24 de fevereiro de 2015

LIVRO - COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ - JOJO MOYES

COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ - JOJO MOYES

Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Além disso, trabalha como garçonete num café, um emprego que ela adora e que, apesar de não pagar muito, ajuda nas despesas. E namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe. Quando o café fecha as portas, Lou se vê obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, a ex-garçonete consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto e planeja dar um fim ao seu sofrimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro.


NOTA SOBRE O LIVRO:

Definitivamente este foi o melhor livro de amor incondicional que eu já li na minha vida.  LI E RELI. Toda vez que preciso falar sobre este livro fico assim completamente embasbacada sem saber ao certo o que dizer. Não encontro palavras para definir a avalanche de sentimentos. Só de fazer uma pesquisa no google para achar algumas imagens para compor esta nota, senti aquele nó na garganta juntamente com uma ardência nos olhos prenunciando a vontade de chorar. Chorar porque este livro faz a gente parar e refletir sobre o verdadeiro sentido da vida e é automático nos colocarmos no lugar dos dois personagens e tentar imaginar o que seríamos capazes se estivéssemos em seus respectivos lugares.

William Traynor era um homem de negócios, estava em um relacionamento recente com Lissa e possuía um espirito esportivo, que óbvio, não era muito bem quisto pela namorada. Para as férias ele estava programando algo bem agitado enquanto ela queria apenas algo mais romântico e glamuroso. Nem a manha de Lissa fez com que Will se abalasse, então, como era previsto, naquela manhã de 2007, chovia torrencialmente e Will, responsável como era, optou por deixar sua moto na garagem do prédio que morava e seguir de táxi para a reunião que teria com Rupert. Acontece que por ironia absurda do destino Will acabou sendo atropelado justamente por uma moto em alta velocidade enquanto atravessava a rua para entrar no táxi que estava a sua espera. Naquele momento tudo tornou-se escuridão!

Louisa Clark era uma jovem de 26 anos que vivia em uma casa modesta com seus pais, a irmã Treena, o sobrinho Thomas e o avô, que havia sofrido um derrame e era cuidado pela mãe de Lou. Como toda família modesta, viviam conforme as condições financeiras do momento, inclusive, contavam com a renda de Lou, que trabalhava há seis anos no Café de Francis, mas o proprietário teve que fechar o estabelecimento e Lou acabou perdendo o emprego. Diante da atual situação, até mesmo a viagem de férias que Lou estava programando com o namorado Patrick, com quem estava há sete anos, sofreu um abalo. Entretanto, não podemos dizer que Lou seja uma profissional capacitada, afinal, seu primeiro emprego havia sido naquele café então, sua experiência curricular não era das melhores. Como opção lhe restou apenas aceitar a entrevista para "curadora" de um homem tetraplégico. O ano era 2009 e sabe-se lá por que cargas d'água Camilla Traynor contratou logo Lou para ser a "curadora", ou melhor dizendo, a acompanhante de seu filho, que é ninguém mais, ninguém menos que William Traynor. De cara a impressão que temos é que Camilla não tem outra alternativa a não ser a garota. Não preciso nem dizer que de cara já deu para sentir também que a relação entre Lou e Camilla, a mãe de Will, não será das melhores, no entanto, aos poucos vou falando mais a respeito dos personagens principais.

A família de Lou era a típica família de classe média, que almoçava e jantava todos os dias juntos, que discutiam os mais variados assuntos. Todos ficaram espantados com o emprego que Lou conseguiu, pois ela era bem conhecida por não ser uma pessoa de grandes habilidades. Tudo bem que não era o emprego dos sonhos de uma jovem de 26 anos e muito menos de sua família, tendo em vista, que o emprego era apenas temporário, mas ainda assim do ponto de vista financeiro, Lou estava disposta, já que receberia mais do que recebia pelo emprego anterior e sua família também estava preocupada mais com o dinheiro que viria do que com a satisfação de Lou..

