21 de julho de 2015

DUOLOGIA - QUANDO VI VOCÊ - #01 - NANA PAUVOLIH


DUOLOGIA - QUANDO VI VOCÊ - LIVRO 01 - NANA PAUVOLIH

Ana Flor é uma jovem romântica e sonhadora, que sonha encontrar seu príncipe encantado e viver com ele feliz para sempre. No entanto, depois de muitos acharem que vive fora da realidade e não ter namorados sérios, acaba cedendo aos avanços de um rapaz que está apaixonado por ela e fica noiva dele. É então que vê a foto do primo de Vítor e se apaixona no primeiro olhar por sua foto. Quando o conhece, João Pedro Valente vira seu mundo pelo avesso. Virgem e sonhadora, abre mão de tudo por ele, sem imaginar que em vez de encantado, ele é um príncipe sombrio, cheio de traumas do passado, pornográfico, que pratica sexo pesado. E em meio a um mundo de sexo, luxúria e muita paixão, Ana Flor vai descobrir o amor e o sofrimento. Recheado de cenas fortes e altamente eróticas.

NOTA SOBRE O LIVRO: 

Quem curte o gênero literário erótico está mais do que habituado a ouvir falar sobre a escritora brasileira Nana Pauvolih, entretanto, algumas pessoas ainda não tiveram a oportunidade de ler algum livro dela. Eu conheci a Nana tem mais de dois anos quando houve um boom no facebook com diversos grupos e páginas de livros. Foi nesta oportunidade que conheci o livro "A Coleira", que ela já havia publicado, e também, essa história que ela estava escrevendo em seu blog. A duologia foi posta a venda durante a Bienal do Livro em São Paulo no ano de 2014 com uma tiragem limitada e para surpresa geral, os livros esgotaram as vendas antes mesmo da chegada da Nana ao stand. Atualmente os dois livros são vendidos apenas no formato digital, o ebook, na Amazon, mas quem teve a oportunidade de adquirir o livro no formato impresso, tem em casa uma verdadeira relíquia. Atualmente a Nana está com outros trabalhos mais recentes em destaque e sem sombra de dúvida, fazendo muito sucesso no gênero sim! Aliás, vale ressaltar também que a Nana é uma referência para muitas outras autoras que se aventuram no universo literário erótico. Suas histórias não são só sexo, suas histórias possuem enredos fantásticos, personagens muito bem criados e uma bagagem excelente para prender o leitor.



Como eu disse, o livro foi vendido durante a Bienal do Livro e eu pude adquirir meus dois exemplares e eles estavam na fila de leitura há muito tempo, mas, eu tenho duas amigas que são terríveis e elas fizeram uma excelente campanha me incentivando a abandonar momentaneamente o outro livro que eu estava lendo para me jogar nos braços do João Pedro (JP), ainda mais porque o personagem foi inspirado no homem da minha vida, o Henry Cavill, claro, então, seguindo os conselhos literários delas, aqui estou eu falando com vocês sobre essa história. Ela foi escrita em primeira pessoa, portanto, teremos o ponto de vista tanto de Ana Flor quanto de João Pedro Valente.



Ana Flor era uma garota de vinte e dois anos e que demonstrava ser bem centrada, bem madura, bem consciente do que ela queria, mas sua tortura começou quando ela viu a foto de um homem na casa dos pais do seu noivo, Vitor, de vinte e nove anos e que era apaixonadíssimo por ela. Vitor queria casar, mas Flor não estava preparada para este passo, ainda mais depois do fascínio que aquela foto provocou em sua mente. Aos vinte e dois anos ela ainda era virgem, mas ela não encarava isso como um problema (como realmente não é, que fique claro), afinal, por saber exatamente o que queria, ela aguardava que seu momento acontecesse com a pessoa certa, com o homem que ela amasse verdadeiramente e ela ainda não estava certa de que aquele homem seria o Vítor, por isso, as coisas permaneciam como realmente tinha que ser. Na cabeça de Flor, aquele fascínio era loucura, então, ela deduzia que quando visse João Pedro pessoalmente, que ela seria capaz de esquecer a foto que a perturbava dia e noite. Ela só não havia se dado conta que não era bem a foto que servia como último pensamento todas as noites e primeiro pensamento todos os dias, mas sim, a pessoa que estava na foto. Ana Flor se apaixonou por João Pedro à primeira vista e através de uma foto. Quer dizer, ela não tinha se dado conta até que seus olhos cruzaram com aquele par de olhos azuis...

Laurinha, a mãe de Vitor, tia de João, estava organizando uma festa de boas vindas e Flor estava intimada a participar. A sensação que Flor tinha sobre a sogra é a mesma que a minha: Laurinha não era muito fã de Flor e talvez essa animosidade estivesse ligada ao fato da mãe sentir que a garota não era apaixonada por seu filho, assim como ela. Laurinha era aquele tipo e mãe apaixonada pelo filho e que achava que nenhuma mulher estava à altura de seu pupilo. Ao longo da história teremos esta certeza.

