13 de março de 2016

FILME - TEMPO DE MATAR



TEMPO DE MATAR

Uma garota negra de apenas 9 anos de idade é estuprada por dois racistas brancos completamente bêbados. Em um ato desesperado de ódio e vingança, seu pai mata os homens a tiros. Agora. Carl Lee Hailey (Samuel L. Jackson) irá a julgamento pelo assassinato de dois cidadãos brancos. É assim que a lei pretende tratar o caso. Para defendê-lo, Hailey conta com o corajoso Jake Brigance (Matthew Mc Conaughey) e a idealista Ellen Roark (Sandra Bullock), dois jovens advogados em busca da verdade. E poucos dias, o julgamento transforma-se em uma verdadeira batalha racial, onde a vida de todas as pessoas envolvidas com o caso está correndo perigo. O destino de um homem injustiçado está nas mãos de Jake e o tempo está se esgotando. A violenta batalha pode explodir a qualquer momento.


NOTA SOBRE O FILME:

SENSACIONAL.
Adoro filmes com julgamentos e esse não seria diferente. A promotoria e o Juiz são dois grandes vilões, dois homens racistas que acreditam que "o negro" deve ser condenado pelo assassinato dos dois "brancos". Não importa que esses dois "brancos" sejam dois estupradores. Só não foram assassinos também por grande sorte da garota, que sobreviveu a toda violência sofrida, mas o que mais revolta é ver que até mesmo os jurados estão sendo conduzidos pelo mesmo pensamento racial do promotor.

O advogado Jake Brigance é um homem inteligente, mas está sofrendo uma enorme pressão. Isso porque o irmão de um dos estupradores, agora morto, se aliou a uma ceita racista e está aterrorizando a cidade, ou melhor, aterrorizando as pessoas próximas a ele de forma a persuadi-lo a desistir da defesa.

Muitas coisas acontecem paralelamente ao julgamento, mas tudo está relacionado. Ellen Roark entra na jogada por ser uma idealista, uma jovem advogada em busca não só da verdade, mas da justiça. O que eles tentam provar a todo custo é que Carl Lee matou aqueles dois motivacionalmente e que qualquer outro pai agiria da mesma forma. O auge da história se dá quando um dos policiais, atingido acidentalmente pelos tiros, testemunha a favor de Carl alegando que ele tem uma filha e que faria o mesmo. No entanto, nada disso é suficiente para convencer aquele juri e Jake sabe disso.

Sabe tanto que em uma conversa particular com Carl ele abre o jogo e tenta jogar a toalha, mas Carl é um homem simples, de poucos recursos, mas inteligente o suficiente para dizer a Jake que está em suas mãos convencer aquele juri, afinal, ele é branco, ele é como aqueles jurados e ele sabe o que seria necessário ouvir para se convencer que Carl é inocente.

O que mais me deu raiva nessa história não foi nem ver o racismo do promotor, de alguns jurados e do juiz, mas sim, a mãe de um dos estupradores desejar uma justiça. É por isso que eu não tenho dó de mãe de bandido, porque essa infeliz ouviu tudo o que seu filho fez. Tudo o que ele fez com uma criança. Já seria hediondo e nojento se ele tivesse feito isso com qualquer mulher adulta, imagine com uma criança. No entanto, só porque é uma "negra" ele tem direito de fazer o que fez? Assim como Carl, quero que eles apodreçam no inferno. Muitas criminalidades me revoltam. Político bandido e ladrão me revolta, assaltante me revolta, trombadinha ou assassino "di menor" me revoltam, mas estuprador além de me revoltar me enojam e para a mãe dessa raça toda, bem feito, porque ninguém mandou por no mundo um ser abjeto como esse. Também não aceito que sofram porque elas sabem o que os filhos fazem por ai sim. Enquanto eles estão causando o mal para as outras pessoas, elas não se importam, afinal, pra elas , são filhos bons não é mesmo? Agora, quando a violência se vira contra eles, ai elas querem justiça? Não concordo. Infelizmente no nosso país não há pena de morte nem prisão perpétua. Em nosso país a lei é fraca, o sistema penitenciário é falho e os homens da lei são em sua maioria corruptíveis. Infelizmente a lei nunca vai mudar, pois quem é capaz de modificar a lei não vai dar um tiro no pé. 

Assistam esse filme. Eu recomendo e avalio como excelente. Uma história que nos faz refletir sobre causas e consequências, sobre atos emocionais, sobre eficiência e dedicação. Principalmente, nos faz refletir que caráter não tem cor.

Essa história está disponível aos assinantes do Netflix. O filme estreeou no ano de 1996, mas é incrível como continua sendo atual esse tema tão polêmico!

OBS: Existe um site que eu sempre vejo quando pesquiso sobre os filmes que tem a opção de assistir online também, mas eu não sei se funciona de verdade. Como ele pede para instalar uns plug-ins no computador, eu fico muito receosa, então, por via das duvidas, nunca assisto nada nele ou instalo nada. Se alguém conhecer esse site e souber que é confiável, deixe suas considerações aqui nos comentários.

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