14 de junho de 2015

LIVRO - SIMPLESMENTE IRRESISTÍVEL - RACHEL GIBSON



SIMPLESMENTE IRRESISTÍVEL - RACHEL GIBSON

Simplesmente Irresistível - Cheia de romantismo, humor e picardia, esta história da inigualável Rachel Gibson começa com o casamento, no Texas, da recém-formada Georgeanne com o milionário Virgil, um homem três vezes mais velho que ela. Os únicos talentos de Georgianne são cozinhar e falar muito, mas o que Virgil realmente aprecia nela é o corpo curvilíneo e perfeito.

Percebendo que não é capaz de desposar um homem com idade para ser seu avô, Georgeanne larga o noivo no altar e foge com o astro do hóquei John Kowalsky, que joga no time do qual Virgil é proprietário. John não faz ideia da encrenca em que se meteu, e só percebe que está ajudando a noiva do seu chefe quando já é tarde demais. Uma longa noite se estende diante deles, e nenhum dos dois resiste à tentação de passá-la juntos.

Mas, no dia seguinte, John dispensa Georgeanne para não comprometer sua carreira, deixando-a com o coração partido e sem rumo. Sete anos depois, os dois se encontram novamente. Georgeanne é sócia numa empresa de Catering em Seattle e ele deixou os dias de rebeldia para trás. outra surpresa aguarda John: ele descobre que aquela noite de amor produziu uma filha adorável e incorrigível, de cuja vida ele quer fazer parte. A paixão por Georgeanne renasce; mas será que ele vai se arriscar, novamente, a incorrer na cólera do seu patrão? Ela, vai aceitá-lo, depois de ter levado um fora dele?

Diversão garantida também é o romance de Mae e Hugh, amigos dos protagonistas, nesta trama hilária, cheia de personagens impagáveis, de uma das autoras mais lidas e apreciadas da atualidade. 




NOTA SOBRE O LIVRO:

Estou colocando as leituras atrasadas em dias. Sim, de nada adianta comprar uma tonelada de livros e não ler, certo? Por isso que nos últimos dias vocês estão vendo indicações de livros aqui que já foram publicados e lançados há mais de um ano. O meu exemplar de Simplesmente Irresistível chegou em minhas mãos em dezembro e agora que eu consegui pegá-lo para ler. O volume possui 389 páginas de história e é narrado em terceira pessoa, ou seja, exatamente do jeito que eu tenho predileção. Muitas pessoas não gostam desse tipo de narrativa, mas eu simplesmente adoro! Feitas as apresentações, agora é falar da história.

Quando criança, Georgeanne foi abandonada pela mãe, Billy Jean, e criada pela avó. Aos oito anos de idade a garotinha já apresentava muitos problemas no aprendizado escolar. Ela odiava ser motivo de piada, por isso, estava determinada a esconder de todos que ela tinha uma disfunção (Georgeanne sofria de dislexia). Aos 22 anos ela estava prestes a se casar com Virgil Duffy, que era aproximadamente 40 anos mais velho do que ela, milionário e dono de muitas coisas, inclusive do Clube de Hóquei - Seatle Chinooks - em que John Kowalsky, 28 anos era jogador.

Georgie (como era chamada) não era uma mulher vulgar, oportunista e não estava pensando em se dar bem, financeiramente, na vida. Ela apenas viu em Virgil a oportunidade de não ter mais com o que se preocupar, já que a avó havia morrido e ela estava largada a própria sorte. Já que sofria de dislexia, para a garota, a mais remota possibilidade de emprego já era um problema, pois raramente eles duravam. No dia do casamento, já com tudo pronto, Georgie tomou coragem de abandonar tudo e desistir daquela loucura. Para sua sorte, ou azar, a única pessoa que pôde ajudá-la foi John, que não a conhecia. Lógico que para ele foi um susto tremendo e ele ficou assustado em ajudar a noiva-fugitiva do seu "chefe" e assim arruinar totalmente sua carreira.

Acontece que Georgie era uma mulher bonita, atraente e charmosa, mas muito tagarela e isso tudo, tanto atraia quanto irritava John, mas por outro lado, ela era uma moça ingênua, carente e o melhor, não era uma piranha qualquer. Ela tinha caráter e carisma. Seu erro número um foi "fazer piada" com Georgie, pois isso acarretou em consequências não muito delicadas. Ele era um homem bonito, charmoso, interessante, mas às vezes muito grosseiro. Eu tenho a opinião de que toda aquela irritação era nada mais nada menos do que a atração que ele sentia por ela. Além disso, ele havia tido um casamento com uma moça e isso era um problema no seu presente e no seu passado.


SPOILLER
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- Ah, para o inferno  com isso - praguejou, e buscou pela calcinha de renda. - Sou um homem morto de qualquer jeito.
Georgeanne apoiou-se com as mãos sobre a cristaleira e ergueu os quadris, enquanto ele descia sua calcinha. Quando ele voltou para o meio de suas pernas, estava nu. Ele era mesmo grande. Não tinha falado apenas para provocá-la. Georgeanne buscou por ele e fechou o punho ao redor do pênis grosso e ereto. A mão de John fechou-se sobre a dela, movendo-a para cima até a cabeça redonda e depois para baixo. Estava incrivelmente excitado  com o toque firme daquela mulher. Olhava para as mãos dos dois e para as coxas femininas abertas.