A melhor amiga de Ana Flor era Paola, uma garota despachadona e que mantinha uma implicância recíproca com Vítor. Já Isabel era a mãe de Ana Flor. Uma mulher elegante e que fazia a maior questão do relacionamento da filha com Vitor, claro, afinal, ele era de uma família rica e de classe, além de ser bonito, claro. A mulher mantinha um postura muito elegante e sofisticada, por isso, estava sempre pegando no pé da filha para que se comportasse da mesma forma, mas Ana era uma garota simples e não sabia e não queria ser como sua mãe. Muitas vezes se calava para não prolongar o assunto.

João Pedro era um homem de trinta anos, formado em medicina, especializado em neurocirurgia e retornou para o Brasil depois de quase um ano se especializando em mecanização cerebral, na Alemanha.

"Usava jeans escuro, camisa branca com as mangas dobradas e o primeiro botão aberto e confortáveis sapatos de couro. Era bem alto e, embora esguio, era visivelmente musculoso. Tinha ombros largos e era um tipo grande, másculo, incrivelmente viril e charmoso, o que se notava só pelo jeito que falava e pela postura corporal. Seus cabelos eram densos, curtos, muito negros. O rosto anguloso possuía traços bem marcados, como o nariz reto, o maxilar quadrado e o queixo firme, mas a boca era carnuda. Sobrancelhas grossas e negras emolduravam seus olhos penetrantes, que eu sabia ser de um azul bem escuro pela foto. Embora sua aparência fosse viril e belíssima, havia algo mais atraente nele, que era inexplicável à primeira vista. Talvez fosse seu olhar muito atento e profundo, ou a maneira como o corpo dele parecia exalar força, graça, algo meio como de um animal selvagem, pronto para dar o bote ou atacar."

Bom, não preciso nem dizer que a descrição que a Nana fez sobre o personagem João Pedro foi simplesmente perfeita. Se este homem já me serviria de inspiração para compor o personagem, imagine depois destas palavras e desta imagem! Assim como Ana Flor, eu também me apaixonei à primeira vista.

João Pedro aprendeu a ser um homem seguro, centrado, conhecedor e controlador para com seus próprios sentimentos, mas sentiu-se totalmente abalado quando seus olhos cruzaram com os olhos de Ana Flor. Ele não sabia quem era aquela garota extraordinariamente linda e que demonstrava ter ficado tão alabada quando ele. O primeiro contato foi extremamente explosivo e o único que não se deu conta da tensão entre João e Ana foi o Vitor. João deixou claro que possuía um alto nível de desconfiança com as mulheres, por fruto de seu passado, obviamente e ele lutava com todas as forças para não se deixar enfraquecer por aquela moça.

Quem também apareceu para completar o time de personagens foi Fernanda Linhares, cerca de trinta anos e médica também, porém, dermatologista. Fernanda era a "amiga com benefícios" de João Pedro e ambos eram sócios em um clube VIP, direcionado ao público BDSM. Bem que dizem que a primeira impressão é a que fica e comigo acontece a mesma coisa com os personagens. Ficou explícito no comportamento de Fernanda que ela seria um problema e dos grandes. Famosa "chave de cadeia" e o tipo cobra que se faz de boazinha. Tenho certeza que precisamos preparar o coração para enfrentar o que está por vir. Meu faro não me engana e ela certamente era apaixonadíssima por João, mas se fazia de amiga desinteressada para usufruir dos benefícios de um bom sexo. Como ela sabia que João era contra "casamento", então, ela mantinha-se segura de que assim eles permaneceriam "juntos".

Obsessão... O passado de JP estava relacionado à obsessão e tudo indicava que Ana teria que lidar com isso também a partir do momento em que terminasse o compromisso com Vitor. A impressão que Vitor passava e que Ana também sentia era que o rapaz estava confundindo amor com desafio, afinal, Ana custou para aceitar se relacionar com ele, afinal, ela não o amava como ele esperava e talvez isso tenha desenvolvido no rapaz a ilusão de que ele a amava. A mãe de Ana também não facilitava em nada. Era uma mulher amaga, que não acreditava no amor por conta de seu histórico, e por isso, criticava a filha por tudo e estava sempre tentando impor suas vontades e suas ambições. O lado bom é que logo de cara Ana tentou se esquivar de toda pressão da mãe e colocou um ponto final na relação com Vitor. A única pessoa que a apoiava era a amiga Paola. Enquanto isso JP estava sendo super correto e super consciente de que seu desejo e todo aquele interesse maior em Ana não era "correto", por isso, ele estava se controlando o máximo que podia. Ana também demonstrou um grande caráter ao por um ponto final em seu relacionamento, uma vez que aquele era o típico caso fadado ao fracasso, mas como eles sobreviveriam distantes? Quais as consequências de tudo o que os cercavam?

