7 de junho de 2015

LIVRO - QUERIDO JOHN - NICHOLAS SPARKS



QUERIDO JOHN - NICHOLAS SPARKS



“Querido John”, dizia a carta que partiu um coração e transformou duas vidas para sempre.
Quando John Tyree conhece Savannah Lynn Curtis, descobre estar pronto para recomeçar sua vida. Com um futuro sem grandes perspectivas, ele, um jovem rebelde, decide alistar-se no exército, após concluir o ensino médio. Durante sua licença, conhece a garota de seus sonhos, Savannah. A atração mútua cresce rapidamente e logo transforma-se em um tipo de amor que faz com que Savannah prometa esperá-lo concluir seus deveres militares. Porém ninguém previa o que estava para acontecer, os atentados de 11 de setembro mudariam suas vidas e do mundo todo. E assim como muitos homens e mulheres corajosos, John deveria escolher entre seu país e seu amor por Savannah. Agora, quando ele finalmente retorna para Carolina do Norte, ele descobre como o amor pode nos transformar de uma forma que jamais poderíamos imaginar.


NOTA SOBRE O LIVRO:

Este foi o primeiro livro do Nicholas Sparks que eu li. Aliás, li em um momento em que estava passando pelo estágio de recuperação de um pé na bunda e creio que tenha sido por este motivo que gostei tanto e ao mesmo tempo odiei tanto a história.


Quando John era criança, ele adorava acompanhar seu pai - um colecionador - na busca de moedas raras, mas com o tempo, ele percebeu que eles não conversavam mais nada que não fossem moedas. Cansado de não ter a atenção do pai e por não saber detalhes sobre o abandono de sua mãe, ele tornou-se um típico adolescente rebelde. Em uma de suas licenças - das Forças Especiais - em que ele retornou para ver o pai, acabou conhecendo Savannah, por acaso. Ela era uma garota surpreendente, madura e responsável. Com tantas qualidades foi praticamente impossível não despertar interesse em John e vice-versa. Eles acabaram se aproximando muito, e se apaixonando, estavam felizes, mas após duas semanas juntos, havia chegado o momento de John voltar à Alemanha - onde servia o exército.



“Ela era toda confusa e ele por sua vez também era cheio de paranoias, as quais ela nunca confessou mas era o que ela achava de mais encantador nele. Ele via nela um mar confuso de ondas imprevisíveis, já ela apesar de tudo via nele a calma que jamais pensou existir. Coração acelerado, abraço apertado, beijo demorado, assim que o amor entrou no meio o meio virou amor, sem nenhum pretexto, sem nenhuma ambição, só tinham um ao outro e isso bastava.”



Acho que o que o autor quis passar nesta história é que mesmo sendo uma história de amor, ela não passou de um romance de verão. Um "conto de férias", mas que teve o seu final.  Como em toda relação, um lado sempre acaba amando mais que o outro e neste caso eu senti que o amor foi maior da parte de John com sua perspectiva de um "juntos para sempre". Está certo que a relação fez bem para John e que ele se transformou um pouco mais, saindo um pouco do casulo e de toda aquela introspecção que ele apresentava. O problema foi o baque.

“Ela gostava de ler. Eu sempre fui apaixonado por romancistas. Ela tinha olhos verdes. Eu sempre me interessei por olhos claros. Ela tinha a pele pálida. Eu nunca gostei de sol. Ela dizia não gostar de televisão. Eu sempre preferi livros e vinho. Ela carregava sobre si todas as dores do mundo. Eu sempre me senti um peso. Ela nunca aprendeu amar. Eu sempre fui um bom professor."

John não havia notado a complexidade de seu pai e não havia notado que todo aquele "sistema" era muito mais do que chatice. Quem notou a diferença foi Savannah e talvez tenha sido isso que fez com que John passasse a ver o pai de outra forma. O pai de John era autista e acredito que o autor usou essa questão como uma forma de mostrar que os autistas, cada um dentro do seu grau, consegue levar uma vida normal. É uma pessoa que ama, que sofre, que tem limitações, mas que também tem emoções que nem sempre sabem expressar. O pai de John não sabia.

“Finalmente compreendi o que o verdadeiro amor realmente significa (…) O amor significava pensar mais na felicidade da outra pessoa do que na própria, não importa quão dolorosa seja sua escolha.”

A minha maior decepção com a história foi a pacificidade com que John lidou com a decisão de Savannah. Ele abriu mão de sua própria felicidade para simplesmente ver a pessoa que ele amava feliz. Sinceramente? Acho que meu egoísmo jamais me permitiria isso... abrir mão da minha felicidade.

Claro que o livro é muito mais detalhado do que o filme, pois caímos naquela situação de que com o longa se torna impossível passar toda mensagem do livro. Este foi um dos livros mais comentados assim como o filme, mas pra mim, Nicholas Sparks é campeão de histórias que dificilmente conseguirei ler pela segunda vez. O bom nestas horas é recorrer aos filmes para relembrar a história.

Para quem é assinante do Netflix e quiser, pode assistir ao filme e quem preferir ler o livro, ele está a venda nos links abaixo:

Saraiva - em falta

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