15 de novembro de 2016

SÉRIE - THE CROWN - (ORIGINAL NETFLIX)

THE CROWN é uma série de TV anglo-americana criada e escrita por Peter Morgan para a Netflix. A série é uma história biográfica sobre a família real do Reino Unido.


A primeira temporada, constituída de 10 episódios, foi lançada no Netflix no último dia 04 de novembro de 2016.

A história retrata a vida da Rainha Elizabeth a partir de seu casamento com Filipe, em 1947 até os dias atuais.

São esperados cerca de 60 episódios distribuídos entre 6 temporadas. Haja coração para esperar por tudo isso, sendo que aqui é só o começo.


THE CROWN - UMA SÉRIE ORIGINAL NETFLIX

PRIMEIRA TEMPORADA...

No meu ponto de vista trata-se de uma excelente abordagem sobre a história da família Real, seus sucessores e antecessores. De uma certa forma, o que pude observar é que muito jovem Elizabeth recebeu a incumbência de ser uma Rainha e não apenas uma mulher. Vamos enxergando isso ao longo dos capítulos e principalmente porque eles são focados em sua vida pública, suas decisões e em tudo que envolve o que é certo ou o que é errado. Vale ressaltar também tudo o que ela precisa engolir para manter seu casamento, que fica visivelmente abalado, uma vez que Philipp vive à sombra da Rainha.

Diante de tudo isso optei por fazer uma pesquisa mais aprofundada sobre a vida da e as pessoas que formam essa família para poder apresentar um bom conteúdo a vocês.

Isabel (nome de batismo de Elizabeth) nasceu em 21 de abril de 1926 em Londres, sendo a primeira filha do casal. Margareth nasceu quatro anos mais tarde e elas foram as duas únicas filhas de Albert, que ascendeu ao trono como George VI). Ela era a terceira na linha de sucessão, uma vez que seu tio Eduard VIII era o primeiro, seu pai o segundo e consequentemente ela, a terceira. O que saiu dos trilhos foi a abdicação de Eduard VIII ao trono. Era esperado que ele se casasse e que tivesse filhos, porém, ao se apaixonar por uma socialite americana, Wallis Simpson, divorciada, Eduard VIII não pensou duas vezes e abdicou do trono antes mesmo de ser coroado, deixando toda responsabilidade de comandar a Inglaterra para seu irmão Albert. Claro que a decisão desestruturou a família, causando uma grande crise constitucional, assim como criou um grande abismo entre os irmãos. Fato é que Eduard VIII teve que abandonar o país e só retornou para o funeral do irmão, anos depois. Albert, o então Rei George VI faleceu em 06 de janeiro de 1952, em decorrência de câncer nos pulmões, haja visto que ele era um fumante compulsivo. Nem mesmo no auge de sua doença ele deixou de fumar, aliás, Margareth e Phillip também são fumantes compulsivos.

Em 1947 Elizabeth se casou com Phillip, mas o jovem não era um nobre e possuidor de títulos ingleses, apesar de ter irmãs casadas com nobre alemães e de ter servido a marinha. Phillip era um estrangeiro e teve que abrir mão dos títulos gregos e se converter ao anglicanismo para se casar com a jovem. Ele não era considerado bom o suficiente para ela e alguns o chamavam de Príncipe sem reino, por isso, pouco antes do casamento ele foi intitulado como Duque de Edimburgo e considerado "Sua Alteza Real". O casamento ocorreu em 20 de novembro de 1947 e o primeiro filho do casal, Charles, nasceu em 14 de novembro de 1948. A segunda criança nasceu em 15 de agosto de 1950, que vem a ser a Princesa Ana.

Margareth, irmã de Elizabeth nasceu em 21 de agosto de 1930 (e faleceu em 09 de fevereiro de 2002). Podemos dizer que não teve uma vida muito feliz. Aos 23 anos s e apaixonou por Peter Townsend, um homem 16 anos mais velho, com dois filhos e divorciado. O divórcio ocorreu em decorrência da traição da esposa de Peter, mas por si só, tudo já era considerado um escândalo. O parlamento tanto fez que conseguiu e após dois anos de espera para que pudessem ficar juntos finalmente, o casal acabou se separando, uma vez que Margareth sentiu-se pressionada a abrir mão de sua felicidade em nome da família, da moral e dos bons costumes.

Um dos maiores desafios para a jovem Elizabeth é seu marido Philip, o Duque de Edimburgo, pois este tem sérios problemas para aceitar as tradições da família da esposa. Uma de suas irritações é por não conter seu sobrenome nos nomes dos filhos e o fato dele não poder mais fazer parte da Marinha Real Britânica, onde alcançou a patente de comandante. (Lembram-se que comentei sobre ele viver às sombras da esposa?).

Além destes personagens, ainda temos o primeiro-ministro Winston Churchulli, que esteve no poder durante a segunda guerra mundial e que ajudou seus aliados a vencerem a poderosa Alemanha nazista de Adolf Hitler. Churchulli foi importantíssimo para transmitir tranquilidade e experiência à jovem Rainha (e também teve que enfrentar de pé seus inimigos políticos). Suas reuniões aconteciam no palácio todas as terças-feiras. No auge de seus oitenta anos, considerado velho e ultrapassado, o primeiro ministro decidiu que era hora realmente de se aposentar e deixar o cargo para alguém mai jovem, porém, no meu ponto de vista, nada eficiente.

Com esse traçado dos primeiros anos do governo de Elizabeth, encerra-se a primeira temporada já com gosto de quero mais... muito muito mais!


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