30 de abril de 2014

LIVRO - DANÇAR, TRANSFORMAR & AMAR - LUCI NÓBREGA



DANÇAR, TRANSFORMAR & AMAR - LUCI NOBREGA

Quatro vidas, quatro mulheres, quatro histórias que se fundem na homogeneidade da dança. Cada uma delas com sua emoção, e todas unidas ao se emocionarem, sempre buscando aquilo que lhes farão felizes e realizadas. 

Quatro amigas inseparáveis conhecerão seus corpos, seus desejos, suas vontades, seus papéis como mulheres que são, e os aceitarão. Sentirão toda a energia que propiciará a transformação de suas vidas, dos seus pensamentos, entendendo que a dança completa a própria existência, pois é a expressão da alma. 

Mulheres aceitando o que a vida poderá dar a elas, tendo uma visão diferenciada das coisas que as cercam, aceitando-se e perdoando-se, não exigindo demais de si próprias, afastando a culpa, não a tomando para si, buscando e conquistando o amor puro e verdadeiro. Querendo amar e ser amadas. Descobrindo de uma forma maravilhosa, através da dança, esse amor que tanto procuravam. 

A sintonia que precisavam para a compreensão de que a felicidade é uma conquista e que o amor nunca será uma prisão; pelo contrário, o amor liberta e libertará cada uma delas. Através da dança, aprenderão que ser mulher é ter atitude, ter vida, aprender diariamente com as pequenas coisas, simplificando suas atitudes e encontrando na liberdade o verdadeiro amor.


NOTA SOBRE O LIVRO:

Sensacional a sacada da autora em fazer um alerta à todas as mulheres sobre a prevenção do câncer de mama, pois apesar de ser algo tão simples, ainda há muitas mulheres sofrendo deste mal por não se cuidarem e não se prevenirem. Diga sim ao ato de prevenção de Câncer de Mama!

Ainda falando sobre o tema "Câncer de Mama", achei de extrema sabedoria da autora comentar que algumas pesquisas revelam que o lado emocional tem uma grande influência sobre o nosso físico e eu mesma já li e ouvi vários comentários de médicos que afirmam que o câncer tem total relação com nossos sentimentos sim. Não é a toa que o câncer se tornou um grande mal para a humanidade. Quantas pessoas ao nosso redor já foram ou ainda são vítimas desta enfermidade pavorosa?


Podemos observar que a autora não faz apenas o relato de uma história qualquer, mas que ela busca em profundidade explicar os fatos que envolvem suas personagens. Ela poderia simplesmente inserir a dança egípcia como um fato comum, mas ao invés disso, ela nos traz explicações. Aprimoramento de conhecimento.

É possível aplicarmos a explicação ao nosso dia-a-dia. Quem de nós nunca se sentiu em completo êxtase ao sair de uma balada? Eu digo isso porque adoro participar de eventos com alguns amigos onde podemos curtir uma noite dançando ao som de flash back. Eu acordo no dia seguinte arrebentada, mas a sensação de plenitude e satisfação é inenarrável.

Não é a toa que a autora faz menção de que a dança é capaz de operar milagres na nossa vida, no nosso humor. Pense nisso!

Confesso que ler este livro está sendo muito mais um aprendizado e um reconhecimento do que simplesmente uma leitura.

Um dos dramas da história é vivido pela personagem Elisabeth. Esta perdeu o marido e o único filho em um acidente de carro. Para ela foi o mesmo que ter perdido a própria vida, pois ela ainda sofre demais com a perda de seus dois amores. Claro que este drama apresentado não é do tipo raro. Quantas pessoas perderam seus companheiros ainda jovens e nunca mais conseguiram se recuperar? O fato é que Elizabeth mesmo apesar de todo apoio das amigas e do incentivo que recebe delas não consegue (será que conseguirá) refazer sua vida pessoal. Basicamente ela vive de casa pro trabalho e do trabalho pra casa. Nunca se deu o direito de refazer a vida, de se abrir e encontrar um novo amor. Para ela isso seria o mesmo que trair o marido falecido. Beth se agarra ao drama da amiga, Jane, para ajudá-la a enfrentar a luta contra o câncer, mas não está tão aberta quanto a lutar pela própria felicidade. Parte dela a iniciativa pela dança como uma válvula que ela acredita que irá ajudar suas amigas, mas será que ela conseguirá refazer a própria vida? Será que ela vai conseguir se libertar e seguir a diante através da dança?

