2 de julho de 2015

LIVRO - A PROMESSA DA ROSA - BABI A. SETTE



A PROMESSA DA ROSA - BABI A. SETTE



Século XIX: status, vestidos pomposos, carruagens, bailes… Kathelyn Stanwell, a irresistível filha de um conde, seria a debutante perfeita, exceto pelo fato de que ela detesta a nobreza; é corajosa, idealista e geniosa. Nutre o sonho de ser livre para escolher o próprio destino, dentre eles inclui o de não casar-se cedo. No entanto, em um baile de máscaras, um homem intrigante entra em cena… Arthur Harold é bonito, rico e obstinado.


Supondo, por sua aparência, que ele não pertence ao seu mundo, à impulsiva Kathelyn o convida a entrar no jardim – passeio proibido para jovens damas. Nunca mais se veriam, ela estava segura disso. Entretanto, ele é: o nono duque de Belmont, alguém bem diferente do homem que idealizava, só que, de um instante a outro, o que parecia a aventura de uma noite, se transforma em uma paixão sem limites.

Porém, a traição causada pela inveja e uma sucessão de mal-entendidos dão origem ao ciúme e muitas reviravoltas. Kathelyn será desafiada, não mais pelas regras sociais ou pelo direito de trilhar o próprio caminho, e sim, pela a única coisa capaz de vencer até mesmo a sua força de vontade e enorme teimosia: o seu coração.


NOTA SOBRE O LIVRO:
Kathelyn não era uma garota como todas as outras de seu século. Ela era uma moça espirituosa, atrevida, corajosa e também muito curiosa. Por conta de seu comportamento nada "condizente" com as regras, frequentemente estava de castigo, mas naquele dia do baile ela conseguiu um jeito de estar lá. Seu interesse no baile era somente para poder chegar perto da coleção de peças gregas que o Visconde de Whitmore possuía. 



"Enquanto criança, era somente as saias que corriam o risco de serem jogadas na lama. Agora, diante da sociedade, ela sabia que podia acabar com a cara e a reputação inteira na lama."



Arthur, um homem de 30 anos, ficou impressionado com a beleza daquela jovem, mas ficou extremamente curioso quando a viu deixar o salão de baile e seguir na direção da biblioteca de Whitmore, mas indignou-se de imaginar que ela roubaria a coleção que em breve completaria a sua, afinal, ele a ganhou em um jogo na noite anterior. A coleção era o único motivo para que ambos estivessem naquela festa, já que Arthur não era frequentador das temporadas. Ele estava ali apenas para avaliar o real valor da coleção enquanto que Kathelyn queria apenas matar sua imensa curiosidade de ver de perto tudo aquilo que havia (secretamente) estudado.



"- A senhorita lê grego?
- Sim - disse com a voz falha
- Quem é a senhorita?
Ele soltou-a, ela virou e o encarou.
- Alguns me chamariam de excêntrica. - Ele franziu o cenho, ela continuou. - Eu apenas considero mais interessante uma coleção de relíquias do que um baile. - O cenho dele continuava fechado. Ela disse:
- Eu os estudo há anos.
- Os gregos?
- Sim.
- Como?
- Em livros. "

Nenhum dos dois revelou sua verdadeira identidade, mas a atração era extremamente visível e notória. O primeiro beijo foi avassalador. Kathelyn sentia o corpo todo queimar sem saber explicar o que era aquilo tudo que sentia e Arthur estava se corroendo de raiva e frustração por ter o beijo interrompido daquela forma, mas ficou ainda mais depois de perceber que a bela jovem havia desaparecido.

Kathe estava com o coração em festa porque seu pai havia permitido, que mesmo de castigo, ela comparecesse à ópera em que Lady Wharton havia convidado sua família. Kathe adorava tudo isso e, já que teremos a noite da ópera, que tal conhecer a Playlist Oficial da Promessa da Rosa? Boa ideia, né! Então, clique aqui e deixe rolar as músicas enquanto você viaja na história!

Tudo foi criado com muito capricho e muito carinho neste livro. Chega a ser uma tarefa muito difícil falar sobre um trabalho como este, pois basta olhar para a capa e para a diagramação para ver como tudo é muito delicado e perfeito. Esta é uma história que merece ser lida com calma, com tranquilidade, sem pressa e sem afobação para que ela possa ser degustada e apreciada.