De tudo que acontece e cerca a vida de Lou, algumas coisas me incomodam e dentre elas está o fato de que eu sinto que a irmã de Lou acaba sendo superprotegida pelos pais. Primeiro que Lou acabou sendo instalada em um quartinho minúsculo para que sua irmã pudesse usufruir do quarto maior juntamente com o filho Thomas. Segundo que eu sinto que Lou é o arrimo desta família. Como não são ricos, Lou acaba carregando a responsabilidade de complementar a renda familiar com base em seu trabalho, então, mesmo quando ela não demonstra satisfação, é bombardeada pelas pessoas para não desistir, pois eles "dependem" do dinheiro dela. Treena agora quer voltar para a faculdade, pois está pensando em seu futuro e no do filho. Concordo que ela deva fazer isso sim, mas me incomoda o fato dela dar uma discreta demonstração de que mais uma vez quem terá que se sacrificar é Lou.

O que se tornou a vida de Will?
Apesar de todo conforto que o dinheiro podia proporcionar a Will, ele estava preso a uma cadeira de rodas, sobrevivendo a base de remédios e com a certeza de que jamais voltaria a andar. É duro dizer isso e encarar que muitas pessoas enfrentam esta realidade, mas quando presto mais atenção às explicações que Nathan, o enfermeiro, dá a Lou sobre a rotina de Will, que vejo como deve ser sofrido para ele. Aliás, como este é um livro de conhecimento geral, não vou me conter com os spoilers.

"Ele toma dois remédios para pressão: este, para baixar na hora de dormir, este para subir quando acorda. Estes, ele usa sempre para controlar os espasmos musculares: você precisa dar um no meio da manhã e outro no meio da tarde. Ele não acha esses difíceis de engolir, porque são pequenos e revestidos. Estes são para espasmos da bexiga, e estes são para refluxo ácido(...)."

O primeiro contato de Will com Lou não foi dos melhores. Também pudera não é mesmo? Para um homem no auge da carreira, esportista, jovem, cheio de vida e com o mundo pela frente e que de repente vê tudo isso eliminado porque alguém o atropelou deixando-o tetraplégico. Eu imagino tudo o que pode passava na mente dele, sem contar o constrangimento, pois o primeiro sentimento que qualquer pessoa demonstra a alguém nestas condições é a piedade. Will precisava de cuidados para tudo. Ele jamais seria novamente alguém independente, alguém que poderia inclusive escolher o que quer comer, o que quer beber e até o que vestir. Will precisava de alguém sempre fazendo algo por ele. Talvez não fosse piedade que Will precisasse naquele momento. Sua arma de defesa era a hostilidade e por mais que Lou não tivesse culpa dos seus problemas, era nela que ele acabava descontando seu mau-humor.

Will perdeu sua independência aos 35 anos de idade.
Para quem antes vivia em seu próprio apartamento, naquela circunstância teve que retornar para a casa dos pais, que inclusive é visível que há algo por trás do tratamento frio com que todos se tratam. Para que ele não se sentisse tão limitado e preso, as estrebarias foram adaptadas e se transformaram no anexo onde Will vivia. Era ali que Lou passaria seus dias ao lado de Will. As dependências da casa de Will e seus pais estavam interligadas ao Castelo. Imagino que este Castelo ao qual temos referência, tratava-se de um ponto turístico. Foi para lá que Lou correu no seu primeiro dia de trabalho assim que pode usufruir dos seu horário de intervalo. Ela estava sentindo toda pressão que Will tinha depositado sobre ela. Em sua concepção Will apenas a odiava. Ela ainda não conseguiu de imediato ter a percepção de que o comportamento dele estava ligado ao seu drama particular e não especificamente a ela. A cada vez que Will era arrogante com Lou eu enxerguei dor em seu comportamento e não apenas prepotência. Will não tinha perspectiva de vida, se passaram dois anos e para quem um dia foi um esportista, aquilo tudo era uma penitência.


"Há coisas que você não percebe até acompanhar uma pessoa numa cadeira de rodas. Uma delas é como a maioria dos calçamentos é mal conservada, com buracos mal remendados ou desnivelada. (...). A outra coisa era como a maioria dos motoristas é desatenta. Param em cima da calçada ou tão perto de outro carro que é impossível para alguém em uma cadeira de rodas atravessar a rua."