Até aqui Ana Flor veio se mostrando uma garota firme de suas decisões, tanto com as implicâncias da mãe quanto com a insistência de Vítor. O fato dela ser "uma virgem" não sua personalidade não faz dela uma garota "mimimi". Inclusive com relação à amiga Paola, ela deu uma enorme demonstração de maturidade com uma revelação da amiga de algo que aconteceu (e não posso contar pra não causar um baita spoiller). Vítor tem se tornado chato e imaturo e todo mundo já estava de saco cheio dele. Até João Pedro lhe deu um esporro bem dado para ver se o cara se tocava. A tensão entre Ana e João era tão palpável que doía, mas dos dois, João era quem mais resistia ao desejo. Nesse jogo de paixão e resistência, há algo relacionado com dominação e submissão, pois João, era um perfeito dominador e Ana totalmente submissa (de uma forma boa, sensual, carinhosa) e ao passo que você vai lendo o livro você vai se envolvendo na história de tal maneira que não consegue parar até descobrir o que vai acontecer. A Nana tem uma forma muito cativa de escrever e prender o leitor, uma forma de tornar a leitura prazerosa e leve, pois mesmo quando ela descreve as cenas de sexo, submissão, dominação que aconteceram dentro do "Clube Voraz" você não se sente irritado. Digo isso porque muitas pessoas não gostam de cenas BDSM e às vezes acabam até perdendo o interesse na leitura. Senti que a Nana inseriu o tema na medida certa e fez de Romance x Fetiche seus aliados para compor uma boa história, além de contar, é claro, com a história deste casal para deixar o leitor satisfeito com a leitura.

Alguém disse aqui que João Pedro estava se controlando e reprimindo seus desejos por Ana Flor?

SPOILER
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.

"- Sabe o que vai acontecer? – Perguntei baixo, sem tirar os olhos dos dela.

- Sei. 
- Viu como sou. Se ficar, é isso que terá. 
- Eu fico. 
- É temporário, Ana. Apenas sexo, puro e bruto como gosto. Não importa se é virgem, se é inocente. Vai ser à minha maneira. – Fui bem claro em tudo e dei um passo para frente. Ela se encostou na parede de pedras e arfou, nervosa, ansiosa. Apoiei uma das mãos na parede, ao lado da sua cabeça. A outra foi em sua garganta e a segurei ali, sem apertar. Mas queria que entendesse bem os meus termos.

E o homem era realmente tudo aquilo que prometia. De uma masculinidade, de uma virilidade, de uma intensidade sem tamanho. Confesso que fiquei de boca aberta imaginando a cena, e claro, ele, lindo em toda sua magnificência... Simone e Valéria, vocês realmente acabaram com as minhas forças... (risos). Aquela primeira noite deles foi incrível mesmo. João Pedro é o tipo de personagem que a gente se apaixona e é fácil compreender o quanto ele também estava perturbado. Ana havia saído do relacionamento com Vítor há pouco tempo, mas como JP foi o verdadeiro motivo, para ela, se entregar, não foi nenhuma dificuldade. Não porque ela fosse leviana, ao contrário, mas porque ela era uma pessoa consciente de seus sentimentos e a sua ingenuidade foi capaz de fazer com que ela aceitasse todas as condições e imposições de João Pedro. Claro que isso traria consequências, mas Ana não se deixou levar pelo medo. Enquanto isso, João sabia que tendo Ana ele não precisaria de mais nada, mas pelo estilo de vida que ele levava desde oito anos atrás e também pelos problemas que ele havia passado, era fácil compreender suas limitações e sua aversão a algum tipo de relacionamento.

João impôs a condição de passarem apenas um mês juntos... esse seria o prazo limite para que eles aproveitassem todo desejo que sentiam e depois nunca mais se veriam outra vez. Por sua postura submissa, eu até acredito que Ana, mesmo a duras penas, conseguisse cumprir com sua parte de não procurar João Pedro ao final deste prazo, mas será que João seria capaz de cumprir com as regras e limitações que ele mesmo criou?

Posso dizer, que tirando a parte em que Fernanda havia descoberto o envolvimento de João Pedro com Ana Flor e que a maldita já estava bancando a ordinária, a relação ia bem. Acrescento o fato de que João ainda não havia se dado conta do quanto estava apaixonado por Ana, tanto que estava sempre pensando nela e sempre se preocupando em fazer o bem a ela, inclusive, de não querer levá-la ao Clube Voraz e inseri-la em seus jogos com Fernanda. Ana era especial, João sabia disso, mas não sabia exatamente como lidar com esta situação. O maior peso em sua consciência era a mágoa que ele queria evitar a todo custo ao primo e também para a tal Fernanda, afinal, ele não enxergava nela uma víbora e sim, uma amiga. Nesse ponto João Pedro era muito inocente!