E já que toquei no assunto da diagramação, quero que vocês vejam como os capítulos são apresentados. 

Eu particularmente gosto demais desses toques sutis e delicados na leitura. Para quem ama livros no formato impresso como eu sabe como é gostoso passar a mão pelo livro, sentir a textura e acariciar a visão com essa imagem bonita.

Só posso agradecer mesmo tanto à Babi quanto a Editora que fizeram juntas um excelente trabalho mais uma vez.

Um ponto que eu acho extremamente interessante nas histórias  da Babi, é que ela sabe comentar sobre a profissão ou a visão política dos seus personagens. Em "Entre o amor e o silêncio" ela soube caracterizar muito bem o personagem em sua função CEO, seu comportamento e desenvoltura do trabalho. Aqui, no caso de Arthur, ela entra, mesmo que sutilmente, nas questões políticas e nas questões que envolvem a posição do duque. Isso passa muita firmeza no texto, além de nos ensinar coisas que muitas vezes nem imaginamos. Naquela época haviam dois partidos políticos. Os "Whigs", que eram os políticos do Partido Liberal e os "Tories" que eram os políticos do Antigo Partido Conservador. Arthur era do Partido Liberal e o Lord Clifford, pai de Kathe era do Partido Conservador! 

Arthur estava com trinta anos e ainda não tinha se casado. De tempos em tempos ele trocava de amante (e era sempre muito generoso com elas... financeiramente falando). Ele pretendia se casar, obviamente, mas pretendia fazer isso de forma consciente, sendo honroso e respeitoso com sua família. Sabemos que naquela época era muito comum que os homens casados tivessem suas amantes (não que hoje seja diferente, mas esse não é o caso) e Arthur não aceitava esse comportamento. Tanto que a amante atual seria sua última, como despedida, pois ele havida decidido que encontraria uma mulher para ser sua esposa.


"Já havia decidido escolher uma esposa e ela era filha de um conde. O pouco que sabia dela era que era uma dama diferente de tantas que conhecia. Não estava atrás de um título para agarrar um marido. Não se impressionava com isso e não se intimidava diante dele. Era cheia de energia e não se conformaria com uma vida ordinária. Apreciavam as mesmas coisas e possivelmente ela seria a esposa perfeita para ele."

Arthur estava simplesmente decidido que queria se casar com Kathe, mas para isso ele precisaria conquistá-la, já que a garota era geniosa e ele sabia que ela não aceitaria um casamento "arranjado". Quando chega neste ponto da história, confesso que fica impossível não se apaixonar e querer muito mais. Kate era extremamente petulante e arredia e embora ela sentisse a mesma atração que Arthur, ela não se deixava ser "domesticada". Ela o enfrentava, mas isso não o exasperava, ao contrário, o seduzia ainda mais e, ele sabia, que para conquistá-la ele teria que ser paciente. O tempo e a convivência se mostraram os melhores aliados deste romance!


"- eu vou tirar todas as suas roupas. - Uma trilha de beijos deixada no pescoço. - E vou lhe deixar nua sem nenhuma ilusão. - Outra labareda de fogo marcada em seu rosto através dos lábios dele. - E vou amar você com tanta intensidade que quando acabarmos, não restará nada seu que você não tenha revelado e nada meu que permaneça oculto."

Simplesmente apaixonante e irresistível!
O problema é que Kathe estava sempre se enfiando em alguma encrenca, e pior, não percebia que em seu convívio havia uma cobra peçonhenta. Aiiiiiiiiiiiiii Babi que ódio daquela pessoa invejosa. Kathe devia ter desconfiado logo e cortado, mas não, ao mesmo tempo que era muito corajosa e determinada, também era muito inocente, o que claro, fazia jus aos seus 17 anos. Eu havia jurado que não me deixaria envolver dessa forma na história a ponto de ficar ensandecida e com vontade de entrar no enredo e colocar as coisas nos seus devidos lugares, aliás, eu queria entrar na história só cinco minutos para fazer um estrago na cara da lambisgoia, falsa, invejosa e desprezível... Algo aqui me diz que essa pessoa não agiu sozinha. Um jogo de interesses por trás de tudo aquilo certamente faz sentido. Aiiiiiiiiiiiiiiiiiii Pronto! Falei, agora preciso me recompor... 3...2...1... respira... respira... respira...

