11 de setembro de 2014

LIVRO - SIM, SENHOR - DANÚBIA FERREIRA


SIM, SENHOR - LIVRO 01 - DANÚBIA FERREIRA

Nem sempre fui uma boa menina. Esse meu comportamento foi lapidado através de muita disciplina. Passei por momentos difíceis para chegar aqui. Minhas experiências ao longo do caminho foram dolorosas. Nunca me importei com as consequências, desde que obtivesse minhas repostas. Pensamentos errôneos me colocaram em situações embaraçosas. Tive que controlar meu lado impulsivo e aprender a esperar. Aprendi de uma forma dolorosa a nunca confiar em qualquer pessoa. Conheci um mudo novo e entrei nele de cabeça. Lutei com unhas e dentes para pertencer ao Dono de mim...

Sou um homem extremamente exigente e perfeccionista. Levo o meu trabalho no clube muito a sério. Para muitos, o BDSM é um fetiche; para a sociedade, uma perversão. Para mim, um estilo de vida. Gosto do que é bom, do que me completa. Gosto de um desafio e sei reconhecer um quando vejo. Ela era indisciplinada e muito rebelde, mas tinha uma sensualidade cativante e um olhar penetrante. Talvez aqueles olhos penetrantes pudessem me dar o que tanto procurava.


NOTA SOBRE O LIVRO:

UAUUUUUUUUUUUUU!

Não há nem como começar falar sobre esse livro sem dizer o quanto ele é polêmico. Um livro que foi barrado pela "política" do Facebook, primeiro pela capa e depois pela sinopse. Uma capa ousada, uma capa que afronta o "moralismo" e os "bons costumes" (e leia-se entre aspas mesmo). Afinal, onde já se viu uma capa com uma mulher com os seios de fora e com uma coleira no pescoço?

Realmente, eu não me lembro de já ter visto algo assim, mas vamos combinar que é o que chama atenção das pessoas que curtem o tema. Exatamente. Se você curte o tema, mesmo que seja por curiosidade, vai gostar desta leitura, agora, se não é o que você gosta, então realmente, nada do que eu diga aqui irá convencê-la(o) de que o livro é bom. A capa é forte sim, mas ela é linda, é marcante, é corajosa e é perfeita para o tema.

Esperei com ansiedade este dia. O dia de vir até aqui e falar para vocês sobre este livro, porém, se eu ficar falando o que acontece no livro, certamente não surtirá em você o mesmo efeito do que lê-lo na íntegra. Você só poderá argumentar depois que conhecer o conteúdo da história.

Você não precisa curtir um "sexo diferente" para gostar do conteúdo do livro. Acho com toda sinceridade que no século em que vivemos, já está mais do que na hora de mantermos nossas mentes abertas para tudo o que diz respeito ao sexo. Não discordo de nada que foi relatado na história, pois não há exposição ou situações de risco. Não vejo perversão e nem nada que possa ser repudiado diante do estilo de vida que essas pessoas optaram por viver.

Você não vê um Dominador arrastando sua Submissa por uma coleira no meio da rua e muito menos andando com ela em um Shopping com uma algema no pulso. Tudo isso diz respeito ao Universo de Prazer que envolve as pessoas. Não vamos julgar o que dá prazer a ninguém, afinal, nós não gostamos quando qualquer pessoa julga nossos gostos, não é mesmo? 

Quer algo mais polêmico? Lembra daquela frase que diz que quem vê cara não vê coração? Então! Ninguém traz estampado na testa que é um adepto do BDSM, então, não cabe a nós julgarmos como e quando ou onde cada um sente prazer, certo? Quem não tem um fetiche, uma fantasia erótica que atire a primeira pedra...rsrsrs

Particularmente não é o tipo de sexo que eu gosto para mim, mas não recrimino quem gosta e tenho sim muita curiosidade em ler sobre o tema, tanto que estou aqui, dividindo com vocês esta experiência. Eu admiro tudo que foi dito, pois estas pessoas demonstram que conhecem todos os limites de prazer necessários para seus corpos. 

Para quem está habituado a ler livros eróticos, com certeza esperará por mais uma história de amor. Ledo engano, porque de romantismo este livro não tem nada. Tanto é verdade que há momentos em que você certamente se chocará com os relatos. Duvido que em algum momento você não se imagine em pelo menos uma das cenas, uma das situações. Nem que seja para dizer "eu não sirvo para isso" ou quem sabe "uau, gostaria de provar". Isso é automático. 

Posso afirmar que definitivamente não sou uma Submissa. Sem entrar na minha intimidade, claro, mas eu sou muito explosiva, muito bocuda e não sei lidar com ordens neste sentido. Não funciono sobre pressão e imposição. Inclusive, sou uma pessoa (que de modo geral) prezo muito a minha liberdade, a minha individualidade e definitivamente, cheguei a um ponto que não sei se suportaria alguém determinando o que posso ou não posso fazer. Diante de tudo isso só posso dizer que cada vez mais admiro e respeito quem consegue lidar com tudo isso e mais, que consegue se satisfazer verdadeiramente diante disso tudo.