A família Traynor aos poucos foi demonstrando que apesar da pose e do dinheiro, enfrentavam problemas como qualquer família. A mãe de Will demonstrava claramente ser uma mulher amarga, embora sofrida com a situação do filho, mas que não perdia a pose e a hostilidade. É como se ela não pudesse jamais descer do pedestal. Sua personalidade austera e quase fria, escondia a dor e o desespero de uma mulher que há dois anos via o filho em tais condições precárias, que nem o dinheiro todo que possuía era capaz de amenizar o que ele sentia.

Vocês se lembram da Lissa (Alicia), que era a namorada de Will quando ele sofreu o acidente e de Rupert? Então, para piorar o humor de Will, eles iriam se casar. Lissa tentou justificar que ela tentou permanecer ao lado de Will, mas que foi ele quem não permitiu sua presença. Ela alegou que foi ele quem a afastou e que as coisas com Rupert simplesmente aconteceram. Até que ponto ela estava falando a verdade? Não sei, tenho minhas desconfianças. Como faz quase dois anos que li este livro pela primeira vez, juro que acabei esquecendo vários detalhes e Lissa foi uma das situações que minha memória havia apagado. O fato é que não gostei dela desde o início, antes mesmo do atropelamento do Will. A notícia do casamento terminou de estragar o humor de Will como eu havia dito, mas pelo menos o seu azedume serviu de combustível para que Lou saísse da inércia de simplesmente ignorar a arrogância de Will. 

"-Não fui contratada por você. Fui contratada pela sua mãe. e, a não ser que ela não me queira mais aqui, vou continuar. Não porque eu me importe particularmente com você, ou com este trabalho idiota, ou por querer mudar a sua vida de alguma maneira, mas porque preciso do dinheiro."

Momentaneamente parece que a resposta mal criada de Lou surtiu algum efeito em Will.



"A primavera chegou durante a noite, como se o inverno fosse um hóspede indesejado que de repente resolveu vestir seu casaco e desaparecer sem se despedir. Tudo ficou mais verde, as ruas foram banhadas por um sol fraco, o ar agora perfumado. O dia tinha sinais florais e acolhedores, com trinados primaveris como fundo musical."



A medida em que o tempo foi passando, o clima entre Will e Lou foi se tornando mais ameno. Não que eles já estivessem apaixonados, mas começou a ocorrer queda de barreiras. Will se tornou menos hostil e Lou começou se adaptar com a rotina dele.

Patrick era o namorado de Lou e já estavam juntos há sete anos. O relacionamento deles era algo que podemos chamar de "comum". No inicio do relacionamento Patrick era um cara normal que comia, bebia e transava, no entanto, algum tempo depois ele se tornou maratonista e para ele tudo girava em função das dietas, dos treinos e dos exercícios. As noites de sexo quase não existiam mais. Não haviam brigas nem discussões, mas a vida de Patrick girava em torno disso mesmo e mesmo inconscientemente Lou já estava cansada disso e dessa relação. Lou não reclamava, mas já sentia os incômodos da situação. Quanto ao relacionamento de Lou e Patrick, posso afirmar que esse sentimento de "amor" não existia entre eles já há muito tempo (se é que algum dia existiu) e que nenhum dos dois haviam se dado conta ainda. Era a típica relação comoda em que você já está tão habituado com a pessoa que não há mais nenhum tipo de emoção. A rotina já tomou conta e ninguém tem coragem de mudar porque é o que parece mais certo a continuar acontecendo.

"Parecia que quanto mais ele ficava em forma, mais obcecado ficava pelo próprio corpo e menos interessado em mim. Perguntei a ele algumas vezes se não gostava mais de mim e ele pareceu bem enfático.
- Você é maravilhosa - disse. - Eu só estou exausto. Mas não quero que você emagreça."

Detalhe: Quando ele fala assim eu tenho a sensação de que Patrick está dizendo que Lou é gorda. Não sei se é por eu já ter vivido experiências semelhantes em que a pessoa queria a todo custo "mudar" minha aparência, como se o fato de eu ter uns quilos a mais fosse algo vergonhoso, que toda vez que me deparo com esse tipo de situação, minha primeira reação é a de detestar o infeliz que fala algo do tipo. Nunca mais mudarei por ninguém e acho que isso serve de motivação para qualquer um de nós, pois aprendi que se eu devo gostar das pessoas como elas são (em suas personalidades e formas físicas) então as pessoas também devem gostar de mim como eu sou. Por ser esta pessoa "vazia" é que eu não consegui sentir apreço algum pelo Patrick.

