18 de janeiro de 2015

LIVRO - NUNCA FUI SANTO - MAURO BETING


NUNCA FUI SANTO: O LIVRO OFICIAL DO MARCOS - MAURO BETING

Marcos é considerado como um ídolo alviverde e verde-amarelo. Admirado por ser o goleiro do Palmeiras e da Seleção. 'Nunca fui santo' é um livro escrito por Marcos buscando mostrar a graça e a simplicidade de quem ganhou a vida defendendo os seus em vez de atacar os dos outros. 


NOTA SOBRE O LIVRO:

Algumas pessoas devem estar se perguntando: O que uma criatura que não entende nada de futebol pode querer lendo um livro como este? A resposta é simples: Mesmo não tendo a menor noção de nenhuma regra de futebol, mesmo gritando "é pênalti" quando o jogador cai no meio do campo e não sabendo nome de mais nenhum jogador fora os mais visados pela mídia, tá ai um cara que eu sempre gostei. Primeiro porque sou apaixonada nessa careca dele, segundo porque ele foi o melhor defensor que meu time, o Alviverde (nem tão imponente atualmente) Palmeiras já teve em sua história.

Comprei este livro durante a Bienal do Livro em 2014, mas não tive oportunidade de receber o autógrafo do craque. Aliás, comprei o livro também com a intenção de inserir meu irmão e meu pai no Universo do Livros (e não é um trocadilho com a Editora), mas nem assim. Meu irmão pego o livro, deu uma espiada na capa e respondeu: leia e me conte depois. Ou seja, mesmo ele sendo palmeirense e fã do Marcos, não se rendeu ao prazer de ler.

O Marcos nasceu na cidade de Oriente (vizinha da cidade de Marília em 15km) no interior de São Paulo e é muito gostoso passar pela cidade e curtir as brincadeiras da viagem como "Alôôôôôôôôôôôôôôô Marcão, prepara o café ai". Seja na ida ou seja na volta, a gente tem sempre a sensação que vai encontrá-lo, mesmo sabendo que ele não mora lá, apenas a sua família. 

De um modo humilde, simples, singelo e muito carismático, Marcos conta passagens de sua vida, o convívio com a família, os testes nos clubes, os clubes que jogou e situações que demonstram o quanto ele, e sua família, sempre foram muito simples. Aliás, Marcão não era muito dado a estudar, né Marcão??

Para quem quiser comprar o livro, pode acessar o site das melhores livrarias como Saraiva, Submarino, Americanas e também acrescentar a leitura na estante do Skoob.


 "Mas o maior dos presentes ganhei aos 21 minutos do segundo tempo. Pênalti pro Botafogo, lá no gol das piscinas do Palestra. Já estava 4 a 0 pra nós. Se saísse o gol, não mudaria muita coisa. Mas, pra mim, era o lance decisivo. O Paulo César bateu no canto direito, espalmei pra escanteio. Na hora, nem sei direito o porquê, me ajoelhei e ergui os dedos apontando pro céu, agradecendo a Deus. Sem querer estava iniciando um ritual que seria quase o mesmo, a não ser em casos especiais."

Esse ritual é sensacional... Vários atletas criam seus passinhos, suas dancinhas, suas inúmeras formas de comemoração e agradecimento, mas este é o Marcão, São Marcos... Marquinhos como é chamado pela família... o nosso Herói e, digo com verdade, que saudade de vê-lo defendendo o Palmeiras...

"Viramos o jogo. E eu virei algo que não sou: Santo."

Humildade deveria ser o sobrenome dessa fera... Como uma pessoa que nada entende de futebol, só acho que existe uma grande pressão sobre alguns atletas, como se eles fossem o único no time e como se todo o resultado dependesse exclusivamente dele. Se o time vai bem, ele é ovacionado e se vai mal, é vaiado. Penso que um atleta de um time é como um funcionário de uma empresa. Se todos fizerem suas respectivas partes, a coisa flui com mais naturalidade e sem sobrecarregar ninguém!

A defesa que o Marcelinho Carioca detesta e que os palmeirenses defende. Faz parte da tradição futebolística a rivalidade entre Palmeiras e Corinthians.

"Quando o Marcelinho chego pra bola, eu já tinha saído bem antes. Pra chegar naquele canto, com a precisão e a velocidade que ele dava na bola, só se tivesse saído na hora certa."

Quem dera se junto com a rivalidade esportiva as pessoas aprendessem que do lado de fora dos estádios não é preciso o tanto de violência e agressão que acontece com frequência. Infelizmente muitas vezes também uma brincadeira saudável acaba virando uma briga sem tamanho. Eu mesma parei a muito tempo de "brincar" por causa de futebol, pois já tive situações em que hoje poderia ter perdido uma amizade.  Sim: Parei com isso porque já aconteceu comigo do meu time perder e a pessoa vir aloprar, zoar e infernizar e na hora que o time da pessoa perdeu e eu fui brincar, a pessoa virou um bicho, então, decidi que daquele dia em diante este assunto estaria zerado. 

" Onde eu iria achar meu sítio pra pescar na Inglaterra? Lá não tem cachaça, nem cigarrinho de palha, nem moda de viola."

Marcos é sempre firme e categórico ao afirmar que ganharia muito dinheiro sim ao ir para fora do Brasil jogar, no entanto, ele preferiu ficar no Brasil, no Palmeiras, com a família e os amigos. Não só ele. Ele também se refere ao jogador Rogério Ceni. Não critica nem condena quem o faz, queixa-se apenas de alguns jogadores, que não cita nomes, que viraram as costas para o Palmeiras quando este caiu para a série B. Cada um faz uma escolha em cima daquilo que julga mais proveitoso para a carreira. Os torcedores, sem hipocrisia, ficaram radiantes com a escolha de Marcos ao ficar. 

"Sou torcedor, fico puto muitas vezes, falo o que não devo pra imprensa e entendo o corneteiro que todo palmeirense é. Mas a vida não se resume a 90 minutos. Ninguém merece morrer ou matar por isso."

Resumindo: Marcos pode não ser Santo, mas é um cara de caráter e merece todo respeito. Como palmeirense serei eternamente grata por toda dedicação que teve ao palmeiras e c omo torcedora também, espero pelo dia que o palmeiras voltará a brilhar como nos tempos gloriosos.

Se você quer conhecer um pouco mais sobre esta história, compre o livro e divirta-se. A leitura é tão fácil e tão gostosa que em poucas horas você consegue devorar o livro, que contém apenas 167 páginas.

Meu sonho hoje?
ter a oportunidade de tirar muitas fotos com ele e aidna ganhar o autógrafo no meu livro!

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