Por outro lado, até compreendo o lado da amiga Paola, de não querer ver a amiga mal, de se preocupar, mas quando ela começou com aquela ladainha de que "João não era a pessoa certa, mas sim o Vítor", ela acabou me irritando. Poxa vida (vontade de soltar um palavrão agora), porque será que é tão difícil das pessoas compreenderem que quando a gente não ama, não sente tesão, não sente desejo, não tem química, não dá pra ficar junto. Mania que esse pessoal tem de ficar batendo na tecla de que "Vítor é um bom rapaz", "Vitor te ama", "Vítor é rico", "Vítor é bonito", "Vítor te fará feliz" enquanto nada disso faz sentido se Ana não gostava dele. Ana gostava de João Pedro. De João com toda sua bagagem, sem importar que ele não queria um relacionamento, sem se importar que ele curtia um "sexo diferente", sem se importar com nada, apenas com o fato de que ele completava a garota.



Seu lado dominador e possessivo nos deixa completamente fascinadas... "Sassinhora" protetora do chuveiro elétrico, dai-me resistência...


SPOILER
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
"Ele se virou, olhando-me sério. Senti um baque no peito. Conhecia aquele olhar, penetrante e concentrado, dominador. Usava-o quando me dava ordens ou me fodia. Parei de imediato.- Se vai ficar aqui, é para ficar comigo, não pendurada no telefone."

Além de um excelente enredo, daqueles em que quanto mais você lê, mais você quer descobrir o que vai acontecer, as cenas de sexo entre Ana e João Pedro são super envolventes... Uma coisa que me chamou bastante atenção foi o fato de que apesar de viver neste universo BDSM, João tem uma tendência a ser diferente com Ana. Ele não chega a ser o famoso baunilha, mas ele também acaba não sendo um completo dominador. Além disso, ele explica muitas coisas para Ana sobre o que acontece ali dentro do clube. Falando inclusive sobre o clube, a ida deles até lá acaba gerando um grande desconforto para ambos e ai que eu gostei da reação de Ana, pois ao invés de sair correndo como eu deduzi que ela faria, ela acabou enfrentando a situação de cabeça erguida. Enfrentando inclusive João Pedro, que mesmo contra-atacando com seu jeito possessivo, demonstrou o quanto se sentiu acuado.

Outra pessoa que acaba irritando muito é a mãe de Ana. A impressão que dá é que ela é apaixonada pelo Vitor, não é possível, pois a mulher não se convence de que a filha não gosta dele. Ela nunca perde uma oportunidade de infernizar a vida de Ana com esse assunto. Não sei se a questão é só "status" proporcionado por uma família importante ou se é porque a vida dela sempre foi uma grande merda. A pessoa frustrada que não foi feliz e que acaba projetando na filha aquilo que ela idealizava para si. Quem merece uma jararaca dessas como mãe?

Considerações Finais: 

1) A Nana teve o cuidado de inserir em cada capítulo trechos de músicas que falam sobre Ana e João Pedro!

2) A Nana construiu personagens quase que reais, daqueles que dá vontade de tocar e alguns que dá vontade de socar!

3) A Nana conseguiu criar uma protagonista que a gente não se irrita com os mimimi's, ao contrário, mesmo lambendo suas feridas em alguns momentos, a Ana consegue ser uma garota forte e determinada. Ela não vacilou em nenhum momento para tomar uma decisão e em momento algum se deixou influenciar pelas pessoas a sua volta, também não se deixou ser coagida com chantagem emocional da parte de Vítor.

4) João Pedro é aquele tipo de personagem que a gente fica realmente babando e ao final do livro a ressaca literária participa do "the end", no entanto, ainda tem o segundo livro para nos deixar menos aflitas(os).

Quer mais motivos para ler esta história? E quando chega o momento de tomar as devidas decisões? Não só Ana Flor, mas João Pedro também! A vida que segue e parece que Vítor finalmente se deu conta, depois de tantas burradas e cabeçadas, que o amor é muito mais do que aquilo que ele imaginava que fosse. Ana estava cada vez mais convicta de seus sentimentos e de que o que lhe fazia mal precisava ser eliminado. João precisava entender quais eram os sentimentos que regiam seu coração e ainda assim, se tocar da realidade que ele nunca quis enxergar. 


ONDE COMPRAR O EBOOK:

Amazon, clique aqui!

0 comentários:

Postar um comentário

DEIXE SEU COMENTÁRIO SOBRE ESTA PUBLICAÇÃO!