que esse grupo de pessoas seria a cruz pesada na vida de Judith, certo? O que já não estava bom ficou ainda pior quando ela teve que conviver quase que diariamente com a presença de Rannulf e com o cortejo que dispensava para Juliane. Nesse ponto sou obrigada a dar um spoiler e dizer que ela desperdiçou a chance de ser ela a noiva de Rannulf, então, restava somente trilhar pelo caminho escolhido. Por outro lado, mesmo cumprindo com a promessa de cortejar Juliane para com sua avó, Rannulf estava muito atento às coisas que aconteciam com Judith, principalmente com o incômodo de Horace Effinghan.

Infelizmente Judith foi envolvida em uma trama sórdida provocada por uma pessoa de poucos escrúpulos. Se você pensou em Horace, você acertou, pois o canalha não soube lidar com a rejeição de Judith. Não que ele fosse apaixonado por ela, ao contrário, ele só queria seduzir a garota e fazê-la sua amante. Por sua baixeza e falta de caráter, ele precisou usar de maldade e mentira para se sentir homem. De todos os personagens ruins dessa história, ele é o que mais odeio. Nem mesmo Louise e Juliane Effinghan eram tão ordinárias quanto ele, embora não ficassem muito atrás no quesito "cadelice".

Unidos pelos sentimentos e unidos pela necessidade de provarem a verdade, Rannulf e Judith provaram mais uma vez da delícia que era estar um nos braços do outro. Estava na cara que a futilidade de Juliane não seria capaz de conquistar o coração de Lord Rannulf, mas o problema maior não era nem este e sim, provar que tudo aquilo que estava acontecendo era uma armadilha de Horace. Bem, posso dizer que da família Effinghan o único que se salvava (um pouco) era o tio George, porque tanto seu filhos quanto a esposa não eram coisas que prestassem.

Confesso que os primeiros capítulos foram um pouco lentos e que eu ainda estava de ressaca da última leitura, mas tão logo as coisas começaram a ganhar vida, me envolvi bem com a leitura e devorei o livro. A parte mais difícil é sempre escolher o que contar e o que esconder para deixar vocês interessados na leitura sem causar muitos spoillers. De antemão, mesmo ainda um pouco distante do final da história, posso dizer que o livro é recomendadíssimo e que mais uma vez a autora me conquistou. Ansiosa pelo terceiro livro. O final do livro foi lindo, o reencontro e o acerto de conta deles emocionante e eu me apaixonei!

O próximo livro será com Freya Bedwyn e pela personalidade da garota, promete ser tão bom quanto os dois primeiros!


ONDE COMPRAR O LIVRO

Americanas
Saraiva
Submarino

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