9 de abril de 2015

SÉRIE PERDIDA - PERDIDA - #01 - CARINA RISSI

SÉRIE PERDIDA - PERDIDA - LIVRO 01 - CARINA RISSI

Sofia vive em uma metrópole e está acostumada com a modernidade e as facilidades que ela traz. Ela é independente e tem pavor à mera menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são aqueles que os livros proporcionam. Após comprar um celular novo, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século dezenove, sem ter ideia de como voltar para casa – ou se isso sequer é possível. Enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de retornar ao tempo presente, ela é acolhida pela família Clarke. Com a ajuda do prestativo – e lindo – Ian Clarke, Sofia embarca numa busca frenética e acaba encontrando pistas que talvez possam ajudá-la a resolver esse mistério e voltar para sua tão amada vida moderna. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos...


NOTA SOBRE O LIVRO: 

Sofia era uma garota um tanto quanto irreverente. Tudo com ela acontecia - de errado - e é impossível não se divertir com as suas peripécias. Sua vida se resumia em trabalho e encontros casuais que nunca, nunca sequer chegaram perto de se tornar uma paixão. Nem daquelas passageiras, então, para Sofia, se apaixonar é algo fora de cogitação. Quando a amiga Nina revela o "avanço" se sua relação com Rafa, Sofia não consegue esconder a decepção. Em um dia como outro qualquer, tudo deu errado, desde o momento em que saiu de casa para o trabalho até o final do expediente. Para piorar, seu chefe era um tremendo mala sem alça... Bem, e no outro dia? No outro dia simplesmente acaba cedendo a pressão da amiga Nina e acabam em um barzinho, onde Sofia enche a cara e perde o celular. Lógico, Sofia não seria Sofia se ela não perdesse o celular e tivesse que, obviamente, comprar um novo. É por conta deste novo celular que as coisas na sua vida acabam saindo fora do eixo. Bom, sair do eixo não seria bem a palavra certa, já que há uma força mística por trás disso tudo para que Sofia, sempre tão "perdida", acabe encontrando o que realmente procurava (e que ainda não sabia que procurava). Tudo parece meio louco e  sem sentido, mas é assim que as coisas funcionam com Sofia e, este celular, era como uma espécie de "máquina do tempo" e "orientador" para nossa querida Sofia.

Com uma boa dose de irreverência Sofia chegou ao ano de 1830 e foi acudida por um sujeito chamado Ian Clarke, mas também teria que conviver com Elisa (a quem se afeiçoou verdadeiramente), irmã de Ian e Teodora, que era amiga de Elisa. As presepadas são impagáveis. Se antes Sofia já estava se sentindo perdida sem a "tecnologia" presente em sua vida, imagine ao descobrir que naquele tempo não havia nem mesmo um banheiro. Somente a Carina Rissi consegue transformar algo assim em piada, pois a reação de Sofia diante da situação que se encontra é hilária!


"Fiquei ali parada olhando para ele como uma idiota. Ian me encarava também, e só depois de alguns segundos percebi que ainda segurava sua mão."

Você deve estar se perguntando: "Qual é o sentido da capa estar com uma moça trajando um vestido de época e um tênis surrado e completamente fora de contexto?" Pois bem, Quando Sofia foi parar no ano de 1830 obviamente suas roupas não eram nada compatíveis com o tempo, então, mais do que de pressa, Ian e Elisa trataram de "ajustar" Sofia com os costumes da época, mas no entanto, o pezinho de Sofia não era o mesmo de Elisa, então, ela permaneceu usando as roupas da Elisa, que ainda ficavam um pouco curtas, mas sob o conforto de seu adorado tênis. Essa é uma das marcas irreverentes de Sofia.

Os costumes daquela época não são comuns para Sofia, mesmo ela sendo uma garota apaixonada por romances de época e tendo o seu preferido lido e relido diversas vezes. Como dizem, na teoria tudo é muito lindo, mas na prática, Sofia cumprirá suas penitências. Tudo para ela soava estranho, assim, como seu comportamento e seu vocabulário também soavam completamente fora de propósito para os locais. Aos poucos Ian foi se habituando ao jeito despojado de Sofia e até se familiarizando com suas "palavras estranhas". A tensão entre eles cresce gradativamente, mas Sofia ainda estava obstinada a encontrar o jeito de voltar para seu século, mais precisamente em 2010 e justamente por isso que ela temia se envolver com Ian, porque ela sabia que iria embora a qualquer momento. 


"O que estava acontecendo comigo? Eu sempre soube como agir quando o assunto era o sexo oposto: como me livrar de um sujeito irritante, como atrair a atenção de um que valesse a pena, e nunca, jamais corava quando um deles me desejava boa noite."


A cada "avanço" de Sofia, o tal celular enviava uma mensagem que a incentivava a continuar. O problema era que Sofia ainda não entendia o que aquelas mensagens significavam. Sempre que Sofia sentia-se atraída por Ian, era como se ela avançasse um passo no tabuleiro, mas ela não se dava conta disso. Ela pensava que o caminho que ela estava percorrendo para encontrar o retorno para o seu século é que estava certo. Ian, tão fofo e tão querido também estava muito interessado por Sofia, mesmo  com toda sua "maluquice". Ah Sofia, sua desastrada, você é perfeita em sua imperfeição, pois até o cavalo Storn, que Ian nunca conseguiu domar, ela conseguiu conquistar, mas ela precisava se dar conta das mudanças que estavam ocorrendo em seu interior primeiro. Ela pensava que o que ela precisava encontrar era algo material, mas a realidade é bem outra. 