Também duvido que você não vai ficar esperando lá no seu íntimo que haja algum momento de "amor". 

Temos um foco em Paulo e Patrícia e Jonathan e Suzana. Por mais que você saiba e vá preparada(o) para ler esta história sabendo que não se trata de casos de amor, a cada página você vai ficar imaginando aquela cena de perder o fôlego e que um se declara apaixonado pelo outro.



Leia e depois me conte!
Culpada. Eu me declaro culpada!
A cada página eu ficava esperando o momento em que Dom Riddle se renderia de amores por ela... Ahhhhhhhhhhhh suspirando por você, Dom Riddle.... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Não, Não houve a declaração de amor, afinal, eu disse que este não era um livro sobre amor, mas será que Suzana será mesmo aquela Submissa que transformará os critérios de Dom Riddle?

Leia este livro livre de preconceitos e delicie-se com uma história diferente e mais próxima da realidade do que estamos habituados.

O livro é distribuído pela Editora Highlands e para adquirir o seu exemplar, clique aqui e faça parte de centenas de pessoas que estão se rendendo ao "Sim, Senhor". Agora, além do site você também encontra o livro sendo distribuído pela Cia do Livro. Clique aqui e confira!

E para deixá-las(os) um pouquinho mais com vontade de ler o livro, acompanhe logo abaixo um papo rápido com a autora/escritora Danúbia Ferreira.



Danubia, como surgiu a ideia de escrever um livro sobre BDSM de uma forma nada romantizada?

Sempre tive essa vontade. Há uns dois anos atrás eu conheci o BDSM. Conheci casais que vivem o estilo de vida. Analisando a relação de perto, percebi que o que eu lia nos livros não tinha nada haver com o real. Todos muito romantizados, histórias de amor, traumas psicológicos, desvios de condutas todos ligados ao Dominador, tudo uma grande mentira. O BDSM visa principalmente o lado São, é um dos pilares do BDSM.Enfim, aceitei a proposta de escrever algo baseado em histórias reais. Entrei em contato com esses amigos e iniciei o processo de busca por informação, eu queria que o livro fosse o mais real possível, é claro que eu tive que criar todo um cenário para desenrolar a história, fazendo dessa parte ficção.


Como foi compor cada personagem? De todos eles, tem algum que seja o seu predileto dentro da história?

Nenhum dos personagens tem algo meu. Definitivamente não é para mim, nem ser submissa, nem dominadora. Não gosto de ser comandada, e também não consigo ter a frieza de estar no comando nesse estilo de vida. Veja bem, eu gosto da minha liberdade, de ir e vir sem dar satisfações a ninguém. Acho uma submissa uma mulher muito forte e determinada. Não acredito que seja para qualquer uma. Tudo é muito complexo e eu não consigo me ver no lugar dela, abdicar dela, para passar a viver por ele é algo que está além das minhas possibilidades.


Você acredita que existam muitas “Suzanas” precisando se descobrir por este mundo a fora?

Sem dúvidas acredito que haja muitas mulheres para serem despertadas. Como eu disse no livro, não acredito que o BDSM seja a solução para isso, no entanto acredito que a falta de cumplicidade, de diálogo, possa levar a frustração sexual. Eu conheço mulheres que não sabem o que é ter um orgasmo. Eu acho que falta amadurecimento nas relações, que falta interesse por parte dos homens, que falta diálogo por parte das mulheres, enfim, é uma série de fatores que levam a ter muitas Suzanas por aí. Não se deve calar quando a situação envolve o sexo, não devemos nos negligenciar. Se sente falta? Peça... Se não está satisfeita? Invente, renove... Se não está gostando? Converse... Ninguém é obrigado a estar com a pessoa se ela não te traz satisfação, mas desistir antes de tentar é burrice.


Este livro será volume único ou você pretende escrever mais sobre o tema em forma e trilogia ou série?

Isso vai depender das vendas e da aceitação do publico. Mesmo que não saia em físico eu pretendo colocar a continuação em ebook.


O que foi mais fácil e o que foi mais difícil na hora de escrever este livro?

Nesse livro nada foi fácil. Eu chorei, gritei, me descabelei, e lamentei. Entrei em conflito comigo mesma. Para mim é confuso, intenso, contraditório, obscuro e muito profundo. A relação é algo que não consigo aceitar, talvez por que eu goste muito da minha liberdade. Não ia conseguir viver essa relação 24\7. Vejo que o lado sexual é melhor que qualquer outra coisa, por que o prazer é sempre dar prazer. A submissa mesmo submetendo ao dominador ele a faz ter sensações incríveis, ela goza inúmeras vezes em uma sessão ( quando ele permite). O prazer que há no ato sexual é o que todas as mulheres desejam. Eu acho os dominadores os homens mais quentes que tem, porque ele explora todos os pontos sensíveis da mulher. O que há de melhor que isso?Nada! Eles a conhecem de dentro para fora. Eu acho que é isso que traz essa dependência dela para com ele.






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