Um dos problemas de Georgeanne era sempre "se moldar" para agradar o "namorado", fosse ele quem fosse e nesta noite Geogie se "descobriu apaixonada" por John, mas, por mais que John tivesse se interessado por ela e demonstrado o quanto a desejava, ele não estava na mesma página que ela. John estava preocupado apenas com sua carreira no time de Virgil e nem de longe pensava em se envolver com a garota. Aquela foi a primeira vez que Georgie se sentiu mulher de verdade, e, embora eu não esteja aqui para julgar os sentimentos dela, de súbito dá uma sensação de que essa "paixão"  dela foi uma descarga de carência por nunca ter se sentido daquela forma: amada, desejada e mulher.

A vida de Georgie era algo muito mais complexo e talvez por isso ela sentia-se sempre tão indesejada. Fora rejeitada pela mãe, com quem nunca mais teve contato, exceto no dia do funeral da avó e até mesmo para Virgil ela havia sido apenas mais um troféu, afinal para alimentar o ego de um velhote, nada melhor do que uma garotinha nova e bonita para desfilar e atestar sua "macheza". Ao se despedirem estava claro como água que Georgie estava arrasada enquanto John tentava passar a ela a impressão de que não se importava, mas eu notei que ele também estava incomodado e que aquela decisão, embora fosse a mais certa para o momento, não era bem o que ambos queriam. Como último recurso coube à Georgeanne ocupar a vaga de cozinheira, que era a única coisa que ela sabia fazer bem, no Buffet de Mae Heron.

Apenas para constar, Mae Heron era a dona de um Buffet em sociedade com o irmão gêmeo Ray, falecido, no entanto, seu dom não era a culinária, mas sim, os números. Ela viu em Georgie a oportunidade de salvar sua pele ao mesmo passo em que salvou Georgie de seu próprio abandono.

Seattle
(1996)
Embora não falasse abertamente sobre isso, a dislexia não era mais um problema, já que havia encontrado métodos para conviver com o caso e nem era mais um segredo e, além disso, ela havia criado para si uma vida melhor e não era mais aquela garota que outrora fora criada para ser dependente dos outros. Havia superado antigos obstáculos aos 29 anos de idade e, além de sócia do buffet, também tinha uma casa modesta em Bellevue. Naquela noite Georgie e Man eram responsáveis pela recepção de uma grande festa beneficente em resposta ao excelente trabalho que fizeram ao longo dos anos, ganhando credibilidade.

John havia acabado de completar 35 anos de idade e de todo modo estava pensando em se casar e ter filhos. naquela noite jantava com Jenny em um evento beneficente, mas sabia que ela não seria a mãe de seus filhos. Não sentia atração por ela... não que ela fosse culpada por isso, na verdade, ele não se sentia atraído por ela. Quando John colocou os olhos em Georgie, após sete anos, todo o passado voltou como um soco em seu estômago. Ninguém, exceto John, sabiam o que tinha acontecido no dia do quase casamento de Georgie com Virgil. Nem mesmo Hugh Miner, seu melhor amigo e companheiro de time, sabia o que tinha acontecido naquele dia.

A garotinha Lexie, de apenas 6 anos, era um encanto. Muito inteligente e muito desenvolta, porém, era tão tagarela quanto Georgeanne. A característica típica de que se alguém perguntasse se elas estavam bem, elas contavam nos mínimos detalhes. John ficava irritado com Georgeanne quando ela fazia isso, mas ele nem imagina (ainda) que ela sofra de dislexia. Agora ele está disposto a conhecer melhor a pequena Lexie, já que descobriu que a garotinha é sua filha com Georgeanne. Isso mesmo. Naquela noite em que passaram juntos, ela acabou engravidando e guardou esse segredo para si durante todo esse tempo. John só ficou sabendo por um acaso do destino, então, agora precisavam lidar com este fato.

Paralela à história de Georgeanne (que agora detesta que a chamem de Georgie) e John, estava rolando um clima entre Mae (amiga de Georgeanne) e Hugh (amigo de John). Mae simplesmente alfineta Hugh o tempo todo e os dois parecem cão e gato se estranhando, mas chega a ser engraçado. Ao mesmo tempo John estava em "uma velha disputa de mijos" com Charles, um pretendente de Georgeanne. O cara não tinha a menor graça, a menor química e estava na cara que a garota não estava afim dele, mas vê-los marcando território também foi muito legal, até porque, John precisava desse remédio.

Tudo bem que ele não sabia que ela estava grávida e que teve uma filha dele, mas ele foi muito covarde e muito babaca no dia seguinte à noite de sexo deles. O cara simplesmente estava enlouquecido com a mulher, mas morrendo de medo de Virgil, então, agiu como um idiota e nem se preocupou com o fato de que ela não tinha para onde ir direito, não tinha dinheiro, não tinha nada. Sete anos depois fica fácil querer recuperar o tempo perdido, então, eu acho que a atitude de Georgeanne com ele estava sendo realmente necessária. Fato era que devido ao trato que fizeram para que John pudesse se aproximar da filha e conviver com ela, para ambos, também estava sendo um aprendizado, pois estavam mais próximos e se conhecendo mutuamente.

Até a relação com Lexie foi incrível e muito divertida. A garotinha tinha personalidade forte e sabia como derreter corações. Não obstante, a garotinha também sentia exatamente o clima que se passava entre os pais e por mais que eles estivessem no processo "quero, mas não posso", ela usou a psicologia perfeita com o pai e assim, o fez repensar suas decisões e seus sentimentos. Além disso, a relação de Mae e Hugh estava caminhando, mas o desenrolar deste romance fez com que Georgeanne tivesse que enfrentar Virgil depois de todos estes anos.

John também teve que enfrentar Virgil em uma disputa muito inteligente e claro, o final não poderia ter sido o esperado, porém, com o toque de Rachel Gibson!


ONDE COMPRAR O LIVRO:

Saraiva
Americanas
Submarino

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