"Perdida" é aquele tipo de história que você se envolve completamente, mergulha em cada cena e se apaixona. É o livro que você lê o tempo todo com um sorriso nos lábios e, frequentemente, se pegará rindo mais alto e as pessoas ao seu lado te encarando como se você fosse de outro mundo. "Nossa, que pessoa estranha é essa que fica rindo para o livro!" Hunf! Nem ligo, pois o livro é ótimo mesmo! Quanto mais você lê, mais você quer descobrir o que vai acontecer, mas quando Ian simplesmente dá a indireta mais direta de sua vida, Sofia simplesmente perde até o eixo do centro da Terra.


"Senti algo diferente enquanto nossos lábios - e línguas - se moviam. Alguma coisa dentro de mim despertou, como se eu estivesse adormecida há muito tempo e acordasse só agora. Como se um novo órgão de importância vital começasse a funcionar naquele instante, vinte e quatro anos depois de meu nascimento, nos braços de Ian."


Fase dois completa e agora não resta mais dúvidas para Sofia. Ela estava completamente apaixonada por Ian, o sentimento era recíproco e ambos sentiam-se completamente perdidos e sem controle quando estavam juntos, próximos. Quando se beijam então, é como se tudo perdesse e fizesse sentido ao mesmo tempo.


"É claro que quando sua boca encontrou a minha, meu corpo reagiu e minhas boas intenções caíram pro terra. E lá estava eu, outra vez, agarrada a ele e de forma nada educada, sem me importar se o mundo acabasse ou se alguém nos visse. Parecia que, a cada vez que ele me beijava, uma nova parte de mim despertava. Eu era inteiramente nova, uma outra pessoa, mais feliz e completa."

Gente, o Ian é simplesmente um mocinho de perder o fôlego. Ele não é aqueles moços ricos e possessivos, dominadores, ao contrário, Ian é tão doce, tão carismático e tão sorridente que é impossível não se apaixonar por ele. Se só de ler a gente fica assim, imagine a pobre da Sofia, que estava nas garras deste sonho de consumo feminino. Ambos apaixonados e é tão gostoso curtir essa "relação" deles. Você fica o tempo todo torcendo para que Sofia descubra que o mistério está justamente nesta paixão dela por Ian. Resta saber qual vai ser a escolha dela adiante. Ouso afirmar inclusive que a Carina encontrou a fórmula do amor aqui nesta história. O sentimento entre os personagens sempre existiu, mas a forma como ela traz a tona o conflito interno de cada um, principalmente o de Sofia, faz com que a gente navegue nesse imenso oceano de paixão. Não dizem que o verdadeiro amor resiste a todas as barreiras do tempo? Então, Sofia precisou viajar no tempo para encontrar o seu.


"Eu não tinha mais pressa de voltar, não queria voltar. E aprendi que uma vida simples podia ser a mais complexa de todas, a mais feliz de todas, sobretudo se o amor da sua vida estivesse ao seu lado. E eu tinha Ian ao meu lado, que era, de muitas maneiras, mais que o amor da minha vida. Era minha vida propriamente dita. Sentiria falta de toda a modernidade, é claro, porém agora sabia que poderia sobreviver sem ela."

A questão agora não era mais Sofia descobrir seu amor por Ian ou descobrir que ele era a "sua missão". A questão agora era saber o que iria acontecer. Quando aconteceria seu retorno para seu tempo e pior, o silêncio do maldito celular. No entanto, no capítulo 38 eu surtei e gritei junto com a Nina. Poxa vida, Carina! Isso não se faz com uma leitora quase cardíaca. Sim, depois de ler e sofrer fortes emoções com este livro descobri que sou quase cardíaca... kkkkkkkkkkk Então já comecei me contorcer na cadeira, suar frio e gaguejar de desespero por conta da aflição da Sofia e por imaginar a situação de Ian. Foi neste momento que comecei a ficar inquieta e ao mesmo tempo apreensiva. Sabe quando a gente chega a um ponto da leitura em que quer muito saber o que vai acontecer e ao mesmo tempo tem medo do que está por vir. Exatamente assim que comecei a me sentir. Extremamente angustiada, mas ai veio uma carta e essa sim me fez chorar... Caramba... para mim este foi o primeiro momento de embargo e emoção mais forte.

Tudo acontece perfeitamente sincronizado e muito bem elaborado. Sofia e Ian ficam juntos sim (estou revelando um baita spoiller), mas não poderia ser diferente. Um verdadeiro conto de fadas dos tempos modernos com direito a magia, sonhos, amor verdadeiro... amor do tipo que dura pra toda eternidade e mais: um ensinamento! Nada na nossa vida é diferente do que realmente tem que ser... Se aquela pessoa estiver predestinada a ser a sua metade, haja o que houver, ela será... Ian e Sofia, mesmo vivendo em séculos diferentes foram feitos um para o outro e o amor entre eles foi o mais lindo e mais perfeito! Amei este livro!


Você pode comprar o livro na Saraiva, na Americanas, no Submarino - no modo impresso - ou na Amazon - no modo ebook. Particularmente eu prefiro o modo físico. Sei de todas as vantagens do ebook, capacidade de armazenamento, o transporte e tudo mais, mas eu, lunática como sou (e às vezes um pouco avessa à modernidade) prefiro mesmo o modo impresso.

No Skoob, mais de 7.900 avaliações (sendo que encontrei dois cadastros para o livro), mais de 11.484 leituras e 415 resenhas. Bem, precisa dizer mais alguma coisa sobre o livro?

Carina Rissi, se algum dia você ler meus comentários, espero que goste, pois da minha parte, eu garanto e assumo que simplesmente me apaixonei mais uma vez pela sua escrita e pela sua história.

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