O capítulo oito vem com uma carga emocional muito forte. Nele é retratado o ponto de vista de Camilla, a mãe de Will. Aliás, o stress emocional acontece logo que a irmã de Will volta da Austrália e fica sabendo sobre a tentativa de suicídio do irmão e sobre seu desejo de ir para a Dignitas, na Suíça. Bem, de forma resumida, a Dignitas é uma empresa suíça que ajuda pacientes terminais que desejam uma assistência para morrer. Chocante? Demais, mas mais adiantes posso voltar a falar sobre isso, no entanto, mais uma vez tenho a certeza de que toda frieza e imponência que a mãe de Will demonstra ter, nada mais é do que uma capa que ela usa como se isso a protegesse da dor e do desespero por ver o filho nestas condições e mais, por ver e saber que ele deseja ir para a Suiça para simplesmente morrer. É neste capítulo que ela relata sobre o pedido de Will para "acabar com seu sofrimento" e também sobre a primeira tentativa de suicídio dele que culminou em um acordo onde ele daria o prazo de seis meses aos seus pais. Para Camilla há uma esperança desesperadora de que Will encontre um bom motivo para desistir desta loucura e foi por isso que houve a contratação de Lou. Ela seria essa companhia que "o impediria" de uma nova tentativa de suicídio antes do prazo estabelecido. 

"Não quero viver assim, mãe. Não é a vida que eu quis. Não há perspectiva de recuperação, então, é bastante razoável pedir para acabar com isso da maneira como eu ache adequada."

A complexidade deste capítulo me fez chorar de tristeza, de angústia e até de solidão. Tudo isso porque simplesmente tentei imaginar o que eu faria no lugar de Will. Como eu me sentiria em sua condição. Não bastante, também me imaginei na condição da mãe de Will. Tudo é muito desesperador. Após o baque de saber quais os motivos para ter sido contratada e sobre a vontade de Will, Lou tomou a decisão de investir em tudo o que estivesse ao seu alcance para tornar os dias de Will melhores e assim, quem sabe, nos próximos quatro meses conseguir convencê-lo a mudar de ideia. Will continuava tendo seus momentos de mau humor, mas no geral, começou dar a impressão, que mesmo com sua má vontade, estava se rendendo aos esforços e aos encantos de Lou, que por sua vez, passou a estar mais tempo ao lado de Will. Até mesmo Patrick estava sendo deixado mais de lado, já que este, também, não fazia por onde.

Aliás, Lou era uma garota admirável.
Três meses antes de conhecer Patrick ela passou por uma experiência no labirinto do Castelo que poderia tê-la devastado e a transformado em uma pessoa amarga e sem motivos para seguir adiante, mas ao contrário disso, Lou se tornou essa garota com um coração gigante. Claro que ela entrou nessa experiência de "cuidar" de Will com base nos ganhos financeiros, mas a convivência com ele, indiretamente, fez com que ela fosse construindo sentimentos mais sólidos. O maior deles era a dedicação, o carinho, a boa vontade, a preocupação que futuramente se transformará no maior amor de todos, é claro! Não é pra menos que todas as suas atitudes, mesmo que não admitidas, estivessem tocando o coração ferido de Will. Quanto ao que aconteceu com ela, bem, isso só veio a tona quando ela passou por uma experiência ao lado de Will, mas eu acho que isso só serviu para aproximá-los mais.

O relacionamento de Lou com Patrick andava de mal a pior. Era visível que era uma relação de comodismo para ambos, mas a bem da verdade era que de certa forma Patrick já estava sentindo que alguma coisa estava acontecendo. Ele não revelava seu ciúmes (ainda), mas ele já estava muito incomodado. As pessoas ao redor de Lou já estavam se dando conta de que havia algo entre eles, que eles mesmos não haviam assumido internamente e individualmente e dentre estas pessoas, além de Patrick, estava Nathan e a mãe de Will.

"-Às vezes, Clark, você é a única coisa que me dá vontade de levantar da cama."