Temos nas 4 personagens exemplos de vidas comuns, histórias de pessoas comuns, situações que podem acontecer com qualquer um de nós. Adriana é a típica mulher carente que se envolvia com qualquer um acreditando que havia encontrado o "Príncipe Encantado". Sofia totalmente descrente no sexo masculino nunca se deixava envolver de verdade. Quando sentia que estava se envolvendo além da conta, tratava logo de por um ponto final na história. Claro que neste caso, o comportamento está relacionado a algo de seu passado que contribuiu para que ela agisse assim.

Como todos podem observar, este livro trata de situações, como já foi dito, que podem acontecer com qualquer pessoa. Não é nada fora da nossa realidade. A questão é: Como lidar com tudo isso!?

No livro a autora busca as respostas, as soluções através da dança, mas e você. Já se parou para pensar que poderia ser você vivendo um dos 4 dramas? 

Gostei da ênfase da autora em dizer que a personagem Adriana estava aprendendo que estar só não é estar sozinha. Creio que isso se encaixe no momento em que eu estou vivendo e talvez por isso eu tenha me identificado mais com esta personagem. De alguma forma a gente acaba aprendendo que para encontrar alguém que goste da gente, que nos ame, temos que nos amar e nos respeitar em primeiro lugar. Muitas vezes esse período de "purificação" é de extrema necessidade para aprendermos a nos conhecer melhor e a respeitar o nosso próprio limite.

Acredito que para encontrarmos a felicidade, seja ela qual for, o primeiro passo é deixar as coisas acontecerem, é dar a chance para que as transformações aconteçam!

Tivemos nesta história muitos ensinamentos. É perceptível que a autora não faz somente um relato da vida cotidiana (como já disse anteriormente). Ela relata ensinamentos. Coloca diante de nós algumas situações que nos fazem pensar "O que eu faria se fosse comigo". Todos nós temos nossos medos, anseios, preocupações, inseguranças, mas também, desejo de viver feliz. 

Não necessariamente encontraremos soluções para nossas vidas somente através da dança. Cada um vai seguir àquilo que melhor lhe satisfazer, mas aqui, podemos notar que a autora fez referencia ao mundo da dança como uma das alternativas de vida. Algumas pessoas serão capazes de desenvolver outras atividades para se sentirem plenas e realizadas. A verdade é que não devemos ter medo de buscar o que nos satisfaz.

Posso dar um exemplo por mim mesma: Eu me satisfaço lendo... viajando no mundo dos livros. E você? o que te satisfaz!?


Posso dizer que aprendi mais um pouco com esta história. Aprendi que não podemos deixar o medo nos dominar, que não podemos deixar fatos ou acontecimentos passados influenciar diretamente em nossas vidas nos impedindo de viver o presente e de acreditar no futuro. Aprendi que, como diria aquela antiga canção, "viver é não ter a vergonha de ser feliz... cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz"

Cante, dance, pule, viaje, nade, salte, corra! Se é isso que te satisfaz, FAÇA, mas faça agora! Não deixe para depois o que pode te fazer feliz já!

Parabéns Luci Nóbrega pelo excelente trabalho!


Eu já tenho o meu e com direito a autógrafo!!


1 comentários:

Carlos Eduardo disse...

Dançar, transformar e amar, história comovente de 4 amigas que se superaram permitiram-se serem felizes sendo o que eram: mulheres em sua plenitude. Livro para todas as idades e todos os gêneros tenho certeza que ele tocará muitos corações. Parabéns a você minha professora e amiga Luci Nóbrega creia que terá muito sucesso pela frente.

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