Da atitude dos personagens: A preceptora de Kathe, a Sra Elisa Taylor foi para mim uma grande surpresa. A mãe de Kate, a Sra Elizabeth era a típica mulher da época que abaixava a cabeça para todas as vontades do marido e não tinha voz ativa para nada, como era o esperado. O pai de Kathe, no meu ponto de vista, foi o homem mais despudorado que podia existir, afinal, ele não exitou em fazer um acordo com o duque e depois agir como agiu. Primeiro foi a punição que ele deu à Kathe e segundo, a decisão que tomou dias depois. Esses dois pontos foram cruciais para que ele entrasse para o rol dos personagens odiados da história, assim como outras duas pessoas que não posso falar quem é para não causar spoiler. Ai então você que está lendo esses comentários agora vai dizer: "Ah, então você está dizendo que a inocência de Kathe foi a sua ruína?". Eu vou lhe responder. A inocência era pertinente à idade e a condição feminina da época, mas não foi apenas ela quem não teve malícia. O próprio Artur foi ingênuo, ludibriado e altamente influenciado pelas condições da ocasião, mas no seu caso, isso aconteceu apenas porque ele nunca se permitiu parar um minuto para ouvir o que as pessoas a sua volta tinham a lhe dizer. Ele alegava que não queria se aborrecer com coisas vis, mas, no meu ponto de vista este foi o seu maior erro. Um erro acima do ciúmes.

Todos os atos, conscientes ou não, acarretam em consequências e, as consequências para Arthur e Kathe cobram um preço bem alto, muito embora, ambos ainda carregassem individualmente o peso dos sentimentos que ficaram ali atrás. Arthur não estava preparado para o impacto que sofreria naquela noite! 


"Será minha nem que eu tenha que mover todas as locomotivas do mundo até o sol."

Arthur estava decidido, mas será que suas atitudes seriam as corretas para recuperar o amor daquela mulher? E como seria lidar com seu orgulho e com o ciúmes que tais sentimentos e impressões despertavam dentro dele? Uma coisa eu posso garantir. Quando você chegar neste estágio da leitura você estará completamente rendida(o) a esta história e ficará assim como eu fiquei: completamente ensandecida(o) e desesperada para avançar na leitura e saber o que vai acontecer. Você vai praguejar a pressa com que as horas estão passando e sua ansiedade aumentará. Não, não é exagero não, pois eu tentei de todas as formas me manter firme, mas não consegui porque esta leitura simplesmente me ganhou. Estou falando de dois personagens extremamente fortes e apaixonados, mas também muito magoados e imponentes, e a mistura desses sentimentos nem sempre resulta em bons conselhos, em decisões certeiras e positivas.

Por trás de toda história do casal, ainda há um universo de intrigas e conspirações que acabam interferindo na vida deles, mas a verdade é que mesmo as dificuldades e as implicações tendem a aproximá-los de alguma forma. Resta saber se eles serão capazes de superarem e se perdoarem mutuamente! As reviravoltas, a forma como tudo aconteceu foi simplesmente perfeito. Estou convencida de que este foi sem sombra de dúvidas mais um grande acerto na carreira da Babi! A história é realmente muito fascinante e envolvente. Algo que faz você se sentir dentro do cenário e visualizar cada relato. Um final emocionante e muito bem bolado. Uma história que apaixona e vicia!

Considerações finais: Antes de ler o livro eu não li nenhuma outra resenha para não me sentir influenciada ou até mesmo para não esbarrar em nenhuma ideia semelhante, pois este está sendo o livro mais divulgado e mais resenhado nas últimas semanas. Uma febre e super bem aceito. 


Ficha Técnica:

Autora: Babi A. Sette
Editora: Novo Século
Publicação: 2015
Edição: 1ª Edição
Páginas: 431 páginas

ONDE COMPRAR O LIVRO:

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1 comentários:

Babi A. Sette disse...

Uau Fernanda que incrível!!!! Como vc escreve bem, estou passada, em um bom sentido é claro- risos. Que intenso foi ler sua resenha. Que fantástica a sua capacidade de pegar a alma dos personagens esmiuçar e colocar no papel dessa forma tão viva. Sou eu quem agradeço pela experiência de ler a sua impressão e de mergulhar outra vez nos dramas, acertos, desacertos e na passionalidade dessa história. Obrigada pelo carinho e por ter mais uma vez dado uma oportunidade às minhas palavras. bjs

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