Finalmente Lou teve coragem de se declarar a Will, mas o que ela não esperava era que ele mantivesse seu desejo de ir para a Dignitas, na Suíça. Lou entrou em completo desespero e eu junto. Quando Will simplesmente se abre com ela sobre como se sente em relação a ela, sobre seus desejos e que a sua condição física não é o que ele desejava que fosse, um nó se formou em minha garganta e eu tive que fazer uma pausa. Aliás, o que eu mais fiz durante essa releitura foram pausas. Pausas para refletir e pausas para respirar. A intensidade dos sentimentos, a forma como tudo acontece, por mais bobo que às vezes possa parecer, nada mais é do que uma forma oculta de dizer "não há esperanças".

A família de Will estava devastada e não somente pela tragédia que fora imputada sobre a vida de Will. O acidente foi apenas mais um agravante, mas o fato é que os pais de Will realmente já não formavam mais um casal, tanto que Steve, o pai de Will, já tinha outra pessoa com quem iria viver quando o acidente aconteceu. Acredito que toda aquela amargura da mãe de Will esteja bem relacionada com esta situação. No fundo Will sabe de tudo isso.


"Esta... noite... é a melhor coisa que você poderia fazer por mim. O que disse, o que fez para me trazer aqui... mesmo sabendo o idiota completo que eu era no começo, acho incrível você conseguir resgatar algo para amar. Mas - ele apertou minha mão -  isso precisa acabar aqui. Chega de cadeiras de rodas, Chega de pneumonia. Chega de coceira nos braços e nas pernas. Chega de dores e cansaço, de acordar desejando que o dia acabe. Quando voltarmos para o anexo, vou para a Suíça. E se você gosta mesmo de mim, Clark, como diz que gosta, eu ficaria muito feliz se me acompanhasse."

O que dizer diante destas palavras de Will?
Não há mais nada a ser dito realmente, porque simplesmente as palavras fugiram todas...

Lou fez tudo o que pode, mas não foi capaz de fazer Will mudar de ideia. Realmente é difícil dizer quem está mais  certo nesta situação. Tento me colocar no lugar de Will diante de todas as suas dificuldades e limitações, mas simplesmente dói saber que nunca mais ele voltará. Will se foi, ma ele não virou as costas para Lou. Ele se preocupou com ela em sua partida. Uma lição de vida, de coragem e muitas perdas... para todos!


"É isso. Você está marcada no meu coração, Clark. Desde o dia em que chegou, com suas roupas ridículas, suas piadas ruins e sua total incapacidade de disfarçar o que sente. Você mudou a minha vida muito muito mais do que esse dinheiro vai mudar a sua vida."

A carta que Will deixou para Lou foi o tiro de misericórdia para acabar com qualquer vestígio de vida em mim.

Para a adaptação nos cinemas do filme "Como eu era antes de você", a atriz cotada para interpretar a Lou é Emilia Clarke e eu acho que ela está bem próxima da Lou que eu consigo visualizar. Para interpretar o Will, o ator selecionado foi Sam Clafin, mas ele não se parece com a imagem que tenho estabelecida do Will. Não consegui associá-lo a nenhuma personalidade, porque é como se ele fosse aquela pessoa de verdade e não comente um personagem de livro, então, a imagem que eu faço dele é única, pessoal e intransferível...rsrs. Will Traynor é um personagem muito especial, pois este livro é o símbolo do amor, da coragem e do aprendizado.

No skoob você encontra o livro cadastrado para adicionar em sua biblioteca. Inclusive mais de 13 mil pessoas informaram terem lido este livro lá no site, No facebook também tem a página oficial do livro que você pode (e deve) curtir. pois certamente vai se apaixonar! Além disso, o filme também já tem a página oficial para ser curtida e acompanhada.

Como não acredito em coincidências e sim, em fatos, assim que terminei de ler o livro, como curto a página oficial do filme também, vi a notícia de que a partir de setembro/2015 será lançado "After You" (lá fora, sem data definida no Brasil) e então saberemos o que aconteceu com Lou depois da partida de Will.


Saraiva
Submarino
Americanas


Existem livros que definitivamente são de leitura obrigatória e este, sem sombra de dúvidas é um deles, mesmo que sofrido e dolorido, pois depois de ler este livro suas emoções jamais serão as mesmas.

2 comentários:

T. Raquel disse...

Adorei suas notas, vou comprar!

Fernanda Miola disse...

Raquel ficou muito feliz que você tenha gostado das notas...

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